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domingo, 31 de março de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Sleep tight
Já está. Depois de um dia planeado ao milímetro, chegou a hora de descansar. Um saco de água quente, um chá de menta, um episódio da 5ª temporada de Gossip Girl, mais umas páginas do "meu" Monte dos Vendavais e depois, esperemos, uma boa noite de sono.
Sabe Deus como estou precisada.
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Há coisas que não se podem perder nesta vida
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Um novo ano
Foto: Catarina Ferreira, Ties Photo
Nunca tive o hábito de fazer resoluções de ano novo, nunca achei que fosse um dia que marcasse uma descontinuação de 365 dias. Durante muitos anos e até há não muito tempo atrás, os meus anos eram os lectivos, e habituei-me a fazer o balanço nas férias de Verão, debaixo do sol quente, já nos últimos dias de férias, aqueles em que já começa a apetecer regressar. Já até falei sobre isso.
Este ano é diferente, muita coisa mudou. Dentro e fora de mim. Ainda está a mudar. E apetece-me tomar decisões, fazer escolhas, pensar, resolver, fazer mais. Eu digo isto muitas vezes, mas já chega de me ficar por intenções. Quero ter a coragem de fazer. Quero concretizar. Não quero sonhos impossíveis, mas posso ter objectivos e trabalhar para eles. Traçar o plano A, mas pensar no plano B. Pensar no meu futuro, pensar onde quero ir. E não descurar coisas fundamentais, como estas:
Cuidar de mim. Sempre que há algum imprevisto, sempre que a B. fica doente, sempre que há mais trabalho, quase que me esqueço que tenho estou inscrita no ginásio, que preciso de comer bem, dormir bem, tratar do meu corpo e alma. Em caso de emergência, relego-me para último plano, muitas e muitas vezes. Até perceber o quanto isso está errado, por tantas e tantas razões. Quero, preciso de equilibrar a mãe com a mulher que sou.
Cuidar da minha vida profissional. Estabelecer objectivos mais concretos. Focar-me naquilo que sei fazer bem, naquilo que gosto mesmo de fazer. Descobrir o que é. Investir mais tempo no meu currículo, no meu portfólio. Documentar-me melhor, valorizar-me sempre. Estar preparada, porque nunca se sabe que oportunidades poderão surgir.
Cuidar mais da minha casa. Manutenção é palavra de ordem. Todos os dias um bocadinho, uma tarefa. Organizar, perder tempo a planear refeições, compras. Depois ganha-se esse tempo. Ir às compras às pinguinhas, planear o jantar às 5 da tarde é terrivelmente desgastante e não ajuda em nada as rotinas familiares. Encher a casa de flores, de vez em quando. Encher mais as minhas paredes.
Cuidar da minha vida profissional. Estabelecer objectivos mais concretos. Focar-me naquilo que sei fazer bem, naquilo que gosto mesmo de fazer. Descobrir o que é. Investir mais tempo no meu currículo, no meu portfólio. Documentar-me melhor, valorizar-me sempre. Estar preparada, porque nunca se sabe que oportunidades poderão surgir.
Cuidar mais da minha casa. Manutenção é palavra de ordem. Todos os dias um bocadinho, uma tarefa. Organizar, perder tempo a planear refeições, compras. Depois ganha-se esse tempo. Ir às compras às pinguinhas, planear o jantar às 5 da tarde é terrivelmente desgastante e não ajuda em nada as rotinas familiares. Encher a casa de flores, de vez em quando. Encher mais as minhas paredes.
Cuidar da minha família. Este ponto está muito relacionado com o primeiro. Não trabalhar tantas vezes à noite, estabelecer um horário e cumprir. Sentar-me mais vezes no sofá com o marido, afastar telemóveis, ipad e portáteis da nossa vista, quando brincamos com a B. Fazer mais programas fora de casa. Eu e o D. também devíamos sair mais, só os dois. Porque sim.
Cultivar-me. Ler mais. Ando há tanto tempo com vontade de voltar a colar-me a livros. Tenho saudades de outras estórias. De começar um livro desconfiada e depois terminá-lo arrebatada. De aprender mais coisas, sem ser pela www. Retomar as idas a exposições, ao teatro, a concertos. Dentro do possível.
Tudo se resume a pensar e agir um bocadinho além da minha zona de conforto. Sad, but true. Mas a vida é uma, caramba, não há desculpas. E não é que eu não seja feliz, mas posso ser muito, muito mais. Se fizer por isso.
E antes de me lançar nos festejos desta passagem chuvosa, quero deixar aqui os meus votos de um Bom Ano de 2013 a todos e todas que me lêem. Feliz Ano Novo!
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Advento report #01
Ultimamente os planos andam a sair-me muito furados. Eu contava por esta altura ter uma série de trabalhos arrumados e estar a tratar de outras vidas. Mas a pequena adoeceu, as coisas atrasaram.
Também contava ter já o Calendário do Advento operacional, mas a pequena adoeceu, de novo.
É a vida. Infantário, infectário, whatever. Inevitável alterar tudo e prioritizar.
Mas!, o calendário vai ser afixado em breve! Aliás, estamos já no segundo dia de actividades. Ontem foi a inauguração, hoje vamos ter o primeiro sinal de Natal cá em casa, com um enfeite na nossa porta. Prometo fotos e updates, se é que já não estou completamente desacreditada, aqui pela blogosfera. :-)
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Copenhaga, 2004
Pensar em sair do país, faz-me inevitavelmente, lembrar de viagens, poucas, que já fiz.
Apetece muito recordar, pelas fotografias, os sítios onde estive.
Para já lembro-me de Copenhaga, há 8 anos atrás, pela mão dos meus amigos S. e J., que estavam lá a estagiar. Foi com uma mega constipação, numa tarde fria de Outubro, que cheguei à terra do Lego.
Copenhaga é uma cidade sem muito sol, com pessoas frias. Mas é monumental e muito civilizado.
Tem museus lindos, cafés lindos, lojas lindas.
E uma coisa que não acontece cá: na rua está frio, mas quando entramos em qualquer sítio
é fora com o casaco, gorro, cachecol e luvas, porque a temperatura é muito agradável.
E uma coisa que não acontece cá: na rua está frio, mas quando entramos em qualquer sítio
é fora com o casaco, gorro, cachecol e luvas, porque a temperatura é muito agradável.
Ali ao fundo, o Black Diamond, aka The Royal Library. Lindo por dentro, e por fora.
O escritório onde o J. estagiava. Muito cosy. Não sei qual era a bicicleta dele.
Pinturas em Freetown Christiania, um bairro "independente", que penso que já não existe.
Amalienborg. O pátio octogonal da "Casa de Inverno" da família real dinamarquesa.
E ao fundo, a Marble Church, uma das mais bonitas que já vi. A cúpula é de sonho.
E ao fundo, a Marble Church, uma das mais bonitas que já vi. A cúpula é de sonho.
Não é?
Consta que quando a Rainha de Inglaterra visitou a Dinamarca em 1960,
todos os painéis de elevador foram tapados com fita-cola, para esconder este botão.
Em dinamarquês, I Fart nada tem a ver com flatulência. Siginifica apenas
que o elevador está em movimento. E ainda dizem que a língua portuguesa é traiçoeira.
todos os painéis de elevador foram tapados com fita-cola, para esconder este botão.
Em dinamarquês, I Fart nada tem a ver com flatulência. Siginifica apenas
que o elevador está em movimento. E ainda dizem que a língua portuguesa é traiçoeira.
Uma rua encantadora de Copenhaga.
Neste dia fomos a um, diria hipermercado, só de produtos italianos. Queijo, pasta,
de todos os géneros e feitios, you name it!
de todos os géneros e feitios, you name it!
Se um dia fôr morar para Copenhaga, vou procurar um letreiro "aluga-se" nesta rua. For sure.
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Calendário do Advento report
Embora cá em casa ainda não reine o espírito natalício, não vou privar a Bárbara, nem a nós mesmos, de viver o Natal. Ela merece tudo, no mínimo.
Por isso, e para entrarmos bem vou manter a ideia do calendário do Advento. Já tenho as 25 actividades diárias pensadas, e a lista de material. Vai ser um DIY fácil, sem grandes riscos, mas espero que o suficientemente digno para ser levado a sério.
Portanto, actividades check. Uma por dia, simples simples.
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terça-feira, 13 de novembro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
O que seria do amarelo?
Por estes dias chegou-nos mais um TPC do infantário da Bárbara. Numa capa amarela, deveríamos fazer uma colagem de figuras... amarelas. Cada menino e menina tem uma folha para si. E como a Bárbara ainda não sabe (nem pode!) pegar na tesoura, aqui a mummy pôs-se a fazer uma montagem gira. Confesso que tenho um certo prazer nestas coisas. Mas o mais giro foi o facto de eu também estar a fazer um board de Amarelos no Pinterest.
Aqui estão algumas das minhas preferidas.
Aqui estão algumas das minhas preferidas.
Mais aqui.
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Águas de Março
Uma das mais bonitas letras que conheço.
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um caco de vidro, é a vida, é o sol
é a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
é peroba do campo, é o nó da madeira
caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
é o mistério profundo
é o queira ou não queira
é o vento ventando, é o fim da ladeira
é a viga, é o vão, festa da cumeeira
é a chuva chovendo, é conversa ribeira
das águas de março, é o fim da canseira
é o pé, é o chão, é a marcha estradeira
passarinho na mão, pedra de atiradeira
Uma ave no céu, uma ave no chão
é um regato, é uma fonte
é um pedaço de pão
é o fundo do poço, é o fim do caminho
no rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego
é uma ponta, é um ponto
é um pingo pingando
é uma conta, é um conto
é um peixe, é um gesto
é uma prata brilhando
é a luz da manhã, é o tijolo chegando
é a lenha, é o dia, é o fim da picada
é a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
é o projeto da casa, é o corpo na cama
é o carro enguiçado, é a lama, é a lama
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã
é um resto de mato, na luz da manhã
são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é uma cobra, é um pau, é João, é José
é um espinho na mão, é um corte no pé
são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã
é um belo horizonte, é uma febre terçã
são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
Pau, pedra, fim do caminho
resto de toco, pouco sozinho
Pau, pedra, fim do caminho,
resto de toco, pouco sozinho.
é um caco de vidro, é a vida, é o sol
é a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
é peroba do campo, é o nó da madeira
caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
é o mistério profundo
é o queira ou não queira
é o vento ventando, é o fim da ladeira
é a viga, é o vão, festa da cumeeira
é a chuva chovendo, é conversa ribeira
das águas de março, é o fim da canseira
é o pé, é o chão, é a marcha estradeira
passarinho na mão, pedra de atiradeira
Uma ave no céu, uma ave no chão
é um regato, é uma fonte
é um pedaço de pão
é o fundo do poço, é o fim do caminho
no rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego
é uma ponta, é um ponto
é um pingo pingando
é uma conta, é um conto
é um peixe, é um gesto
é uma prata brilhando
é a luz da manhã, é o tijolo chegando
é a lenha, é o dia, é o fim da picada
é a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
é o projeto da casa, é o corpo na cama
é o carro enguiçado, é a lama, é a lama
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã
é um resto de mato, na luz da manhã
são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é uma cobra, é um pau, é João, é José
é um espinho na mão, é um corte no pé
são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
é um passo, é uma ponte
é um sapo, é uma rã
é um belo horizonte, é uma febre terçã
são as águas de março fechando o verão
é a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
é um resto de toco, é um pouco sozinho
Pau, pedra, fim do caminho
resto de toco, pouco sozinho
Pau, pedra, fim do caminho,
resto de toco, pouco sozinho.
Tom Jobim, 1972
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012
♥
Ainda no outro dia estava a comentar com uma amiga minha, que tinha visto não sei onde, uma ideia engraçada para crianças, um varão cheio de fantasias diferentes. Adorei e decidi desde logo que era uma coisa que queria fazer para a Bárbara. Já imagino daqueles dias de chuva, em que sabe bem ficar em casa, e ela divertir-se vestida de fada, ou com uma saia de bailarina, máscaras e chapéus. Nem de propósito. Hoje andava à procura de uma mochila para ela levar para o infantário, uma que não tivesse Hello Kitty's, Muffys, Princesas, Winxs e afins, espreitei a Acessorize e encontrei estas coisas a 70%. Ainda lhe comprei aquela coelhinha de tecido, tão fofa. E assim começa a sua colecção de máscaras, que espero que a façam feliz um dia.
Para a borga, mamã ao seu dispor.
Para a borga, mamã ao seu dispor.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
15 meses depois
Há pouco, quando estava a vestir-me, abri o armário e fiquei a olhar (típico). Não sabia que blusa ou top vestir. Estava a apetecer-me uma coisa comprida. As calças estão todas a ficar largas e eu detesto aquelas folgas atrás, no rabo. A não ser que o modelo seja mesmo assim.
Foi quando reparei numa certa camisola, que já tem uns dois anos, ou mais. Peguei nela e de imediato me vieram imensas recordações à cabeça. Era a camisola que tinha vestida na noite em que a Bárbara nasceu. Fazia-me a barriga muito bonita, redonda, mas ao mesmo tempo a orientação das riscas favorecia o meu corpo com muitos quilos a mais.
Lembro-me de a vestir para ir jantar, e de a achar muito quente para a temperatura que fazia no restaurante, de a tirar a custo para dormir, no hotel e de voltar a vesti-la duas horas mais tarde, quando a bolsa rebentou e tivemos que voltar para o Porto. E a cara do recepcionista quando fomos fazer o check-out às duas da manhã. Impagável!
Hoje, a camisola às riscas voltou a sair do armário.
Há 15 meses, esticadinha pela barriga grande e hoje, amarrotada por andar com a B. ao colo. Simplesmente genial.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Umph
E foi isto. Risotto de cogumelos, ao qual juntei bacon para um extra "umph". Para a B. sem pimenta preta. A sobremesa foi Affogato, versão descafeinado, para a B. só o gelado. Ela já partilha das nossas refeições, e é giro ver como aprecia as mesmas coisas que nós. Lascas de parmesão, massa com pesto, peito de perú fumado, coisas que fazem parte da nossa dieta alimentar.
Por falar em dieta, vamos lá ver os estragos que este repasto vai fazer. E daí, who cares?
Afinal, é sexta-feira.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Do Porto, com Amor #02
Há cerca de três anos, recebemos a visita dos meus cunhados e sobrinhos para um fim-de-semana a explorar a Invicta. A surpresa? Encontrar a cidade praticamente deserta, em pleno Agosto.
So lovely.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
O caderno preto
Este caderno andava perdido num caixote qualquer, das primeiras mudanças que fizemos. Várias vezes me lembrei dele com alguma pena, porque aqui estão escritas algumas das minhas receitas preferidas. Receitas fantásticas que demoram 15 minutos a confeccionar, outras que fizeram sucesso, pequenos truques e descrições de alguns alimentos. No outro dia encontrei-o.
Depois de o folhear pensei que gostava de o oferecer um dia à Bárbara. Imagino-a a abrir o caderno numa página e a dizer, "Adorava este prato que a minha mãe fazia, cheirava tão bem!", ou "Isto comíamos em dias de festa, quando a casa se enchia de amigos". Não sei se algum dia lhe poderei dar um carro, um apartamento, ou até a viagem de finalistas. Mas posso dar-lhe estas pequenas coisas que ajudam a construir as memórias das infâncias felizes, nem que seja pela lembrança de um momento, de um cheiro, ou de um sabor.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Sweet monday
Já não consigo dizer mal das segundas-feiras, especialmente se começam em modo férias, mesmo que seja em tempo parcial.
O dia amanheceu com nevoeiro e meio fresco, como eu gosto. Tomar café na esplanada e sentir um pouquinho deste frio matinal, sentir-me ainda meio ensonada e conversar sobre tudo e mais alguma coisa, pegar mil vezes no pacote de açúcar que a B. deixa cair ao chão just for fun, e saber que ainda temos o dia todo pela frente. Foi nesta molenguice gostosa que tentámos dar um passeio, mas fomos sem casaco e o frio apertou. A pequena adormeceu no carro, a caminho de casa, e eu preparei um almoço de Verão, à laia de antídoto para a desgraça alimentar que foi este fim-de-semana.
Sou grata por estes dias. Têm muita tranquilidade neles, mas muita daquela azáfama que só se tem nesta altura do ano. Daqui a bocado vou tirar o vestido, as sandálias e calçar as botas,
pegar no capacete e ir para uma reunião de obra, comer poeira e falar
sobre caixilharias e isolamento térmico.
Depois espero vir para casa, tomar um bom banho e ainda ver o pôr-do-sol enquanto jantamos e imaginamos como há-de ser o dia de amanhã.
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As férias deste ano
Depois de acharmos que íamos de férias, e depois decidirmos que era melhor ficar por casa, resolvemos, esta semana, aceitar o convite dos meus cunhados para irmos de férias com eles. E por isso, daqui a sensivelmente oito dias rumamos ao Algarve, com a nossa pequena.
Parece fácil fácil, mas a minha lista já está a caminho do estatuto de interminável, só de coisas para ela. Basicamente tenho que levar tudo. Coisas que vão mesmo ser precisas, coisas que podem vir a ser precisas e coisas que parecem insignificantes e desnecessárias, mais vai-se a ver e fazem falta.
A viagem também é uma coisa que me preocupa. Little B. não é criança que goste muito de ir no ovo. Provavelmente já poderia viajar numa cadeira auto que ficasse virada para a frente, mas gostava que ela tivesse mais peso ou robustez física antes de fazer a troca. Ela ainda não atingiu os 9 Kg, portanto, prefiro que vá um pouco mais rabujas, mas mais segura.
Fora isso, estou feliz da vida. Praia e piscina all day long, sestas pelo meio, passeios à noite, é tudo o que eu preciso. E de um bronze, a ver se me sai esta cor de lula.
Oito ou nove dias de dolce fare niente parecem-me too good to be true, mas vai acontecer. Por isso, que comece a contagem decrescente. Dez, nove, oito, sete...
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
Insta-amor
Pois é. Fotos, fotos, fotos, fotos. Ando deslumbrada. Deslumbradinha de todo. Com o Verão (ainda que seja a fingir), com a minha mais recente adquirida capacidade de gerir melhorzinho o meu tempo e o meu stress (até ver), com o meu Android novo, mas sobretudo com a minha filha e com os nossos momentos em família, com as suas conquistas diárias, com a maneira como já tão bem comunica connosco, como já sabe o que quer.
A B. dança quando ouve música, relaciona certas palavras com canções, entra no elevador ao meu colo e carrega no 2, e quando lhe tiro a chupeta aproxima a boca de mim, para me dar um beijo.
Adoro olhar para ela quando está concentrada a brincar, para as boquinhas que faz, depois olha para mim e dá-me um grande sorriso. Se ela soubesse como me derrete.
Adoro acordar e ouvi-la a acordar também, no seu quarto, bem disposta e tranquila, a verbalizar "ouá", "cu-co", "tchutchua" (sim, o da canção), "pati" e sílabas e palavras desconhecidas.
Adoro a maneira como ela come, de boca fechada, sempre a fazer biquinho. A maneira como pega num fio de massa, mete à boca e faz "hmmm".
Adoro quando deixa cair alguma coisa da cadeirinha da papa e diz "ca-iu, ca-iu, ca-iu!".
Vê-la dormir. Os abraços dela. A maneira como se agarra a mim quando se assusta com o barulho do comboio. Adoro até os gritos que me põem surda.
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