segunda-feira, 29 de julho de 2013

As 13

Sempre ouvi dizer que duas gravidezes da mesma mulher podiam ser completamente diferentes, como da água para o vinho. No meu caso, consigo encontrar algumas diferenças.
Quando estive grávida da Bárbara soube, senti logo, talvez porque foi uma gravidez planeada. Enjoei muito, vomitei muito até às 18 semanas. Tive muita azia sempre, estava na sala de partos com uma enorme azia. Passado o stress do primeiro trimestre, andei sempre muito tranquila e no final tive o chamado "nesting", só queria preparar, arrumar e organizar.
Desta gravidez andei semanas e semanas na ignorância. Sempre enjoada. Até agora ainda não tive azia, mas ando sensível que nem uma orquídea de estufa. Choro, por tudo e por nada. Ou porque estou a imaginar como fica um vestido na Bárbara, ou porque gostei do anúncio da pasta de dentes. É patético. 
Agora tenho mais vontade e necessidade de cuidar de mim. Estar de boa saúde, em boa forma e com bastante energia para ser mãe de dois. As idas ao médico, as ecografias, as análises, tudo me deixa mais tensa, porque tenho medo que não corra tão bem. 
Ainda não criei grandes ligações com este bebé. Não sei bem porquê, talvez por não ter sido planeado como foi a Bárbara. E não, não me sinto culpada, acho é que preciso de mais tempo. Mas há-de ser tão bem vindo como a irmã tenho a certeza. Sei que um dia hei-de acordar muito feliz  por estar a gerar mais um filho. Preciso é de mais tempo. Do meu tempo. Não do tempo do relógio, nem do tempo das outras pessoas. 

domingo, 28 de julho de 2013

Na minha cozinha #7

Durante uns 15 anos fui completamente incapaz de comer pizza. Comia, adorava, numa bela noite em que por acaso festejava o meu aniversário, enjoei e pronto. Foi a última garfada. Só voltei a comer há poucos anos, mas sempre com muitas reservas. Até que se fez luz e percebi que podia cozinhar pizza em casa, como a minha mãe fazia quando éramos pequenos. Mesmo assim, não o fazia muito frequentemente e quando o fazia comprava a massa. Ultimamente percebi que fazer a massa em casa não é assim tão demorado nem tão difícil. E adoptei uma receita do Jamie Oliver do programa das refeições em 30 minutos e que reza assim: uma chávena e meia de farinha com fermento, meia chávena de água tépida, um fio de azeite,  e sal q.b.. Eu atrevo-me a acrescentar orégãos logo na massa, gosto e pronto. Tudo para o robot um minuto e meio e já está. Tira-se, amassa-se... the works. Para o molho de tomate, e já que estamos em modo easy, também vou mais ou menos pelo Jamie. Três tomates chucha médios, escaldo, tiro peles, sementes, e vai ao liquidificador com sal, vinagre balsâmico, um fio de azeite, um dente de alho e folhas de manjericão. Fica um molhinho escuro e saboroso para espalhar. Esta é a base, depois é fazer toppings com o que há e o que apetece. Na pizza de hoje pus cogumelos porcini, mozarella de búfala, paio e manjericão. Este último acho que perdeu o sabor no forno e acho que da próxima vez vou colocar só no final, quando tirar do forno. Também tenho apreciado deixar a massa com aquela forma mais tosca, sem me preocupar muito com uma forma redonda e perfeita.
Não acredito que este prato feito em casa, seja assim tão malévolo para a linha ou para a saúde. A Bárbara adora, come muito bem e eu fico tranquila, porque fui eu que controlei a gordura e tudo o que lá está. 
Em termos de tempo é perfeito, demorei meia hora incluindo a cozedura e num instante temos uma refeição, acompanhada com uma salada de pepino da nossa horta, com azeite, sal e óregãos. 
Há lá coisa melhor nesta vida?






sábado, 27 de julho de 2013

Ontem

Não nos temos deixado assustar com o tempo pouco solarengo, e a verdade é que compensa. O café demorado e o cheiro da praia é dez vezes melhor. As rochas têm estado sempre destapadas, e a Bárbara diverte-se tanto a explorar com o pai. 








quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eh lá!

A brincar a brincar, o Vestido Preto acabou de fazer 5 anos! Viva! E tanta coisa que mudou entretanto!
Happy Birthday dear blogueeeeeeee!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Suimesutes"


Não vou passar o Verão gravidíssima nem nada que se pareça, por isso parece-me desnecessário investir em fatos de banho de pré mamã. Adoro a simplicidade dos pretos da Oysho e da Women Secret, agora o desafio é encontrar um que me sirva, no meio do caos daquelas lojas em dias de saldos. Vich' Mária.

terça-feira, 23 de julho de 2013

*

Antes de engravidar, e como cheguei a dizer aqui, estava a tratar de me pôr em forma e de acabar de vez com os quilos a mais. E estava motivada, talvez como já há muito tempo não me sentia. 
Por isso, quando descobri que estava grávida, fiquei preocupada. Se engordasse o mesmo que da gravidez da Bárbara, ia chegar ao fim a rebolar. E depois não sei como é que alguma vez conseguiria voltar ao meu peso. Quando fui à consulta disse à médica que queria muito controlar o peso e que queria que ela me ajudasse num plano alimentar. Só que entretanto quando ela viu as análises, reparou no valor da glicémia um bocadinho alto, e que aparentemente já indica diabetes gestacional. Fiquei pior que estragada, mas a verdade é que a idade e o meu peso também não ajudam. Vim embora com indicações alimentares e recomendação de exercício e ter que picar o dedo todos os dias em jejum. 
A verdade é que com a alimentação, caminhadas e aulas de hidroginástrica, a glicémia desceu por ali abaixo, e já nem fui considerada para ser acompanhada como grávida de risco. Tanto melhor, à custa disto, perdi dois quilos e para meu espanto, comprei umas calças de gravidez número 36.
E por isso estou esperançada, que, estando de esperanças (giggles) não venha a transformar-me numa abóbora. Pelo menos não tão brevemente como receava!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

As voltas que a vida dá ou a mim sai-me tudo ao lado

Ando numa fase da minha vida em que tudo me sai ao lado. Praticamente nada me tem corrido como previsto ou como esperado. Talvez a vida me queira ensinar alguma lição, ou talvez eu seja apenas ingénua, mas neste momento sinto que tenho tido muito pouco controlo sobre o que me acontece.
Esta gravidez é prova disso.
Há cerca de um mês queixei-me da minha vesícula, que andava chata e preguiçosa. Eu já andava assim há meses, com intervalos de semanas, pelo menos desde Setembro passado que volta e meia lá andava eu nauseada e tonta. Mas quando uma mulher em idade fértil diz que está enjoada, pára tudo! Está grávida! E eu encolhia os ombros, irritada com a falta de compreensão.
Mas a ecografia abdominal não acusou nada de mais e a dieta não resultou. Continuei enjoada. De repente, todos os cheiros da casa e das pessoas me entravam narinas adentro, agressivos e intensos. Comecei a desconfiar. Logo vieram aqueles pequenos sintomas, tão próprios. O peito doía, o período não aparecia, as calças não apertavam. Fiz um teste de gravidez, e [claro] deu positivo. 
Achava eu que era tão recente tão recente, que numa ecografia não se veria mais do que uma pequena bolinha. Mais uma vez enganei-me. Já estava de 8 semanas, já se via um pequeno ser, pronto a ser medido da cabeça à cauda, com batimento cardíaco, aquele que parece um cavalgar de garanhão. Se eu disser que ficámos felizes estaria a mentir. Ficámos em choque, como que paralisados. E assustados, muito assustados.
Passadas 4 semanas, é bom imaginar a nossa família maior, passar de novo pela expectativa do que aí virá. E não falo só do sexo. Meio mundo torce pelo casal, o nosso lado prático torce pela menina, mas fora essas banalidades, queremos um bebé saudável e feliz. Imagino que tipo de irmã será a Bárbara, como vai ela receber um bebé novo, como vai ser para nós deixar de ser pais de filha única. Por outro lado, não tinha saudades nenhuma das salas de espera do obstetra, ou dos laboratórios de análises.  Fico muito tensa. Dispensava essa parte e passava já à parte gira de ter um bebé nos braços.
Depois isto de gerir uma família de quatro. Quando penso nisso mesmo, entro num pânico calmo. Se já sou desorganizada com uma, o que fará com dois. Mas o que interessa agora, aquilo que me preocupa, é que esteja tudo bem. E que corra tudo bem.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

quinta-feira, 18 de julho de 2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Noites

No outro dia (noite) foi uma insónia brutal. Quase tremi de nervos com a falta de sono, vi as 3, as 4, as 5 a passar e às 6 voltei a adormecer e quando o despertador tocou fiquei pior que estragada.
Esta noite, depois de uma caminhada nocturna cheguei a casa e tinha a pequena aos soluços de choro no colo do pai. Ele tentou endireitá-la na cama e ela acordou. Nunca mais voltou a dormir direito. De modo que às 3 da manhã comecei a ouvir um "Mamãaaaaa" muito repetido, baixinho e desconsolado. Deitei-me ao pé dela. Quis água, depois quis conversa, depois quis mais água. Eu só queria dormir. E lá voltamos as duas a adormecer já de manhã. De manhã tive mesmo muita pena, mas acordei-a para o infantário. Já sei que logo vem desesperada, mas vai deitar-se cedo que é uma maravilha. Ela e eu. 
Entretanto lembrei-me do dilema que era há uns meses atrás adormecê-la e conseguir que dormisse uma noite inteira. Deu muito trabalho fazer aquela educação do sono, foi preciso muito tempo, muita paciência, mas conseguimos. Só me quer a mim para adormecê-la, mas isso é outra história. O que eu já não me lembrava, felizmente, era destas noites assim, interrompidas de forma tão impiedosa. E ainda bem. Porque assim sei, que o que aconteceu esta noite foi mesmo só desta vez.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A praia

No Domingo acordámos todos relativamente cedo e o meu homem propôs irmos à praia. Olhei pela janela e achei que ele estava era com imensa de vontade de gelar na areia. Não havia ponta de sol, estava um nevoeiro cerrado. Para nossa felicidade, abundam os barezinhos de praia, sempre dá para tomar um café aconchegados. E abalámos. Tomámos um café no 4 Mares, ex Autre Part, ex Tic Tac. 4 Mares parece-me mesmo bem. Música suave e mantinhas para pormos nas pernas. Sofás na esplanada, sofás na areia e uma vista de perder o fôlego. E muita gente na praia, e nos passadiços ou a caminhar, ou a correr ou a andar de bicicleta. Cheirava bem, e apesar da falta do sol fizemos duas horas de praia maravilhosa. Consegui ler 3 páginas da Trilogia de Nova Iorque, livro que ando a tentar ler há uns 3 ou 4 anos, o homem apanhou mexilhões e a Bárbara divertiu-se a brincar com areia, pedras e água. Foi uma manhã muito boa, muito tranquila e que nos deixou a suspirar por mais. Que venham as férias, com muitos muitos dias felizes.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Só eu


A Bárbara é uma menina que tem um lado tímido, um lado maroto, um lado terno, um lado rebelde, um lado espontâneo, um lado criativo. Como qualquer criança, diria eu.
Mas há um lado que só eu lhe conheço, o seu lado livre. Não adianta forçar e querer que ela cante aquilo que só cantou ao meu ouvido, em frente aos avós, aos amigos, e às vezes nem mesmo ao pai. É um segredo só nosso.
Quando ela me pega na cara com as duas mãozinhas e me dá um beijo à esquimó. Quando ela canta na banheira alguma canção de uma ponta à outra, bem à modinha dela, que eu nem imaginava que ela soubesse de cor. Ou quando lhe faço massagem depois do banho e ela canta o "Frère Jacques" de boca fechada. Só eu lhe ouço isso. Só eu. Como se ainda estivesse na minha barriga, a falar só, só para mim.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Verão

Este Verão dá cabo de mim. Eu queria calor, queria. Estava farta de sair do carro e levar com frio na moleira, sempre com aquele vento gelado, sempre sem saber se naquele dia ia ser malha ou manga curta. 
E o calor lá veio. Mas com uma força, caramba! Toda eu sou abafo.
As minhas noites têm acabado invariavelmente sozinha no chão da sala com a ventoinha em modo fixo virada para mim. E só assim tenho conseguido dormir alguma coisa de jeito.
A piquena também anda exausta. Nota-se mesmo que está a precisar de férias e o "tempo lectivo" ainda se estende até final de Julho. Mas ela tem 2 anos, for crying out loud, estou a ponderar deixá-la ficar em casa duas semanas mais cedo. Ontem foi a festa de final de ano (orgulho!) e eu até há poucos dias atrás, estava convencida que com isso ficava o ano encerrado. Mas não.
Começo a preparar tudo para a tradicional pausa veraneante. Apesar de não estarmos a fazer planos para sair, precisamos de uns dias de exclusividade familiar, plus, passar o dia a a) besuntar-nos com toda a espécie e variedade de cremes, b) explorar a fundo a nossa praia e c) fazer-nada-que-é-tão-bom.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A Penélope está viva

Provavelmente já quase ninguém se lembra da Penélope. Há muito tempo que não falo nela aqui. 
A Penélope Violeta é a nossa gata, e abandonou-nos. Leram bem. Quando saímos do nosso primeiro apartamento para outra casa, uma casa mesmo, com jardim e muros para saltar, esta felina não se fez de rogada. Pregou-me muitos sustos, porque passava noites fora de casa. 
A Penélope nunca se deixou domesticar verdadeiramente. Permitia festas de 5 segundos, nem mais, nem menos. Gostava da nossa cama, mas não do nosso colo. Mas depois tinha coisas fantásticas, como assim do nada vir esfregar-se nas nossas pernas e começar a ronronar. 
Nesta altura, a do começo da vadiagem, eu estava grávida da Bárbara e não sabia muito bem como ia ser a convivência entre as duas. Mas depois via a Penélope deitar-se sob o berço, ou dentro da pequena banheira e achei que era um esforço da parte dela, um esforço de aceitação. Mas isso sou eu, que não percebo nada de gatos. 
A Bárbara nasceu e a Penélope afastou-se. Começou a desaparecer por um, dois dias e noites, vinha comer e ia embora. A Penélope tinha uma casa amante. 
Depois mudámos outra vez de casa, e como foi para um apartamento que era perto, achámos que era cruel estar a privá-la de toda a liberdade que já tinha conquistado, para a fechar num T2 apertadinho sem hipóteses de fuga e deixamo-la ao cuidado dos meus pais, que com ela têm 5 gatos, a Micas, a Estrela, o Dempsey e o Clooney. E o Óscar, que entretanto morreu. 
Já mal a vejo e sinto tantas saudades daquela gata traiçoeira e mazona, que espetava a unha a cada oportunidade, mas que tem uma personalidade única e indecifrável. Os outros gatos fazem-lhe guerra e ela aparece mesmo muito pouco. Fico doida de ciúmes a pensar na família com quem ela vai ter e com quem fica dias a fio. Parvalhões. O que é que eles têm, que eu não tenho?´


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Insta 365 :: Semana 26

 Seg
#175
 Buganvília da casa dos meus pais. Ando a tentar convencê-los a orientarem-na para fazer uma espécie de ramada. Era tão giro, não era?


Ter
#176
Clooney e Bárbara, tão amiguinhos.


Qua
#177
A babar com uma praia destas.


Qui
#178
(Suspiro)


Sex
#179
Fomos ao S. Pedro da Afurada e divertimo-nos muito.


Sáb
#180
Primeiro dia de praia e a Bárbara não tocou na areia.


Dom
#181
Pós praia. Pré amigos até à noitinha.