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quarta-feira, 13 de março de 2013

Preciso de férias nas Maldivas

No shopping há um novo quiosque de gelados. Digo eu:

- Olha! Iogurte de iogurte!



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segunda-feira, 11 de março de 2013

Tantas coisas

Foi um fim-de-semana no mínimo diferente.
Foi o jantar. Adiado e mesmo assim com duas desistências. Ficámos assim quatro, a dar conta certa para as mesas tão acolhedoras da Cunha. Houve francesinhas deliciosas, houve conversa até tarde, houve uma sangria de espumante deliciosa, aqui. Mas às tantas, ao bater das duas, já nós as quatro olhávamos umas para as outras com os olhos semicerrados de sono e de cansaço. E ainda deixámos o jarro a meio. Um desperdício, eu sei. 
Foi a Vendinha das Mães. Para que a B. dormisse uma boa sesta aparecemos já bastante tarde, quase no fim. Adorei o ambiente e o movimento, o bom gosto que se respirava. Eu só queria comprar TUDO e não consegui sequer ver tudo. Mas tinha algumas paragens obrigatórias. A Didi estava a ter muito sucesso com as suas ilustrações (vi lá algumas que me deixaram a babar). Adorei rever a Catarina desde a sessão de há uns meses, adorei ser fotografada pela Sofia para as mães reais e foi um verdadeiro prazer conhecer the one and only Maria de Lurdes, com quem adorei conversar enquanto a Bárbara fez um verdadeiro test drive ao cavalinho Cal da Carrossel, que btw é lindo,  foi mesmo um bocadinho muito bom!
Domingo. Passei-o em preparativos para a semana que começa, outra que aí vem com tanta-chuvinha-graças-a-Deus-e-caramba-que-o-Verão-nunca-mais-chega. E ao som disto, me vou que se faz tarde. Hoje ainda há Insta 365!
Bom dia!



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terça-feira, 5 de março de 2013

Da depressão

Nem de propósito, porque ia fazer aqui um pouco de publicidade. Já por lá passei e concordo com cada linha. Há uns anos passei por uma fase muito muito negra, da qual julguei ser impossível escapar. Até que procurei ajuda, mas uma ajuda eficaz que não passava por químicos ou por estar 15 minutos num consultório só a saber que medicação ia tomar a seguir e depois ia à minha vida resolver (ou não) os meus dramas sozinha. Há sensivelmente 10 anos eu era um bicho. Olho para trás e é isso que vejo. Um bichinho assustado e infeliz. Hoje sou uma mulher. Uma amiga. Uma mãe. Uma pessoa. Capaz de entrega, capaz de ser feliz.



Clipsiform, Psicoterapia, Psicologia

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

O Bicho Homem e os papelinhos amarelos

Quando eu e o marido-então-namorado fomos viver juntos, há 4 anos, tivemos que afinar agulhas no que diz respeito à (falta) de organização de cada um. Eu achava-me arrumadinha, mas era pura ilusão, na casa da minha mãe, era a D. Teresa que me ia pondo as coisas no lugar. Na minha casa, isso não acontecia por magia, ohhhhhhh.
O marido-então-namorado também não era nenhum exemplo a seguir, mas sempre era um bocadinho menos desarrumado. Reparem que eu não disse "um bocadinho mais arrumado".
Um dia, começaram a aparecer post-its amarelos colados pela casa, no armário da cozinha, com "arrumar o pacote de leite" e coisas assim. Epá, ficava piursa. Mas arrumava. Depois comecei eu a espalhar os papelinhos amarelos com notificações para ele, mas devo dizer que surtiam mais efeito em mim.
Com a Bárbara, tivemos que marcar passo, e ser muito mais cuidadosos. Mesmo assim, temos muuuuito que melhorar. Agora sou eu a menos desarrumada (lá está, continuo a não dizer "a mais arrumada"), e há um dado novo. Eu peço coisas ao marido-já-marido, que ele diz que sim, diz que sim, e depois vai-se a ver e é como se eu tivesse falado para uma parede. Ajudai-me aqui nisto: será coisa de bicho-homem? É que enerva pra burro.
Eu digo "o conjunto de louça da B. não pode ir à máquina de lavar", e no dia seguinte eu vejo o conjunto de louça da B. na máquina de lavar. Eu digo "louça suja à esquerda, lavar no centro, louça lavada à direita" e quando olho para a banca  é uma misturada. Eu digo "passa a louça por água antes de ir para a máquina" e quando vou guardar as coisas nos armários tenho panelas com resto de comida, pratos, garfos, colheres e facas idem. Eu só estou a falar na cozinha porque é lá que ele vai fazendo alguma coisa. Vá lá. E eu aprecio isso, juro que aprecio, mas pergunto-me porque raio o que eu digo não fica dentro daquela cabecinha? Porquê, hum? Se é falta de papelinhos amarelos isso resolve-se já a seguir. Vou fazer stock de post-its e ter caneta sempre à mão. Já que não o posso pôr a escrever 100 vezes "passar a louça por água antes de ir para a máquina de lavar", vai ter que gramar com os papelinhos. Amarelos, rosa, aos corações, whatever. Se não resultar, é caso para dizer "tá cutucando onça com vara curta" e aí o cirrrrco pega fogooooo! Valeu?

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O bolo


Eu gosto muito de cozinhar, embora talento para bolos e sobremesas seja coisa que não me assiste. Mas hoje dei tudo por tudo para fazer um bolo de aniversário para a minha mãe. Ela quis reunir a família lá em casa, mas era só o que faltava ter que fazer o seu próprio bolo de anos. Não podia ser, no no. Desencantei uma receita catita, só com ingredientes simples e sem grandes acrobacias. Basicamente, era só pegar em farinha, açúcar, ovos, manteiga, raspa e sumo de limão, bater tudo e forno com ele.
A cobertura, bimbei-a já em casa da minha mãe. Uma cobertura glacé do mais simples que há. Página 120 do livro. Comprei umas bandeirinhas, umas velas e tivemos um bolo bem saboroso a terminar um jantar fabuloso. Adorámos, sim senhora, só faltou a nossa "emigra" para tudo ficar perfeito. Gostei muito, mesmo, foi um bocadinho muito bom. Parabéns, minha mãe!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A minha irmã deu-me estes phones


Just chillin'.
Naah, just kidding.
Just workin'.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

:)


Há muito que as pessoas questionavam "Ela ainda não anda?". A minha avó F., que é de pressões, já não perdoava "Os meus filhos andaram todos ao ano, a tua mãe foi com 11 meses!". 
Sempre encolhemos os ombros e brincamos. Eu comecei a andar com 9 meses, o pai com 15 e ambos nos seguramos nas pernas. Até agora, a pequena ainda não falhou nenhuma etapa. Ou não fosse ela uma Textbook baby, segundo o quiz da Tracy Hogg (Secrets of the Baby Whisperer). Mas nós nunca pressionámos para nada. 
Certa vez, em conversa com a mãe de uma bebé mais velha um mês do que a minha, percebi que a principal preocupação da senhora era que a filha fosse constantemente estimulada para ser a melhor, a mais inteligente, a mais ágil. Aquilo pôs-me a pensar se eu não seria demasiado relaxada. Eu nem sequer sabia aquela cantilena da "galinha pôs o ovo", e quando aprendi para depois ensinar à B. ela disse-a em três tempos, com o gesto. Às vezes fico uns dias sem dizer nada e lá vem ela, com o dedito na mão e diz "páttiii". Mas olho para a minha bebé e vejo que é simpática, espontânea, esperta, curiosa, feliz. E, ao fim e ao cabo, eu também ando a aprender. Mas acho que as coisas acabam por surgir naturalmente e nós cá em casa divertimo-nos muito. 
Tudo isto para dizer que a minha Cuquinha-mais-fofa-da-mãe aprendeu hoje uma coisa muito importante. A andar! Foram dois, três passos, num momento que me ficará gravado para sempre, não só pelo acontecimento em si, mas pela confiança que teve para os dar. Hip hip. Hurray!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Gelatina


É por causa de coisas destas que fazer dieta não é nada do outro mundo.

sábado, 7 de julho de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Work in progress


Sinto-me como que em hibernação. Tenho-me abandonado mais às minhas vontades, às minhas necessidades. E pouca energia fica para tantas outras coisas que gosto e quero fazer. Mas o cansaço acumula-se e já não lhe tento resistir. E, ao meu ritmo, tudo tem ido bem. Para já.
E já que falamos em vontades, por cá mudámos de cores. Para já.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Decisões

Hoje, e porque tinha mesmo que ser, porque enquanto estiver em modo lontra não gosto de fazer compras, fui tratar do vestido para o baptizado. Fiquei tão fascinada com a Zara, no outro dia, que fui lá direitinha. Hoje já não estava tão encantadora. Tinha muita gente e a roupa já andava para lá toda amontoada.
Anyway, experimentei um vestido verde-água que tinha em mente e  ficou... mais ou  menos. Uma das empregadas da loja também achou e vai daí começa a trazer-me vestidos e mais vestidos (inédito) e blazers a combinar. Saí de lá com um vestido preto (só podia!) e com um casaquinho encantador que já me imagino a usar de outras formas que não têm nada a  ver com ocasiões formais. Gostava de ter fugido ao preto desta vez, mas deu dez a zero ao verde, não houve hipótese. Ficam prometidas as fotos do modelito.
Nos entretantos, e como neste momento compras equivalem a angústia para mim, estou a ponderar voltar ao ginásio. Adoro as minhas caminhadas ao ar livre, mas está a faltar-me a motivação, não tenho conseguido cumprir, e não sei se resolvo o meu problema só a caminhar. 
O marido diz que nos meus tempos de ginásio eu andava mais bonita, enérgica e bem disposta. Foi ele que me convenceu a inscrever-me da primeira vez e agora anda a ver se me convence uma segunda. E eu fiquei entusiasmada, com a ideia de voltar a ficar em forma, com a memória das aulas de grupo, como bem estar que sentia depois. E quanto mais penso nisso, mais me apetece ir inscrever-me já amanhã. Não se admirem se amanhã já vier cá mostrar o horário das aulas. Não se admirem.


domingo, 15 de janeiro de 2012

Happy birthday to me!

E lá se foi mais um aniversário. O trigésimo quinto. Mas o primeiro desde que fui mãe. E o dia foi tão bom. Quer dizer, o sol podia ter dado ares da sua graça, mas lá se cansou de aparecer à força toda no resto da semana. 
A aproveitar o facto de fazer anos a um sábado, acordei preguiçosamente e ainda estive num namoro pegado com a minha princesa do meu coração. 
Almocei aqui, jantei aqui e pelo meio saí só com o maridão e fomos mimar-nos com umas comprinhas. Melhor do que isto, só se fosse passar o meu aniversário a Paris, Londres ou Nova Iorque. O que conto fazer lá para os 40. 
E eu farto-me de dizer que quero Iphones (e vou continuar a dizer) e i-Coisas, mas o que eu mais queria foi o que eu recebi. O meu marido, a minha filha, a minha família (faltou a minha maninha) e alguns dos meus melhores amigos à minha volta, a celebrarem o meu dia, a mimarem-me, e a fazerem sentir-me a pessoa mais importante do mundo. 
Happy Birthday to me!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Downloading and upgrading

Enquanto espero um descarregamento de 800Mb de fotos para começar a paginar um álbum e que está a acontecer à velocidade de um caracol, se calhar porque o meu computador está a-ta-fulha-do de tudo e mais alguma coisa, venho cá de fugida. Têm sido uns dias verdadeiramente alucinantes, com a pequenina doente para ajudar. Ontem, chorava que nem uma desalmada, à noite eu ia jurar que estava a ficar maluquinha da cabeça com tanto berro. Sendo que ela é uma bebé sempre bem-disposta e risonha, é de estranhar e tomar precauções, como medir a temperatura várias vezes, e, mesmo sem febre, mas perante tanto choro, benuron com ela. Melhorou. À noite adormeceu cedo, mas passadas duas horas, começou tudo de novo. Choro e mais choro. Quase perdi a cabeça. Não me dou bem com a falta do meu próprio sono e acreditem que ando bem precisada de dormir. Até que adormecemos as duas. A meio da noite, ouço uns gemidos vindos da cama dela e não gostei nada. Fui lá, mas como estava a dormir, deixei-a estar. Passado algum tempo, de novo. Estava a arder em febre. Benuron outra vez, mais uma hora para adormecer. Por um feliz acaso, hoje era dia de pediatra e lá fomos. Ouvidos bem, garganta bem, auscultação bem, a médica acha que vêm aí uns dentitos e disse que isto possivelmente é uma virose. Menos mal, em três dias estará boa. A partir de hoje há papas lácteas, papas com fruta, mais legumes e carne na sopa, mais frutas e já podem ser cruas. O peso está óptimo e quanto ao crescimento, a minha miúda rebentou com a curva do percentil. Ah pois é, bebé. 
De modos que, investida de um grande alívio e da satisfação de estar tudo bem (haja saúde, lembram-se?), vou dar um turbo boost ou lá o que é neste trabalho, e quando acabar vou fazer NADA. Que é como quem diz, mas sonhar nunca fez mal a ninguém.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vou gritar

RAISPARTA-ISTOOOOOOOOOOOO!!!

(Pronto, já me sinto melhor)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Do it again

Esta faixa é uma das que está em repeat, hoje, no meu iTunes. Love it.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Rotina é fixe

Ontem correu bem, melhor do que eu esperava, com a little princess B.
Jantei por volta das oito. Mas o pai só chegou às nove. Às vezes estas coisas também baralham um bocadinho o esquema, para que possamos estar os dois com ela. Mas é a vida, nada a fazer.
Preparei o banho dela, foi uma diversão de salpicos, sapinhos à mistura, muita ginástica de pernas. Pijaminha vestido, e uma história contada pelo pai, e muito bem contada, com vozes diferentes, narração impecável. E ela adorou, caladinha, a sorrir, e de olho muito muito aberto.
Por fim mamou e deitei-a. Ia ser a prova de fogo. Ficou 5 minutos. Depois foi ameaçando, choramingando. Depois chorou mesmo, e eu subi. Mal me viu, abriu os braços para lhe pegar. Não o fiz, para ver se ela se acalmava sozinha. Cantei um bocadinho, mas ela lá queria saber de João Pestana, desata-me aos berros desesperados, e eu sem saber o que fazer. Se pego, estou a ceder, se não pego ela fica enervadíssima e aí é que já não dorme. Resolvi pegar-lhe, só me apetecia enchê-la de beijinhos e apertá-la contra mim. Ela acalmou imediatamente, embrulhei-a muito bem numa mantinha, apaguei todas as luzes. Nem cinco minutos passaram até ela estar quase a dormir. E nova prova: deitei-a. Ficou. Enroladinha, mole, fofinha que só ela. 
Vim para baixo, trabalhei mais três horas e ela dormiu até às seis e meia da manhã. Depois, mais três horas.
Hoje, tudo se vai repetir, com pequenos ajustes. Por exemplo, prefiro dar mama antes da história, para ela arrotar tudo o que quiser e não acordar meia hora depois com um monumental arroto para dar.
Agora é esperar que as coisas corram de feição. Eu gosto de a ver tranquila e feliz. Vê-la inquieta na hora de dormir, angustia-me. É suposto ser uma hora de descanso, uma hora boa. Portanto, é nisso que vamos trabalhar. 
E agora vou ali limpar um cocózito, feito de fresco, enquanto escrevia estas linhas. Espectacular.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

3 words: To Do List

Hoje começou uma de duas semanas daquelas a doer, e que vão exigir muita logística e organização. Enfim, daquelas semanas como eu gosto, em que passo o tempo a achar que sou uma desgraçada que não tenho tempo nem para me coçar, mas em que no fundo, bem lá no fundo, estou a curtir à brava. A diferença é que já não me apetece e nem posso dar-me ao luxo de fazer tudo à maluca, como há uns meses atrás. Preciso de dormir, preciso de comer, preciso de ter a cabeça no lugar. Se possível começar a fazer alguma coisa pelo físico, porque gostava de chegar ao Natal com espaço para, pelo menos, uma rabanada.
Então, há um projecto para entregar daqui a duas, três semanas. Vou ter que ser mais objectiva quanto a isto, mas neste momento não tenho coragem de dizer  que no dia 4 de Novembro vou estar na câmara a entregá-lo, mas também não me apetece arrastar isto por mais oito dias. Até ao fim do dia chego a um compromisso. And that's a promise. Até porque hoje, precisamente hoje, comecei o projecto de Indesign, para apresentar (voilá) no dia 4! E tenho uma capa de livro para fazer. Escusado será dizer que quero caprichar.
Quanto ao projecto (o de arquitectura), está na sua fase mais trabalhosa, que é como quem diz, na finalização. São desenhos para terminar, cotar, legendar, verificar e imprimir. Redigir documentos, preencher outros tantos, fotocopiar, e agrupar tudo isto cinco vezes. Neste trabalho estão incluídas tantas mini-tarefazinhas, que nem vale a pena enunciar. O que interessa é que nada pode falhar.
Na esfera pessoal, tenho uma ida à farmácia a ser adiada de dia para dia (eu tenho uma certa tendência a adiar estas coisas, como se fosse tão complicado como ir daqui ao Algarve, mas fazer o quê?), uma ida à Segurança Social muito muito muito urgente, pediatra na Sexta, vacinas na próxima Segunda, marcar uns exames para mim, um almoço e uma reunião na quarta, uma pilha enorme! de roupa para passar, roupa de Verão para arrumar, roupa de Inverno para refrescar, e roupinhas quentes para a pequenina que tenho que comprar e-isto-quase-que-dava-um-rap-tasse.
Coisas que eu devia fazer, mas que vão esperar duas (ou três) semanas, são vacinar as gatas, aproveitar que a Penélope está friorenta e passa mais tempo em casa para lhe dar um banho do catatau, ver o que se passa com o meu olho direito que ainda não melhorou, organizar o quarto da bebé (já tenho as cortinas e o tapete deve chegar entretanto), fazer umas correcções no meu vídeo de casamento, começar a paginar o álbum (um ano e oito meses depois ainda está dentro do prazo, não?), e comprar uma ou duas peças de roupa, porque a de pré-gravidez ainda não me serve e a de gravidez está grande e dar um jeito a este cabelo (o tal) e ir ao dentista.
De modos que é isto. Agora juntem isto tudo a tratar da B. e digam-me se não é de loucos. Isto de ser freelancer e de ter a gestão do horário por minha conta é muito bonito, que é, mas também é lixadinho da vida. 
Entretanto o meu "Trilogia de Nova Iorque" continua intocado na mesa-de-cabeceira. O computador, permanece cheio e desorganizado. Tenho 2425 e-mails por ver. Olha, 2426! Ando há três semanas para ir visitar os meus avós maternos. E gostava de ir ao Restaurante Week. Ou pelo menos cozinhar qualquer coisa com pesto, cá em casa. Mas é mesmo assim. Haja saúde, diz muita gente. E digo eu. Haja saúde. E uma agendazita, ou duas para não esquecer nada. E a agenda do Google. E post-its. Mas sobretudo saúde.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

C de Columbina (friorenta)


Uma das coisas que mais gostava quando andava no ballet, era do espectáculo de fim de ano. Durante uns meses era um frenesim de músicas, coreografias, adereços, fatos e sábados inteiros passados em ensaios. Na semana do espectáculo os ensaios eram já no teatro e normalmente andava toda a gente nervosa e receosa que alguma coisa corresse mal. Basicamente, o objectivo deste evento era mostrar as nossas proezas aos pais, mas era giro ver que das mais pequeninas às mais velhas havia um enorme sentido de responsabilidade e todas queriam dar o seu melhor. Estávamos em cena um ou dois dias e era absolutamente fabuloso. Antes do espectáculo, eram umas a aquecer no chão dos corredores, outras num canto a rever os passos, outras na maquilhagem. Eram ganchos, meias e  tutus por todo o lado, eram os "ALGUÉM ME COSE AS FITAS, PLEAAAASE?", de última hora. E era uma alegria.
Nesta fotografia que alguém me tirou no camarim, preparava-me para entrar no bailado "Columbinas e Arlequins". Estava com muito frio e foi um sacrifício tirar o blusão. Ah, e duas horas antes tínhamos ido jantar uma francesinha, era uma espécie de tradição maluca nossa (das alunas grandes) e era absolutamente secreto.
Mas corria tudo bem, nunca ninguém teve uma paragem de digestão e no final todos aplaudiam, as professoras ficavam cheias de orgulho, entregavam-nos os diplomas do exame e uma rosa, faziam um pequeno discurso e assim terminava o ano, para, dois meses depois, nos revermos mais velhas, mais altas, umas mais gordas, outras mais magras, outras na mesma, mas todas com vontade de mais um ano, de mais passos, de mais ballet.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Balanço

Hoje estou assim, pronto, numa de esmiuçar o dia. Deve ser da falta de horas de sono. E já agora, aproveito para me sentar um bocadinho. Então lá fui à minha consulta, que foi de oftalmologia. Já não ia há séculos, mas de há uns dias para cá doem-me os olhos. Sim, doem. E no fim-de-semana apareceu uma vermelhidão naquele canal em baixo, onde costumo desenhar o meu risquinho preto. Segundo a médica, é do esforço e cansaço e bla bla bla, glândulas entupidas e uns mini quistos a aparecer, bla bla bla, pomada e gotas durante oito dias. Cheguei a casa e, como tinha a bebé a dormir, toca a desenhar. Entretanto ela acordou, e com ela ao colo, lá arrumei umas roupas e umas coisas que andavam para aí espalhadas. Mas as minhas costas não aguentaram muito, e deitei-a na espreguiçadeira. O sossego durou dois minutos. Qual elefante azul, qual quê. Colo, colinho. Como ela está doente, lá se facilita. Mas tenho para mim que estou tramadinha da vida. Não me interpretem mal, adoro dar colo à minha criança, mas seis quilos já são quilos. 
A reunião que tenho estado a preparar foi adiada para segunda-feira, e apesar de ter todo o interesse em resolver este assunto, deu-me um jeitaço, porque assim em vez de andar a mil à hora, só preciso de andar a novecentos e trinta e cinco. Portanto, correndo tudo bem, e depois de deitar a princesa, esperam-me mais uns tracinhos para adiantar o projecto que tenho em mãos, quiçá engomar duas ou três peças de roupa e depois fechar o tasco, abraçadinha ao meu homem, a devorar um episódio do Masterchef Australia e, se já não tiver aterrado, um da Gossip Girl. Ficam algumas coisas feitas... e muitas outras por fazer. Mas até a Scarlett dizia "tomorrow is another day". E quem sou eu para contrariar.