sábado, 27 de dezembro de 2008

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

De Homem para Homem


Depois de ver uma entrevista da Beatriz Batarda no "Câmara Clara" fiquei com vontade de conhecer o trabalho dela. Normalmente o processo é feito ao contrário, primeiro vemos o actor em acção e depois surge (ou não) a vontade de o conhecer melhor.
Em Outubro comprei os bilhetes para esta peça. Quando entrámos para a sala, já a tinhamos à nossa espera, a ver a sala encher. E quando a sala ficou muda, não houve volta a dar: uma potente e excelente interpretação. Naquele monólogo de hora e meia vi um enorme trabalho físico e emocional, mas também muita espontaneidade, inteligência e sentido de humor. Fiquei rendida pela peça divertida e comovente, sobre uma mulher que durante a Segunda Guerra Mundial assume a identidade do marido morto para poder trabalhar e sobreviver. Trabalho fabuloso desta grande actriz.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fechar os olhos...

... e ouvir as notas deste Hallelujah.
Feliz Natal, Jeff Buckley.


Hallelujah - Jeff Buckley


Well I heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do ya?
Well it goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall and the major lift
The baffled king composing Hallelujah
Hallelujah

Well Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
she tied you to her kitchen chair
And she broke your throne and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah
Hallelujah

Well baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor
I used to live alone before I knew ya
I've seen your flag on the marble arch
Love is not a victory march
It's a cold and it's a broken Hallelujah
Hallelujah

Well there was a time when you let me know
What's really going on below
But now you never show that to me do you?
And remember when I moved in you?
And the holy dove was moving too
And every breath we drew was Hallelujah
Hallelujah

Well maybe there's a God above
But all I've ever learned from love
Was how to shoot somebody who'd out drew ya
And it's not a cry that you hear at night
It's not somebody who's seen the light
It's a cold and it's a broken Hallelujah
Hallelujah

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

De volta

Finalmente arranjei um algum tempo e inspiração para escrever sobre Barcelona. Passou uma semana desde que voltei e o tempo passou a voar. Agora, sossegada e a ouvir Ella Fitzgerald, penso na beleza de Barcelona, na escala daquela cidade magnífica, cheia de Gaudi, cheia de apontamentos sublimes de arquitectura, cheia de gente, ruas, praças e bairros interessantes. Barcelona, a mil e tal quilómetros daqui, é uma cidade magnífica, orgulhosamente catalã, que me deixou saudades e muita vontade de voltar.
E eu tinha razão... já cheira a Natal!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Planos de viagem


Novembro termina com um frio glaciar, ou isso ou estou [ainda] mais friorenta. Para acabar o mês em alta, vou dar um saltinho a Barcelona ver a minha querida irmã e finalmente visitar a cidade sobre a qual li, reli, vi mil imagens e que sinto que já conheço. Será uma viagem curta, de apenas três dias, mas tenciono aproveitar ao máximo.
Não posso levar muita bagagem, mas levo comigo o próximo livro a ser debatido na Comunidade de Leitores na próxima quarta-feira, "Aonde o vento me levar", de Manuel Jorge Marmelo.

Quando voltar, já será Dezembro e cheirará a Natal.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Frio



Foto: Getty Images

A minha jarra está assim, cheia de rosas friorentas.
Hoje é a quarta sessão da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal de Gondomar. O livro de hoje é "Jerusalém" de Gonçalo M. Tavares.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Saiba o que lhe vai no peito


Comemora-se hoje o Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama. A Associação de Mulheres Mastectomizadas "AME e VIVA a VIDA" promove hoje uma acção de sensibilização, alertanto as mulheres para a prática do auto-exame, realização de mamografias e consultas médicas periódicas, distribuindo também folhetos alusivos à doença nas capitais de distrito.
Para simbolizar este dia, esta Associação convida todas as mulheres a vestir uma peça Cor-de-Rosa, para torná-lo o DIA DA MULHER ROSA.
Para saberem mais sobre este dia e esta Associação, vejam aqui.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Livros


A Biblioteca Municipal de Gondomar recebe hoje uma comunidade de leitores da qual vou fazer parte, sob a orientação de Valter Hugo Mãe. Quinzenalmente, e até 17 de Dezembro, espero participar na reflexão e debate sobre alguns livros. O de hoje, primeiro da lista, chama-se "A Baía dos Tigres", e é de Pedro Rosa Mendes. Todos os livros em debate são de autores portugueses, o que acho muito interessante.
Já estava com saudades do mundo dos livros. E do conforto que me traz o cheiro das páginas, antes de focar as letras e entrar numa outra qualquer história.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

*

Foto: David Goldblatt

Neste momento recordo o meu fim-de-semana longo, extenuante, mas surpreendentemente divertido e bastante diversificado! 
Ver o Porto dar dois a zero ao Paços de Ferreira no Dragão.
O prazer de ter um frigorífico! Nada me soube tão bem como cuidar daquele espaço que vai ser o nosso.
Uma parte da manhã de Domingo em Serralves (a entrada é gratuita até às 14h00m) onde pude ver duas exposições muito interessantes, a de Manoel de Oliveira, e outra que gostava de rever, "Intersecções Intersectadas", com fotografias de David Goldblatt, da África do Sul assombrada pelo apartheid.
Por fim sentar-me aqui, a partilhar estas experiências, cansada, mas com uma grande sensação de quem tem um lugar no mundo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

“Homem transportando o cadáver de uma mulher”


Quis-te tanto que gostei de mim
Tu eras a que não serás sem mim
Vivias de eu viver em ti
e mataste a vida que eu te dei
por não seres como eu te queria.
Eu vivia em ti o que em ti eu via.
E aquela que não será sem mim
tu viste-a como eu
e talvez para ti também
a única mulher que eu vi!

Almada Negreiros

O Outono de Mendelssohn


Viagem de regresso.
A neblina dava às árvores o tom de floresta encantada.
Notas de Mendelsshon a celebrar o Outono.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

09/09

Regressei ao trabalho. Tudo leva o seu tempo, e o espírito dolce fare niente estava já deliciosamente instalado. Mas esta altura de regressos tem um charme muito próprio, quanto mais não seja pela sensação de recomeço e redescoberta que proporciona.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Habemus casa, parte II

Depois de um percalço, mudámos de casa ainda antes de a estrearmos. Mas acabámos por mudar para melhor, o que é compensador.
Entretanto, o inevitável e doloroso regresso ao trabalho que parece antecipado devido à falta de umas férias decentes. Pergunto-me se está o Outono a chegar. Ou ainda vou ter direito a mais uns banhos de sol? É que esta chuva copiosa faz-se acompanhar de um frio daqueles que não se ignora com um casaquinho.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

5 sentidos

O renovado bar da praia da Madalena, o antigo Tic Tac, agora rebaptizado em francês está com um ambiente muito "cool" e, para além de ter agora o dobro da área de esplanada, tem também um espaço na areia com puff's, onde nos podemos esticar ao mesmo tempo que bebemos qualquer coisa. Achei óptima ideia e, se a praia continuar deliciosa como esteve hoje...
Já ao fim da tarde, quando estava a molhar os pés e a cheirar o ar do mar, ouvi um miúdo dizer:
- Oh não, mãe! O peixinho afogou-se!

De facto, a praia é um dos melhores lugares para usarmos os nossos cinco sentidos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Bond Girls Are Forever

Honor Blackman - Goldfinger'1964 (Pussy Galore)

Eva Green - Casino Royale'2006 (Vesper Lynd)

Olga Kurylenko - Quantum of Solace' 2008 (Camille)



Body Combat

Proporciona-me uma das melhores horas do meu dia. Depois de tantas horas sentada, sabe muito bem descarregar as energias e esticar o corpo. Vantagens: podemos mesmo imaginar alguém que nos tenha chateado durante o dia e bater sem dó nem piedade, e é muito divertido, sobretudo quando o estúdio está cheio. Aumenta muito a resistência e gastam-se imensas calorias, o que é sempre bom.
Aconselho a experimentar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

B.Gata



Meu nome é Mimi Micas B. Gata.
“B” de Bichinha, como a minha dona me chama quando nos aninhamos as duas no sofá, à noite. Sou independemente gata, mas aprecio um bom colinho, enquanto vemos episódios de Will & Grace.
Tive um caso tórrido com o Fritz, que tem o triplo da minha idade e que já me incluiu no testamento. Passeava-se lânguido e orgulhoso enquanto me esperava, mas depois de noites bem passadas no churrasco da vizinha, trazia-me a casa, protector. Hoje em dia somos bons amigos. Continua a visitar-me, e ainda damos uns belos passeios.
Não gosto de ser fotografada, odeio barulho e abomino as idas ao veterinário. O que vale é que os meus médicos, o Dr.P. e a Drª E. são muito meiguinhos comigo e sempre que me dão uma vacina ou medem a temperatura, oferecem-me uns biscoitos.
Sou uma bichana de simples prazeres, só bebo água corrente e recuso-me a comer sozinha. Não me ofereçam viagens de automóvel nem a companhia de estranhos.
Aprecio a minha privacidade e tenho ao longo da casa, os meus esconderijos. Os sítios altos são os meus favoritos, mas não me importo de me esconder dentro de um roupeiro, ou mesmo debaixo de um edredon. Deliro com os sapatos cinzentos da minha dona, fitas de combat, head-phones, folhas de papel e não passo sem o meu ratinho cor-de-rosa. Gosto de me refrescar à sombra da buganvília e aqueço-me na janela com vista para o mar.
Tenho uma boa vida... Todos lá em casa me adoram. Estão sempre atentos aos meus desejos e protegem-me de todos os perigos. Enfim, estragam-me com mimos. E eu adoro… (mas isso é segredo)… Miau…

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Habemus casa


Mas ainda faltam: lençóis, moinho de pimenta, almofadas, sofá, mesa, cadeiras, panelas, copos, pratos, talheres, toalhas, tapetes, frascos, mantas, cortinas, armários, candeeiros, jarras, saladeira, passador, ralador, cabide, quadro, cesto de roupa, saboneteira, estantes, televisão, capacho, edredon, cadeira, esfregona, molas de roupa, tinta de ardósia, bimby, secretária, móvel da televisão, gel lava-tudo, sapateiras, regador, saca-rolhas...

Ficamos sem as férias, mas ganhamos outras coisas. O descanso, esse, terá que ficar para as horas vagas.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

[de que trata este blog]


O texto “E, enquanto.”, que publiquei aqui, está também publicado aqui. É de um autor muito especial.
Quanto às coisas escritas por mim, no blog, têm apenas o sabor dos dias. Hoje por exemplo, apetece-me muito estar sentada na areia molhada, com as ondas a morrer nos meus pés.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Foto de família



Estes são os meus avós paternos no dia em que se casaram, 30 de Setembro de 1950.
Encontrei esta fotografia num dos álbuns de família. Álbuns destes são relíquias.
Porque falas muito deste dia, avó, porque tenho muitas saudades tuas, avô, e porque fazes anos, pai, deixo-vos esta imagem.

sábado, 26 de julho de 2008

E, enquanto.



Enquanto olho para o fundo da sala e sinto a madeira fria nos dígitos ainda quentes do teu olhar; e, enquanto entendo não serem apenas visões que tenho; e, enquanto olho sem ver que a madeira que vejo nada importa, mas que se entende, feita tela do olhar; e, enquanto repouso os meus olhos cansados lá no fundo da sala, mas sem a ver, o meu olhar não está lá.
E, enquanto. Tudo se resume a duas palavras. Tudo é uma espera incessante e imagino nunca ter saído desta sala. Das imagens que vi, sempre por breves breves breves instantes e a correr, a que ainda guardo trouxe-a emoldurada, bem guardada, aprisionada numa moldura para não escorrer paredes abaixo. É a única memória de que há mais além desta sala, e que, enquanto aqui espero, há mundo lá fora, e que há-de haver algo mais que esta espera. É uma casa, uma porta, uma janela, pintada pelas mãos de um artista que daqui parece difusa e pequena.
E, enquanto. E, enquanto estendo os meus olhos pela sala, meus braços a acompanhar o movimento tão longe longe longe, o meu vestido preto, tão preto preto preto, torna-se espesso, pesado, duro, penoso, insuportável, uma prisão.
E, enquanto. E, enquanto espero, posso até parecer sorrir, mas não é alegria que me banha o rosto, nem sol que me ilumina o cabelo. Ainda o sei atado, delicadamente atado, por me pedires com tanto jeitinho, a tua voz baixinha encostada ao meu ouvido, aquele que te ouve só a ti, que já nem se lembra de outros sons, também ele à espera do teu som, dos passos, dos compassos, da tua brevidade, da tua serenidade, da tua tranquilidade. E, enquanto espero por ti, não falo. E, embora tenha o ar perdido, bastará a aragem passar por ti e entrar nesta sala de espera para a fazer de encontro.
E, enquanto. E, enquanto espero, faço pausa de mim, não me mexo. Tão grande grande grande tem sido a espera, que me misturei com esta sala e o meu vestido preto já se confunde com as sombras.

Damasco

A ferocidade de ser mulher



"The truth is, I often like women. I like their unconventionality.
I like their completeness. I like their anonymity."

Virginia Woolf

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Fog and the city


[Foto: Getty Images]

Dias de nevoeiro têm o som de "A Beautiful Mind".

quarta-feira, 23 de julho de 2008

[o mood deste blog]

Hold me close and hold me fast
The magic spell you cast
This is la vie en rose
When you kiss me heaven sighs
And though I close my eyes
I see la vie en rose
When you press me to your heart
I'm in a world apart
A world where roses bloom
And when you speak...angels sing from above
Everyday words seem...to turn into love songs
Give your heart and soul to me
And life will always be
La vie en rose

[Bem-vindos ao Vestido Preto]