segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Um novo ano

 
Foto: Catarina Ferreira, Ties Photo

Passagem de ano não seria passagem de ano se eu não estivesse com uma constipação do tamanho do Empire State Building, mas tudo bem. Deu-me alguma predisposição para pensar em algumas coisas. 
Nunca tive o hábito de fazer resoluções de ano novo, nunca achei que fosse um dia que marcasse uma descontinuação de 365 dias. Durante muitos anos e até há não muito tempo atrás, os meus anos eram os lectivos, e habituei-me a fazer o balanço nas férias de Verão, debaixo do sol quente, já nos últimos dias de férias, aqueles em que já começa a apetecer regressar. Já até falei sobre isso.
Este ano é diferente, muita coisa mudou. Dentro e fora de mim. Ainda está a mudar. E apetece-me tomar decisões, fazer escolhas, pensar, resolver, fazer mais. Eu digo isto muitas vezes, mas já chega de me ficar por intenções. Quero ter a coragem de fazer. Quero concretizar. Não quero sonhos impossíveis, mas posso ter objectivos e trabalhar para eles. Traçar o plano A, mas pensar no plano B. Pensar no meu futuro, pensar onde quero ir. E não descurar coisas fundamentais, como estas:

Cuidar de mim. Sempre que há algum imprevisto, sempre que a B. fica doente, sempre que há mais trabalho, quase que me esqueço que tenho estou inscrita no ginásio, que preciso de comer bem, dormir bem, tratar do meu corpo e alma. Em caso de emergência, relego-me para último plano, muitas e muitas vezes. Até perceber o quanto isso está errado, por tantas e tantas razões. Quero, preciso de equilibrar a mãe com a mulher que sou.

Cuidar da minha vida profissional. Estabelecer objectivos mais concretos. Focar-me naquilo que sei fazer bem, naquilo que gosto mesmo de fazer. Descobrir o que é. Investir mais tempo no meu currículo, no meu portfólio. Documentar-me melhor, valorizar-me sempre. Estar preparada, porque nunca se sabe que oportunidades poderão surgir.

Cuidar mais da minha casa. Manutenção é palavra de ordem. Todos os dias um bocadinho, uma tarefa. Organizar, perder tempo a planear refeições, compras. Depois ganha-se esse tempo. Ir às compras às pinguinhas, planear o jantar às 5 da tarde é terrivelmente desgastante e não ajuda em nada as rotinas familiares. Encher a casa de flores, de vez em quando. Encher mais as minhas paredes.

Cuidar da minha família. Este ponto está muito relacionado com o primeiro. Não trabalhar tantas vezes à noite, estabelecer um horário e cumprir. Sentar-me mais vezes no sofá com o marido, afastar telemóveis, ipad e portáteis da nossa vista, quando brincamos com a B. Fazer mais programas fora de casa. Eu e o D. também devíamos sair mais, só os dois. Porque sim.

Cultivar-me. Ler mais. Ando há tanto tempo com vontade de voltar a colar-me a livros. Tenho saudades de outras estórias. De começar um livro desconfiada e depois terminá-lo arrebatada. De aprender mais coisas, sem ser pela www. Retomar as idas a exposições, ao teatro, a concertos. Dentro do possível.

Tudo se resume a pensar e agir um bocadinho além da minha zona de conforto. Sad, but true. Mas a vida é uma, caramba, não há desculpas. E não é que eu não seja feliz, mas posso ser muito, muito mais. Se fizer por isso.

E antes de me lançar nos festejos desta passagem chuvosa, quero deixar aqui os meus votos de um Bom Ano de 2013 a todos e todas que me lêem. Feliz Ano Novo!


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Rabanadas pós-natalícias


Pela primeira vez na vida fiz rabanadas. Sempre achei que era coisa para durar horas e horas, mas não, demorei vinte minutos a fazer esta dúzia. Hoje provei as da minha mãe e estão tão boas, mas acho que estas não ficam nada atrás. Thumbs up!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Hoje

Abracei finalmente a minha irmã.
A B. voltou ao infantário depois da bronquiolite. Ainda não era meio-dia e já morria de saudades dela. E está tão chatinha, faz tantas birras, por tantas coisas. Para onde foi a minha menina gentil? Apesar de tudo, dou por mim a ter muito mais paciência do que imaginava. Tem dias. A tolerância é inversamente proporcional ao cansaço. O mais curioso é que encontro dentro de mim confiança, serenidade e força para lidar com tudo isto, mas às vezes isso assusta-me. Como se não me reconhecesse. Como se tivesse que ser difícil para ser válido. Mas nem tudo tem que ser uma guerra. Nem um acto faraónico. E tenho mesmo que meter isto na minha cabeça.

Natal imprevisto

Saiu tudo ao contrário.
Na noite do dia 23, fiquei a saber que o voo da minha irmã foi cancelado, devido ao nevoeiro. Esta foi a maior baldada de água fria.  
Com a Bárbara a recuperar de uma bronquiolite (primeira e espero que única), ficamos praticamente enclausurados em casa, envolvidos que estávamos em nebulizações, verdadeiros cocktails de soro fisiológico, Atrovent e Ventilan, mais Neo-Sinefrina para o nariz, e gotas de Fenistil, e Benuron para a febre. Pelo meio, muitas birras (my god!), muito pouco apetite e noites muito mal dormidas. 
Para não pôr em causa a recuperação da pequena, decidimos passar a véspera em terras de Gaia, com as minhas 35 pessoas e passámos o dia de Natal no countryside. Falámos com a minha irmã pelo Skype e adiámos a troca de prendas para hoje à noite, quando jantarmos todos juntos. Por isso, para mim, hoje ainda é Natal. Se calhar mais do que há dois dias atrás. O Natal é quando um homem quiser, eu quero que seja hoje. 
E por isso, Feliz Natal!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal!



Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.


David Mourão-Ferreira

domingo, 23 de dezembro de 2012

Isto não está a correr nada bem


Montar este mobile estava a ser um exercício interessante, meticuloso e estava aqui a formar-se uma bela estrutura de pássaros de papel. Adorei. A tranquilidade que transmite. Transmitia. Falta uma vareta, e não consigo equilibrá-lo. Lá tenho que ir procurar o talão para o trocar.
Parece que não é desta que os pássaros brancos vão voar.(Olha, rimou).

sábado, 22 de dezembro de 2012

É uma prenda portuguesa concerteza


Alguém adivinha o que é?

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal:

Já não te escrevo praí desde 1985, por isso o mais certo é já não te lembrares de mim. Eu sou aquela miúda que metia os pinipons no jipe de plástico do meu irmão para conhecerem os estrumfes e fugirem do Gasganete. Estás a ver...? Sempre fui boa menina. Aquela vez em que lhe dei um pontapé por ele me ter acertado com uma moeda de dois e quinhentos no dente da frente, foi legítima defesa. O meu dente escapou ileso por uma unha negra! Adiante.
Nunca te pedi muita coisa. Uma Barriguita, uma Barbie (já agora, aquela Barbie de franja não dava com nada, mas pronto), e pouco mais. Até fecho os olhos a tu não teres respondido ao meu pedido de um Nenuco, e ficamos conversados.
Pai Natal, o que te venho pedir aqui hoje é uma coisa baratinha baratinha. Tempo. Preciso de tempo, Pai Natal. A minha Cuquinha tem estado doente, e o tempo não me chega.
Cuquinha acorda e é preciso mudar a fralda, aquecer o leite, ver a temperatura, dar as vitaminas, fazer a nebulização, pôr as gotas no nariz, lavar os dentes, lavar a cara, vestir. Cuquinha vai com a mãe para a cozinha, e quer ver o " Paia" (Panda), qué "tei", qué pão, qué pepé. Depois colo. É de perder o apetite, não concordas?
Cuquinha vai para a sala, mas não vai à cesta dos brinquedos. Vai ao iPad, ao computador, à box, ao telemóvel. Cuquinha qué colo, mas depois quer chão. E colo outra vez. E chão. Vezes trinta.
Pai Natal, eu não consigo descrever todo o meu dia, porque não tenho tempo. Eu só queria tomar banho. E secar o cabelo. Lavar os dentes, passar fio dental, pôr um creme, na loucura passar uma base. Vestir-me com calma. Fazer as camas. Arrumar a cozinha bem arrumada. Ter a roupa em dia, de uma vez por todas. E o trabalho em dia. E o ginásio em dia. Eu preciso de tempo, Pai Natal. E de dar uma saídinha, só para espairecer. Achas que é pedir muito?
Já agora, pedia-te mais uma coisinha. Era para levares a minha já longa constipação para outro lado. Eu como laranjas e tudo, e já gastei dois packs de lenços. Eu não consigo temperar a comida, e tu sabes como o sal a mais faz mal. Também não consigo saboreá-la, nem cheirar nada. Pai Natal, eu agora nunca sei se a Cuquinha tem cocó. Não cheirar cocó até que é bom, mas também não consigo cheirar a pelezinha dela, nem o cabelinho. E isso faz-me falta, Pai Natal. Eu prometo que não te peço nem uma blusinha da Zara, mas leva-me lá esta coisa embora, que já chega.
Acho que é isto. Por agora. Espero que te portes à altura, porque senão nunca hei-de alimentar a fantasia da Cuquinha de que tu existes e fica o Menino Jesus com os créditos. 
Chantagem? Chama-lhe como quiseres. Faz o teu trabalho, que eu faço o meu.

Atenciosamente, 
Mãe da Cuquinha

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Factos Natalícios


Habemus árvore de Natal. Ou "a tauuuu", como diz a B. Devo dizer que este ano está a passar-me muito ao lado, à conta de viroses, amigdalites, idas intermitentes ao infantário, prazos, e outras correrias, para além de eu própria estar com uma mega constipação, incluindo uma cabeça que pesa uma tonelada. Então, no meio disto tudo, só ontem é que houve alguma disposição para enfeitar a árvore. Já fiz melhores, mas prefiro pensar que ainda está em aberto, e que ainda posso acrescentar umas bolas ou uns laços.
Uma coisa que me dá um ânimo incrível é que a minha emigra está a chegar de Barcelona.  E isso é bom! A pequena B. cresceu muito desde a última vez que ela esteve cá, e há coisas imperceptíveis via Skype.
Este ano, a véspera de Natal é em casa dos meus sogros, no countryside. Meaning, vamos ser 5 pessoas à mesa. Quando a consoada é cá em cima somos 35. Trinta e cinco, cinco, trinta e cinco, cinco. Estão a ver...? Há dois anos, estava à espera da Bárbara. No ano passado, ela tinha quase 7 meses. Este ano, tem 18. 
Este ano, não mandei postais Unicef pelo correio, não comprei presentes, e ainda não preparei as fotos para distribuir pela família. 
Se chegar ao dia 24 com a miúda sem febre, sem tosse e sem ranho, fico feliz. E se eu chegar com as costelas inteiras, depois de tanto me assoar, ainda melhor. Haja saúde.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Pensamentos de uma pobre mãe deslumbrada


Quando olho para estas fotografias e penso há quanto tempo foram tiradas, todo o meu coração transborda, aperta-se, encolhe-se, expande-se, tudo ao mesmo tempo. Esta foto tem pouco mais de dois meses. E desde então tudo está tão diferente. Com tantas conquistas. Andar. Falar, cada dia mais. Dançar! Hoje perguntámos: Babá, dormiste bem? E ela disse que sim com a cabeça. E com isto é ver dois adultos emocionados e em êxtase com as pequenas grandes coisas que a sua filha lhes diz. Aquilo que é tão natural, o desenvolvimento humano, à escala da família é a coisa mais importante do mundo. É tão simples.
E é tão bom.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Bicho Homem e os papelinhos amarelos

Quando eu e o marido-então-namorado fomos viver juntos, há 4 anos, tivemos que afinar agulhas no que diz respeito à (falta) de organização de cada um. Eu achava-me arrumadinha, mas era pura ilusão, na casa da minha mãe, era a D. Teresa que me ia pondo as coisas no lugar. Na minha casa, isso não acontecia por magia, ohhhhhhh.
O marido-então-namorado também não era nenhum exemplo a seguir, mas sempre era um bocadinho menos desarrumado. Reparem que eu não disse "um bocadinho mais arrumado".
Um dia, começaram a aparecer post-its amarelos colados pela casa, no armário da cozinha, com "arrumar o pacote de leite" e coisas assim. Epá, ficava piursa. Mas arrumava. Depois comecei eu a espalhar os papelinhos amarelos com notificações para ele, mas devo dizer que surtiam mais efeito em mim.
Com a Bárbara, tivemos que marcar passo, e ser muito mais cuidadosos. Mesmo assim, temos muuuuito que melhorar. Agora sou eu a menos desarrumada (lá está, continuo a não dizer "a mais arrumada"), e há um dado novo. Eu peço coisas ao marido-já-marido, que ele diz que sim, diz que sim, e depois vai-se a ver e é como se eu tivesse falado para uma parede. Ajudai-me aqui nisto: será coisa de bicho-homem? É que enerva pra burro.
Eu digo "o conjunto de louça da B. não pode ir à máquina de lavar", e no dia seguinte eu vejo o conjunto de louça da B. na máquina de lavar. Eu digo "louça suja à esquerda, lavar no centro, louça lavada à direita" e quando olho para a banca  é uma misturada. Eu digo "passa a louça por água antes de ir para a máquina" e quando vou guardar as coisas nos armários tenho panelas com resto de comida, pratos, garfos, colheres e facas idem. Eu só estou a falar na cozinha porque é lá que ele vai fazendo alguma coisa. Vá lá. E eu aprecio isso, juro que aprecio, mas pergunto-me porque raio o que eu digo não fica dentro daquela cabecinha? Porquê, hum? Se é falta de papelinhos amarelos isso resolve-se já a seguir. Vou fazer stock de post-its e ter caneta sempre à mão. Já que não o posso pôr a escrever 100 vezes "passar a louça por água antes de ir para a máquina de lavar", vai ter que gramar com os papelinhos. Amarelos, rosa, aos corações, whatever. Se não resultar, é caso para dizer "tá cutucando onça com vara curta" e aí o cirrrrco pega fogooooo! Valeu?

And that's a wrap!

Hoje arrumei com tanto trabalhinho. Caraças. Por outro lado, tenho ali um monte de roupa que só vou despachar lá para 2019. Sou uma desequilibrada.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Insta-momentos

 Work. Muito. Variado. E tudo para ontem, está bom de ver.

 Depois de uma semana difícil, com birras. Sim, birras. 
Acho que os terrible two's chegaram meio ano mais cedo. Me-do.

Encontrei esta pauta, e ando a reaprender isto. Como o piano está na casa dos meus pais, sempre que lá vou, avio mais uns compassos. É uma pena não aproveitar 13 anos de aulas de piano.

 O ar livre faz muito bem e gostamos de o aproveitar. Mas com as amigdalites e outras ites que tais, não dá para grandes aventuras. Por isso aproveitamos os espaços indoors para passar uns bocadinhos.
Tem sido hábito passar pela Fnac para ver livros. Nós ficamo-nos por folhear, ela tem mais sorte, que de vez em quando ganha um "vivo" novo. O último que trouxe é o da sua grande paixão do momento. O Uki. E que bem que ela diz: Uki.


sábado, 8 de dezembro de 2012

Eu queria

Aproveitar o sol, sentar-me numa esplanada qualquer, de blusão de penas, cachecol a tapar a boca e as orelhas. Esticar as pernas em cima da cadeira da frente e direccionar a cara para os raios de sol mais ou menos quentes.
Bebericar café e pensar na vida. Ouvir o mar, e as conversas dos outros. Ouvir as revistas a serem folheadas. Ouvir a música, a mais calma possível e de vez em quando debitar um pensamento em voz alta. Passear na areia e ficar feliz por ter este pedaço de paraíso à distância de um capricho.
Hoje fico-me pelo desejo. Mas ter imaginado este cenário, os cheiros, os sons, já teve um grande efeito na minha pobre alma cansada. O marido diz que eu hoje estou ligada às máquinas. Digo não, digo não, mas é sim. Estou. Pi... pi... pi-pi... pi... pi... pi-pi...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Insta-Natal

Gosto. Gosto muito. Eu sou bicho da cidade. Fazer o quê?

 Comprei só um e ainda não sei onde vai ficar. Mas é especial, isso é de certeza.

A porta da B. merece estar assinalada. Aqui é o seu reino.

Se acordarmos bem cedo, ainda é possível ir fazer uma visita à cesta dos brinquedos.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Acordar





Um acordar tardio, convalescente, doce e traquina. Gosto quando ela acorda lentamente e fica ali a namorar com os bonecos, a pôr a sua música, a olhar pela janela, a rir, sorrateirinha.

Oscar Niemeyer 1907-2012


Até sempre.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Little girls

  

O meu board Little Girls no Pinterest, está a crescer.

Back in the old days


Quando eu era pequena, era assim que a minha mãe me vestia. Saias de pregas, de peito, xadrez, vestidos de tweed, meias calças vermelhas, verdes, azuis ou brancas. Até uma certa idade, nunca tive grande escolha, embora me desagradassem aqueles vestidos que picavam. Depois comecei a ver colegas de escola vestidas de cor-de-rosa, amarelo, e também queria. Tinha preferência por calças, se estava vestida assim esta foto foi tirada a um domingo, de certezinha. 
Agora eu e aquilo que faz a minha mãe abrir a boca de espanto. No início, quando era mãe inexperiente e não fazia a mínima ideia de como vestir um bebé, ainda mais quase no Verão, optei  por vestir a B. com roupa simples, ternurenta. Adorava o branco, as golas, os laços, nunca sequer ponderei uma peça com bonecada da hello kitty, minnies ou outros. Agradam-me padrões, flores, ou outros motivos adequados, mas deus-que-me-livre de muita letra e muito desenho, muito pink. E dei por mim, incansavelmente à procura do casaco comprido perfeito: um azul escuro. A visão da minha pequena vestida com ele, uma touca, um vestido de xadrez, meia calça da cor do sapatinho, um laço no cabelo... faz-me sorrir. É assim mesmo que tem que ser. E hoje quando revejo as minhas fotos de criança, com vestidos deliciosos, sóbrios, intemporais quase, agradeço à minha querida mãe não ter alinhado nos meus delírios fashion. Está mais que visto, eu não percebia mesmo nada do assunto.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Advento report #01

Ultimamente os planos andam a sair-me muito furados. Eu contava por esta altura ter uma série de trabalhos arrumados e estar a tratar de outras vidas. Mas a pequena adoeceu, as coisas atrasaram.
Também contava ter já o Calendário do Advento operacional, mas a pequena adoeceu, de novo.
É a vida. Infantário, infectário, whatever. Inevitável alterar tudo e prioritizar. 
Mas!, o calendário vai ser afixado em breve! Aliás, estamos já no segundo dia de actividades. Ontem foi a inauguração, hoje vamos ter o primeiro sinal de Natal cá em casa, com um enfeite na nossa porta. Prometo fotos e updates, se é que já não estou completamente desacreditada, aqui pela blogosfera. :-)