sábado, 30 de abril de 2011

9


Entro hoje no nono mês. Às vezes nem "macredito". Ainda não está tudo pronto e estou sempre a rever a lista. Todos os dias faço mais alguma coisa. Todos os dias o meu coração se prepara mais. Todos os dias.
O cansaço já se faz notar, cada vez mais, este grande parvo. Porque quero fazer muitas coisas. Also, o dia não chega para tudo.
A única coisa que eu agradecia era conseguir dormir bem. Porque uma noite bem dormida para mim é melhor que um Red Bull. Ainda hoje estava cheia de planos, de manhã ainda fiz muita coisa, mas depois de almoçar sucumbi. Portanto, vou jantar e trabalhar um bom par de horas. Desempacotar a petite banheira fica para amanhã. E outras coisas. Até porque sabe bem assim, aos pouquinhos. 
A minha masterpiece está a ficar pronta. Eu sei. Eu sinto.

Vicky, Vicky


Adoro os teus Louboutin. E a usá-los assim, gravidonça, tens a minha admiração.
Do teu vestido também gosto, mas do pescoço para cima pareces uma hospedeira. Desculpa, uma assistente de bordo. Podias também fazer menos boquinhas a posar para as câmaras. É brega, p'cebes?
Portanto, Louboutin, HOT, boquinhas, NOT. Got it?
...
... Já te disse que adoro os teus Louboutin?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Dança do Ventre



Vídeo mauzinho do meu tele-sara, no concerto de Páscoa. A qualidade é mázinha, mas isto é das melhores coisas da vida.

Baby report

Então é assim. 
Tensões, check. Peso, estou no máximo que me permiti engordar. Fiz umas asneirolas pela Páscoa e nos aniversários dos manos e isso ajuda a explicar os dois quilos e meio deste último mês. Xixi, check. Barriga, já um pouco descaída e batimento da miúda a acusar que, das duas uma, ou estava a dormir ou tinha fome. A enfermeira mandou-lhe uma abanadela (minha rica filha) e o batimento disparou.
Ando a dormir pior que mal, porque adormeço tarde e acordo cedo. Pelo meio levanto-me umas duas ou três vezes para ir à casa-de-banho, de modos que é isto: ando a dormir pelos cantos. 
Mais coisas: a enfermeira disse "o ideal seria abrandar o ritmo", ao que eu disse "no can do". Ainda.
De resto, tudo ok. Tentar manter o espírito calmo e usufruir destas últimas semanas. Sim, porque eu gosto de estar grávida. Há coisas tramadas, como a maldita azia, mas também há outras que são mágicas. A pimpolha a dar sinal em forma de ondas na pele, de massagens por dentro da barriga, a reagir à música, às vozes, aos toques. É como que jogar às escondidas. Mas estou ansiosa por mandar um beijos naqueles mini pés, com mini dedos. E cheirar aquela mini cabeça. E tudo, tudo.
E o friozinho que me deu agora na barriga, hã?
Espectacular.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

...

Quando decidi frequentar as aulas de preparação para o parto, achei que ia ser bom para mim (para  nós), porque iríamos conhecer melhor tudo o que envolve o nascimento, os cuidados dos bebés, essas coisas. Tenho adorado e acho que é mesmo tranquilizador saber que muitas coisas que à partida nos punham a ligar para o Dói Dói Trrim Trrim são perfeitamente normais, não necessariamente agradáveis, mas normais.
Mas hoje, já ponho tudo em causa. Porque hoje, hoje a aula foi sobre o parto. Filmes, fotografias, descrições, tudo incluído.Vi um catéter da epidural e tudo. E eu só pensava "Sara, Sara, no que te foste meter". Eu estava tão bem a pensar  que ia ser forte, que ia fazer aqui uma equipa invencível e agora sinto-me um passarito indefeso. Sinto-me pequenina. Uma formiguita. E o que é que eu faço com este medo todo, hã? O que é que eu faço com este medo todo?

Grão a grão

São 2h15m da manhã e acabei agora um dos trabalhos. Amanhã de manhã vai ser imprimir os grandes formatos, assinar tudo e organizar os processos. Estou toda rota e hoje para mim não foi feriado, mas valeu a pena.
Posto isto, a situação é: one down, three to go.
Por ora vou descansar a barriga.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Era este, se faz favor.

Mango

Eu sei, eu sei, este não me passa na barriga. Ainda.

Organizing.

Hoje o espírito é este.

Lucky number five


Faltam 5 semanas.
Faltam 5 semanas!
Faltam 5 semanas...
OMG! Faltam 5 semanas.
Fff...altam 5 ssss...emanas.
Faltam (respira) 5 semanas (respira).
Yay, faltam 5 semanas! (e... desmaia).

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Rennie ou o delírio de quinta-feira à noite

És um amiguinho do caraças. Eu aqui a arder e tu, onde andas? A acalmar milhares de estômagos benfiquistas.
Toma!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Orgulhosa Dragona

Já que o vídeozinho do meu "inbicto" não funcionou no outro dia, coloco aqui uma imagem para poderem venerar. Ora aqui está. Obrigados.


A vida


sábado, 16 de abril de 2011

First round


Tentámos montar o trio. Não correu mal.
Demorámos uns cinco minutos só para descobrir como se abria o chassis.
Encaixámos o ovo no dito chassis... ao contrário. Agora vamos ter que desaparafusar os coisos.
E quando finalmente desistimos (for now), fomos dar uma grande volta com o carrinho, porque não sabíamos desbloquear as rodas da frente.
E foi isto.

Chuva!

Sim, estou contente. Ou achavam que eu estava a delirar com dias tão bons lá fora e eu fechada a trabalhar? Naaa.
E podiam perguntar: Ohhh, vai dar cabo das férias de milhares de teenagers impertinentes? Azarucho.
E então, quem vai para o Algarve aproveitar praia, mar e sol? Se eu aguentei dois anos sem isso, toda a gente aguenta.
É assim a vida, amigos: Abril, águas mil. E eu cá não tenho problemas com isso.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Help

Hoje, na aula de preparação para o parto, eram menos três grávidas. Uma delas já não volta mesmo, as outras duas, não sabemos.
Pela primeira vez nestes meses todos tive uma sensação de avassaladora proximidade e inevitabilidade do momento do parto, quando todas olharam para mim e apontando o dedo me disseram: tu és a seguir.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ser Mãe

Quando tinha 5 anos vi um parto na televisão e depois daquele programa, tomei uma importante decisão: nunca teria filhos. Ca nojo!
Uns bons anos mais tarde, no museu Domus na Corunha, tornei a ver a cena. A reacção foi exactamente a mesma. Então, e apesar de gostar muito de crianças e de imaginar o meu futuro a contribuir para o aumento da taxa de natalidade, consegui não pensar muito no assunto.
Até que a decisão de ter um bebé tornou-se mais importante do que esses fantasmas em torno do parto. Ter um filho não é só pari-lo, a verdade é essa, e muitas vezes dou por mim a pensar que isso vai ser o mais fácil.
Ao longo destes meses tenho aprendido tanto, e descoberto partes de mim que nem sabia existirem. Acaba por ser uma fase um bocado esquizofrénica. Porque um dia acho que o forte instinto maternal vai ajudar-me a superar toda e qualquer dificuldade e no seguinte, convenço-me que se a criança não vier com um livrinho de instruções vou ter um colapso. Felizmente tenho momentos de lucidez em que sei que, assim como tudo na vida, vai ser um pouco das duas coisas. Não espero facilidades. Mas acredito que vou ser capaz. E a enfermeira J. diz muitas vezes que se tivermos amor para dar, já estamos a fazer tudo bem. 
E disso, eu tenho muito. Paletes, resmas. Mundos. E fundos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Para aliviar a tensão

Zara

Vestia um modelito destes e ia até à esplanada ver o pôr-do-sol. O meu homem ia lá ter e jantávamos viradinhos para o mar, a ouvir as ondas.
Ai ca bom.

Gata Report


A gata apareceu. Corremos as redondezas uma vez e nada. Cheguei a casa e fartei-me de chorar. Senti a nossa pequena família incompleta e senti-me estranhamente desamparada. É que esta rafeirita faz muita falta, a caramela. O Daniel lá foi dar mais uma volta e eu fiquei a chorar mais. Até que o ouvi subir as escadas, ligeiro. Pensei que me ia dar uma má notícia. Mas não, trazia-a ao colo, ele com um sorriso de orelha a orelha, ela com umas trombas até ao chão. Cortamos-lhe o barato, mas azarucho.
Estava num jardim alheio. Meia perdida. 
Por hoje, está de castigo. Já foi para a beira da porta miar um "Quero saiiiiiiiiiir" muito miado e sentido. Agora está à janela a observar o mar.
Vou ter que lhe comprar (mais) uma coleira. E estou a pensar numa trela. É que eu não estou em estado de apanhar desgostos. E eu adoro esta pretita. Muito muito muito.

Gata

Já devias saber que eu não gosto de separações. Quando te acolhemos em casa tinhas 20cm de comprimento e não tinhas os dentes todos. Eras linda de morrer. Tão pequenina e já tão selvagem. A primeira noite dormiste-a na nossa cama, bem enroladinha e protegida. Não tinhas a tua mãe, mas tinhas-nos a nós, tinhas a nossa mantinha onde gostavas de mamar.
Levamos-te de férias e não foste nada menos do que a sensação do aldeamento. Voltaste como foste: enjoada. Depois a dormir. Mas com resina na barriga. Satisfeita de tanto ar livre.
Desafiavas as alturas no corrimão do nosso pequeno apartamento. E agora, calcorreias as redondezas, sabe-se lá por onde. Ontem vi o Fritz, pensei que te tinha vindo trazer a casa. Mas não entraste. Não sei de ti.
Estou ansiosa por ouvir o teu miar à porta. Que queres entrar, que queres comer. Não desapareças. Não agora.
É que precisamos mesmo de ti, percebes? Mesmo que tu refiles, é assim que te queremos. Com as patitas sujas e a cheirar a óleo de automóvel. Porque és única.
Esta noite dormi mal. E sei que por isso vou ter um dia um bocadinho mais difícil. Provavelmente é por não ter dormido muito que já estou assim. Com saudades demais.
Já devias saber que não gosto de separações.
Não me desapareças, gata. Não nos deixes. Não agora. Não te atrevas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

It's just another Manic Monday


Não sou muito de me queixar que é segunda-feira, que é manhã, que é Inverno, que chove, mimimimimimimi. É o dia que é, não há nada que possamos fazer senão pegar nele e fazer o melhor possível.
As segundas-feiras para mim, podem ser muito complicadas, mas também podem ser quase prolongamentos de fim-de-semana. Normalmente o meu índice de concentração é baixíssimo, sobretudo se passei os dois últimos dias a descansar. A paragem perturba o ritmo, muitas vezes frenético e custa-me tanto parar como recomeçar.É difícil separar as águas.
Tudo isto para dizer que esta semana que agora começa vai ser outra daquelas mesmo duras de passar. 
Ontem deitei-me a pensar nisto e a magicar como ia ter tempo para fazer tudo. Mas a verdade é que, para começar bem tenho que estar como o Paulinho, concentradíssima, e por isso, comecei por nem pôr o despertador. Acordei calmamente, tomei o pequeno-almoço, arranjei-me e já li jornais, já li os blogues habituais e já me actualizei no Facebook. Já tratei da lista de prioridades e já abri os programas. 
Só ainda não comecei a trabalhar. O sol brilha lá fora, suspiro por uma caminhada  na praia,  ainda tenho sono. E bolas, se está a custar arrancar. Mas eu não sou gaja de esmorecer e por isso vai ser já a seguir, meus queridos, vai ser já a seguir.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

P de Parto

Somos seis grávidas nas aulas de preparação para o parto. Hoje foi dia de prática, o que exige roupa [ainda] mais confortável para fazer exercícios na bola, no colchão, aprender a respirar correctamente, tudo. E claro, ficámos a saber mais pormenores "sórdidos" do momento do nascimento.
A enfermeira fez então uma pequena brincadeira, para que ficássemos a conhecer-nos melhor. Ela atirava um novelo a uma de nós, dizíamos o nosso nome, nome do bebé, e o nosso maior receio. Depois a pessoa que tinha recebido o novelo atirava-o a outra que se apresentava, e assim sucessivamente.  No fim acabámos por nos rir do grande papão que é o parto. Mais, o papão da dúvida. A enfermeira disse-nos que é suposto ser um momento glorioso. O bebé tem o seu papel, a mãe tem o dela e até o pai o tem, até onde se sentir confortável.
É o bebé, com o som do seu coração, que nos vai dizer o que precisa de nós. Isto é espectacular. Quando penso nisto, sinto que vai correr bem. Sei que a nossa bebé se vai sair lindamente. 
E eu... só quero estar à altura, neste momento de confiança mútua, de amor, e porque não, de glória.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

What the hell...?

Numa altura em que devia ver o trabalho a diminuir, só o vejo a aumentar. 
Eu vou dar à luz para o mês que vem, for crying out loud!!!

sábado, 2 de abril de 2011

Hoje

Montámos a cómoda e a cama de grades da picola. Assim, de uma assentada. A Penélope adorou, já dorme debaixo da cama. Vai ser protectora, gosto!
Há bocado ainda estava com forças para me atracar ao trio, tirá-lo da caixa e ver como funcionam aqueles encaixes todos, mas sentei-me e agora já não me levanto. De jeito e maneira. A não ser para comer, que estou esganada de fome. Ai que fome.
Oh vida.