sábado, 29 de setembro de 2012

Por falar em Pinterest

Estava eu a "re-pinar" (giggles!) uma foto da Casa da Música, do Rem Koolhaas (lê-se coolaassss) e lembrei-me de um professor meu que dizia o Rem Cólhas. A alcunha desse professor era "Duas águas", porque o cabelo dele fazia risca ao meio, a lembrar um telhado. Quando fui aluna dele tive um ano desastroso, por vários motivos, cheguei a Junho com um projecto de caca e disse-lhe assim: "Professor, se eu entregar este trabalho, chumbo. Deixe-me desenvolver esta nova ideia no Verão". Ele viu que a segunda ideia tinha potencial e deixou-me fazer exame em Setembro. Passei o Verão a desenvolver um projecto de um ano lectivo, ia várias vezes ao atelier dele mostrar o trabalho, dormi 3 horas por noite, fui a exame e passei. No fim, ele disse-me que tinha orgulho em mim. Foi o momento mais feliz daquele "maldito" curso. Levei meses e meses a recuperar da maratona. E ele podia não falar bem inglês, mas a oportunidade que ele me deu foi um boost (lê-se bust, não bost) impressionante na minha então tão danificada auto-estima.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Curtas

Ando viciadíssima no Pinterest. Todos os dias tenho ido alimentar os meus boards, admirá-los (e os dos outros) e inspirar-me. Sinto-me quase uma adolescente a colar posters na parede do quarto. Para verem os meus boards, podem ir aqui.

Amanhã temos sessão de fotos! E mais não digo. Mas depois mostro. E por falar em fotos, também há outra coisa que ando a preparar, esperem só para ver. 

Comprei uns panos de cozinha na Área e um deles é e-nor-me! Será que fica muuuuuito mal, ir trocar um pano de cozinha?

Falta sensivelmente uma hora e meia para ir buscar a minha Laranjinha. Está a precisar de todo um novo guarda-roupa, coisa que me assusta deveras. E que me dá tanta pena, porque adoro as blusinhas de Verão que ela usou. Anyway, daqui a nada vou dar-lhe um xi muito apertadinho e já estou a contar os minutos. Mãe galinha, hein?

O fim-de-semana vai ser passado ainda a pôr tudo no sítio, na casa nova. Para já não há queixas, um sossego, uma coisa boa. Está a ficar acolhedora e com a nossa "cara". So sweet.

Bocadinhos instagrammados de um Verão que já lá vai

O meu vício.

O meu Amor.

O brinquedo do J.

A vista da casa da S.

Coca-cola é que é.

O concerto do António Zambujo, com a S. e com a A.

Outro vício.

Clooney e a piasca.

A Foz Velha.

O baptizado do J.

A estreia na Empadaria do Chef.

As minhas cores.

O meu outro colar preferido.

Pés quase descalços na relva fresca.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

""Darling," you said, "we're a train wreck".
"Sweetheart," I said, "train wrecks always make the front page"."

Cantos da casa #07


Esta é a porta por onde, a partir de hoje, vou entrar em casa. 
 Home, sweet, sweet, sweeeeeet  home. Espero.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Say hello, wave goodbye


Esta é a nossa última noite nesta casa. Os móveis estão desmontados, os caixotes com fita adesiva no meio da sala, o sofá sem almofadas. A casa a deixar de estar operacional. Nós, ansiosos por mudar, pelo sossego prometido. Estou farta, farta, fartinha, deste sítio. Moving on!

Or both

Esta? 


Ou esta?

Novo capítulo

Habemus chave da nova casa! Iei. Já fomos dar mais uma espreitadela, claro, e já deixamos um tapete e um candeeiro. Só para marcar território. Amanhã começa a transferência dos caixotes, sacos, e demais cenas.
Até aqui tudo foi tratado com a imobiliária, mas hoje a nossa senhoria (giggles!) ligou-me. Fez questão de falar comigo, porque não vive cá e gostava de nos ter conhecido. Disse-nos que o prédio era pacato, boa vizinhança e que esperava que fossemos felizes lá. Gostei muito, sim senhora.

Entretanto já estou com algumas ideias para dar uns toques personalizados à casa. Começava logo pelo hall, talvez com uma parede em tinta de ardósia. Ando louca para experimentar, ou numa parte da casa ou no quarto da B., e acho que não me vou arrepender. 

Chalk 

Mais aqui.

Agora a questão para começar a montar a casa "nova" é, por onde começar? Ah, as possibilidades. :-)

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Carpe diem, mas como?



Foi assim que passei grande parte do meu dia. Dois quilómetros por hora. Que desperdício de tempo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Tenho dito

Mudanças marcadas e hoje ao fim da tarde contrato assinado e chave na mão. E butterflies in my belly. Porque se eu chegar ao outro apartamento, ouvir vizinhos barulhentos e a minha rica filha não conseguir dormir, eu parto aquela merda toda.

Medo!

Hoje há obras na minha rua, e à falta de condições para me concentrar no trabalho vim de malas e bagagens, que é como quem diz, com o meu portátil-já-não-tão-digno-do-nome, mais rato, mais disco externo, mais um sem fim de coisas absolutamente indispensáveis (pois sim), para um café perto da casa onde vou morar (esta semana?). Vim para cá na semana passada com a minha irmã e achei que era um bom local para estar um par de horas, sem ser em casa. Pois que a empregada de balcão, que já da outra vez não achei muito simpática, está sempre a olhar para mim com um sobrolho carregado que mete medo. As we speak, ela está a mirar-me de cara franzida. Será que tenho ar de ladrona? Será que já foi minha colega de escola e não simpatizávamos? Estou a ficar intimidada. É que é só comigo, que ela agora desfez-se em simpatias para dois estudantes que vieram carregadinhos de livros, até lhes foi indicar uma mesa num local mais "fresco". Deve ser mesmo de mim. Ou ela é daquelas impenetráveis ao início, mas depois derretem-se em simpatias. Se calhar ainda não confia em mim. Também não sei porque é que isto me está a importar. 
Pronto, olhou outra vez. Parece que agora menos zangada. Ou não. Agora está com ar de quem vai desatar ao murro à máquina de café. Medo, muito medo.

School bus



Para além de andar a empacotar as nossas vidas em caixotes (how poetic!), esta foi uma das tarefas de fim-de-semana, decorar este bus com a foto da família para a Bárbara levar amanhã para o infantário. O difícil foi escolher uma foto em que estivéssemos os três, curiosa e lamentavelmente há pouquíssimas, tanto que esta foto já tem uns bons meses. Fácil foi mesmo fazer estas colagens, porque tinha imensos papelinhos e cartolinas guardados, o cortante das flores, foi só fazer a composição. A flor vermelha ali ao canto é o toque especial do pai. Olhando assim para o conjunto, gosto. Já estou tão enferrujada nestas coisas, isto é tão diferente de régua e esquadro, ou de Photoshop e Illustrator. Mas acho que não nos saímos mal e é bom saber que este bocadinho de nós vai estar sempre no sítio onde a Bárbara passa os dias.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O último dia de Verão

Aqui no widget do tempo do meu telemóvel diz que vão estar 27º. Mas a verdade é que o céu está carregado e eu hoje já apanhei uma chuvada. Mesmo mesmo quando acabei de estacionar o carro e estava a levar a Cuquinha ao colégio. De blusa leve e sapato de tecido. 
Estava preocupada, porque mal saímos de casa ela já ia a rabujar, de beicinho. Quando a vieram receber, ela grudou em mim, e demos-lhe algum tempo. A D. foi dizendo que os dias têm corrido muito bem, a Cuquinha come, brinca muito e já não chama muito pela mamã. Chegada a hora da despedida, e para meu espanto, foi ao colo da D. e até ficou com ela a receber os outros meninos. 
E foi assim que vim embora, a sorrir, enquanto corria para fugir da chuva, mas no meu coração fazia sol, muito sol.

Bom dia!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012






Eu e o pai estamos doentes, os avós estão doentes, à conta da virose que aí anda, mas para a pequenina tem que haver sempre tempo. Depois de um fim de dia no médico e outro num seminário, notou-se a carência. Ontem cheguei a casa e não mais fui largada por aqueles dois bracinhos. A cabeça dela pousou no meu ombro e estivemos assim, muito tempo. Foi tão, tão bom.
Hoje, não para a compensar, ou talvez sim, ou até para nos compensar, fomos com a B. até à praia brincar no parque. Na verdade é o que gostaria de fazer todos os dias. Vale tanto, tanto a pena.

Cantos da casa #06



Se tudo correr bem, este será o último "Cantos da Casa" aqui, nesta. Se tudo correr bem, sábado começamos a transportar todos estes caixotes, todos os nossos pertences, para um outro lar, que esperamos que seja, por algum tempo, o nosso doce lar.

A minha irmã deu-me estes phones


Just chillin'.
Naah, just kidding.
Just workin'.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Maleitas

Tenho para mim que esta "crise de vesícula" é uma bela de uma gastroenterite, cortesia do infantário da pequena. Senão, como explicar que eu, o marido, o meu pai e a minha mãe estejamos cada um para seu canto, em febres, náuseas e coisas pouco agradáveis? 
Hoje ao levar a B. ao infantário mesmo em cima da hora, pedi desculpa pelo atraso e comentei que eu e o pai estávamos doentes. A educadora disse que estavam de facto com um surto de gastroenterite, mas que era coisa leve. A pequenina está bem, nada de sintomas. Mas vomitou há uns dias, pode ter sido alguma manifestação. Vamos lá ver se os bichos morrem, que andamos todos "a pão de pedir". E assim, não há condições.

A saga da escova de dentes

Há pouco tempo comprei uma escova de dentes no consultório do meu dentista. Pedi macia. Disseram-me que poderia ser macia de mais, que havia uma outra ainda mais macia que era para pós cirurgias e que aquela era mesmo a seguir na "macieza". Mantive a minha escolha e trouxe a macia. Pois a escova é uma por-ca-ria. Rija que só visto, põe-me as gengivas a sangrar. Ontem quando fui à farmácia comprar a medicação para as nossas maleitas recentes, aproveitei e falei do caso ao farmacêutico, e disse que comprava sempre escovas macias, que na primeira lavagem eram mais duras, mas que depois corria bem. Eu costumava usar umas escovas da GUM que agora não se vêem muito à venda e que eram fantásticas. Anyway, primeiro, o homem queria vender-me uma pasta dos dentes, porque então se ficava com as gengivas a sangrar, o problema era meu. Expliquei-lhe que não, a escova é que é parva. Tem os pêlos muito rijos e compridos. E ao fim de quinze dias, o problema mantém-se. Mas eu tenho uma escovinha daquelas de viagem, média, que não me põe naquele estado. Que é que o homem faz então? Vende-me uma escova para pós-cirurgias. Fiquei logo desconfiada quando cheguei a casa e toquei no pêlo mole, parece a escova de cabelo da bebé. E as minhas suspeitas confirmaram-se. A escova é uma merda. Macia de mais. Mole, empapa tudo. Fiquei com uma sensação esquisita na boca, nem sinto os dentes lavados, a boca fresca. Que seca, pá. Este pessoal não percebe nada de escovas de dentes, está-se mesmo a ver.
Logo vou ao hiper comprar uma outra escova por minha conta e risco e vou escolhê-la sozinha sem opiniões de "entendidos". Enquanto isso, vou ter que me aguentar com esta sensação de... sei lá. Até ia jurar que anda aqui um pêlo macio desta super escova cirúrgica. Acho que vai ficar reservada para dias em que vier anestesiada do dentista.
... Alguém tem por aí uma chicla?

De molho

Parece que afinal havia um motivo para a avaria de ontem. Uma crise de vesícula. E não sou a única, o marido também está. Andamos os dois febris, nauseados, e doridos. Agora temos remedinhos e uma dieta rigorosa para fazer, de um lado. Do outro lado, a menina, trabalho que tem que ser feito e a casa em status confusão de mudanças. Está lindo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Calm down, woman

Tenho acordado com dores de barriga de manhã. De nervos. Parece que eu é que vou para a escola. 
Desde que entrou, a Bárbara tem dormido as noites inteiras. Inteirinhas. É certo que ainda não dormiu uma sesta decente no infantário, ontem bateu o recorde de meia-hora. Seriam de esperar birras descomunais à noite, mas não, fica apenas muito cansada a seguir ao jantar. E adormece em menos de nada. Tem acordado a chamar por mim, "Mamã", "Mmmmmaaaa-mmmmmmã", "Mamã?". Abrimos a persiana, ela abraça a ovelhinha Lela, e diz "bo-tia!" 
E tem corrido bem. O arranjar para sair de casa é sem grande pressa, e chegamos a horas, sem atropelos e correrias. Mas ela já percebe para onde vai e começa a abraçar-se a mim e a dizer "unqué". Chora sempre um bocadinho quando a educadora vem buscá-la, mas hoje fiquei a ver e quando penduraram a mochila já ela se tinha acalmado.
Mas então de onde vem esta ansiedade toda? Não sei. Se calhar é mesmo assim. Ou da mudança que se avizinha, ou de novas coisas para trabalhar. Neste momento, enquanto escrevo, não estou calma. Abano a perna e o meu coração está mais acelerado que o costume. Não é normal. Nem sei tampouco, o que me acalmaria neste momento. Tê-la aqui, como há duas semanas atrás, não. Ir dar uma volta? Talvez. Posso tentar, antes de optar por soluções mais drásticas, como enfiar um calmante no bucho.
Djisus.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

About me




 Sem dramas. Assim.

(Nota: A câmara do meu telemóvel é tão mázinha que a pouca nitidez até parece efeito. Vamos acreditar que é um efeito, ok?)

Os primeiros caixotes


Let the moving out begin.

Está quaseeeeeee!



I love Modern Family.

domingo, 16 de setembro de 2012

Mudam-se os tempos

"As I was writing, we had to avoid talking about books. 
 Men can't bear it, a woman writing. It's cruel for the man; it's difficult for everyone".

"Comme j'ecrivais, il fallait éviter de parler des livres. 
 Les hommes ne le supportent pas: une femme qui écrit. C'est cruel pour l'homme. C'est difficile pour tous".


Marguerite Duras, Écrire (Writing), Paris, Gallimard, 1993

sábado, 15 de setembro de 2012

Ir para a rua





Custou-me sair de casa. Tenho (muito) trabalho para fazer e coisas para começar a encaixotar. Aliás, era isso que estávamos a fazer quando o meu homem disse que queria ir à manifestação. Ainda não tínhamos falado sobre isso, e eu não tenho grande feitio para ir para a rua. Feitio e alguma recusa. Porque eu votei neste governo, eu fiquei feliz quando vi todos os ministros tomarem posse, tive esperança. Tenho dúvidas se podemos culpar inteiramente um grupo de pessoas que pegou num país já em frangalhos. Mas por outro lado, vejo muita coisa que me revolta. Vejo os meus pais a contar tostões, depois de terem passado a vida a trabalhar. Vejo o meu marido sem perspectivas de estabilidade no trabalho, vejo-me a mim, com 35 anos, uma licenciatura, uma filha e incapaz de me sustentar. E o que mais me assusta neste momento, é não ter perspectivas de futuro. E custa-me muito aceitar que ainda não é este governo que nos vai tirar desta vergonha de situação.
E a minha indecisão relativamente a ir aos Aliados teve a ver com o facto de ter que trabalhar. Como é que eu luto melhor pelo meu futuro? É manifestando-me por um futuro melhor? Ou é trabalhando por um futuro melhor? Não sei. Mas sentimo-nos bem, porque fomos. Porque batemos palmas, porque caminhamos juntos. Porque estivemos. 
As palavras de ordem eram fortes "Memento Mori", outras irónicas "Oh Relvas, dá-me o teu avental" e "O governo é um bando de Noobs". A certa altura reparámos que havia mais gente parada do que a caminhar. E não fomos os únicos. Alguém começou e os outros repetiram "Sai do passeio e vem aqui para o meio". Na rua de Sá da Bandeira, à porta de uma loja estavam dois empregados com um cartaz que dizia "Putas ao governo porque os filhos já lá estão". 
Há muita gente zangada, há muita gente a passar mal. Mas também há muitos parasitas. Havia um arrumador no parque de estacionamento ao ar livre, onde deixámos o carro, e que é suposto ser gratuito ao fim-de-semana. O meu marido deu-lhe uma moeda, por medo que o homem lhe riscasse o carro. E os beneficiários de RSI que vejo frequentemente a tomar ricos pequenos-almoços no café e que não fazem nada pela vida. Mas não são esses que me interessam.
Todos queremos um mundo melhor. Uns mais do que outros, é certo. Todos queremos ser felizes. E hoje, como país, não somos.
Acima de tudo há uma crise de valores. De prioridades. Não é só dinheiro que falta nos bolsos dos portugueses. É educação, é generosidade. Se cada um de nós olhasse mais para o lado, se aos governantes interessasse mais o bem do país do que projecção, bem-estar e riqueza, seria tudo diferente. Seria tudo melhor. Para lutar por isto, para pensar nisto, foi muito bom interromper o trabalho, levantar da cadeira e ir para a rua fazer pela vida.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Daddy-daddy


Já vi e revi estas fotos do fim-de-semana passado, mas ainda não me tinha apercebido de como esta é especial. Dois papás, com os filhos um do outro no colo, a conversar. De certeza que não dissertavam sobre fraldas, papas ou rotinas, embora tenha quase a certeza de ter ouvido a palavra "mamas". O que eu duvido é que fosse no contexto da amamentação.

Os nómadas

Há quem nos chame loucos. Há quem nos ache esquisitos. Mas só nós é que sabemos. E vamos voltar a mudar de casa. Isto é um bocado como a história do infantário. Cada um tem a sua opinião, desde "ai que a menina é tão pequenina", "ai que não era preciso", "ai porque tu estás em casa". Com a casa é "porque vocês vão ter sempre vizinhos barulhentos", "porque resolvias isso assim e assim". Pois. Mas não. Estamos cansados de não termos sossego, cansados de pessoas mal-educadas, e sobretudo, como se usa agora muito dizer, cansados de ser bambis. 
E vai daí, num ápice procuramos outro canto, onde esperamos ser mais felizes, pelo menos enquanto não pudermos comprar uma casa beeeem isolada, com varanda e jardim. Este apartamento para onde vamos, nem varanda tem. Mas tem menos vizinhos e o facto de ficar numa rua bastante secundária, que ainda nem sequer aparece no google maps, dá-nos um bocadinho de esperança de ser mais silencioso. E depois, coisa que não acontece nesta casa, será tudo nos conformes. Aqui não há contratos, não há recibos. Senão havia uma renda absolutamente pornográfica, sobretudo para a casa que é. E nós também temos despesas, e impostos. Bambis mesmo. Mas vamos sempre a tempo de aprender, mesmo que às vezes seja preciso bater com a cabeça na parede. E por isso mesmo, mandamos o facto de estarmos aqui há 3 meses às urtigas, e vamos procurar a nossa felicidade noutro lugar, igualmente perto de tudo aquilo a que estamos habituados. Agora, de palhaçadas como a que temos tido nestes últimos meses, de vizinhas a arrastar coisas às 4 da manhã, de um dia avariar o exaustor, noutro dia a caldeira, de pagar condomínio e não ter acesso à piscina, de um monte de coisas que não nos têm agradado, estou eu farta.
E porque a vida é muito curta para perder tempo onde não estamos felizes. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Bloglovin

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Ainda no outro dia estava a comentar com uma amiga minha, que tinha visto não sei onde, uma ideia engraçada para crianças, um varão cheio de fantasias diferentes. Adorei e decidi desde logo que era uma coisa que queria fazer para a Bárbara. Já imagino daqueles dias de chuva, em que sabe bem ficar em casa, e ela divertir-se vestida de fada, ou com uma saia de bailarina, máscaras e chapéus. Nem de propósito. Hoje andava à procura de uma mochila para ela levar para o infantário, uma que não tivesse Hello Kitty's, Muffys, Princesas, Winxs e afins, espreitei a Acessorize e encontrei estas coisas a 70%. Ainda lhe comprei aquela coelhinha de tecido, tão fofa. E assim começa a sua colecção de máscaras, que espero que a façam feliz um dia.
Para a borga, mamã ao seu dispor.

E por falar em livros



O primeiro, muito engraçado, o segundo é ternurento. Dois bons livros para a biblioteca dos miúdos.

Cantos da casa #05


Gostamos que os livros habitem a casa, apesar de ainda não termos prateleiras para todos eles. O meu sonho, desde sempre, é ter paredes cheias, com livros de alto a baixo. Além destes, há mais na casa dos meus pais e na casa dos pais dele, e estou ansiosa por reuni-los. Em breve, será a Bárbara a ter a sua biblioteca. Se sair aos pais, há-de abrir um livro com enorme prazer, cheirá-lo e folheá-lo uma, outra e outra vez.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O início

Dia 1

Acordei com dores de barriga, como se fosse o meu primeiro dia. Bom, e era. O meu primeiro dia a levar a Bárbara ao infantário. Quando chegámos ao colégio, havia mais miúdos a chegar, com quem ela se ia metendo, a dizer "olá!". E ia sorridente, mas quando viu miúdos a cravarem os pés no chão à entrada, outros a chorar desesperados, ficou um pouco mais séria. Mesmo assim, quando a vieram buscar, sorriu de imediato e atirou-se para o colo da educadora. Conversámos um bocadinho, combinámos que iria buscá-la após o almoço e despedimo-nos com uma rapidez surpreendente, e ela lá foi, mas sempre a olhar para trás. De imediato deu-se-me um nó na garganta e passei a manhã a contar os minutos para a ir buscar. Vinha tranquila, mas atirou-se logo para o meu colo, deitou a cabeça no meu ombro e ainda lhe ouvi uns soluços de quem tinha chorado muito. A minha pequenina. A educadora disse-me que ela não tinha comido nada, e que não quis brincar. Tudo bem, foi só o primeiro dia. 

Dia 2

Saímos de casa ainda mais cedo do que no dia anterior, para respeitar o horário que nos foi entregue na reunião de pais. Mesmo ainda recente, sabe-nos bem toda esta mudança de rotina. Sair cedo de casa, pela fresca, e ir cada um à sua vida com imenso dia pela frente. Anyway. Ela hoje ficou porreiríssima, mal chegou atirou sorrisos e foi para dentro sem olhar para trás. De manhã fui comprar algumas coisas que estavam a faltar para ela ter lá, e passou-se a manhã. Ao meio dia apareceu ao colo da educadora, bem disposta, diz que comeu, diz que brincou e que amanhã é um bom dia para experimentar ficar o dia todo. Não estou à espera de milagres, sei que de repente a coisa pode não correr tão bem. Mas estes dois dias foram uma lufada de ar fresco, cá em casa. Agora é só limar arestas, ajustar as rotinas. Deixar que tudo aconteça naturalmente, sem dramas, e ao jeito da minha Cuquinha, com muitos sorrisos.

O que o sono me faz

O meu dia acabou agora. Fechei o e-mail, fechei o software. Estendi uma máquina de roupa, a ver se seca durante a noite, preparei o saco da pequenina, o marido adormeceu-a, fez pão e organizou o almoço dele para amanhã. E agora parámos.
Queria falar sobre o primeiro dia no infantário e navegar por aqui umas horitas. Queria ver melhor o que é isto, e ler os meus blogues preferidos. Queria escrever um post Hora do Vitinho Report, mas já não posso das costas. Vou esticar-me no sofá a ver uma série qualquer gravada, até os olhos me pesarem. Ou então vou para a cama jogar Angry Birds até adormecer. Ou então, e visto que não paro de bocejar, deixo-me estar aqui e assim amanhã já acordo no local de trabalho. Aha-ha!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012