Isto por aqui não anda nada fácil. E eu tenho a sensação que começo muitos posts com esta frase. Se não começo, em muitos deles é a primeira frase que me vem à cabeça. Mas é a verdade, ainda ontem eu e o meu homem nos lamentávamos da pouca sorte que temos tido. Não é que passemos a vida a chorar, mas têm-nos acontecido cada coisa. Ou sou eu que num único fim-de-semana sou acossada por uma crise de vesícula e uma infecção urinária em simultâneo, ou é a Bárbara que reage mal ao desfralde e fica-me apática e triste e sem comer e sem fazer poop durante dois dias, ou aparecem três ou quatro contas astronómicas para pagar num mesmo mês, ou é um e-mail importante que se perde, ou são as viroses ocasionais e otites e a pequena encharcada em remédios. E depois com isto tudo, a falta de concentração com que andamos, o cansaço e até algum desânimo, apesar de haver coisas bem piores, bem sabemos. Preciso de férias e decidi-me a tirar umas. Preciso muito de descansar o cérebro, e apanhar os caquinhos de mim que se vão soltando e colar-me por dentro. Em inglês há uma expressão fantástica para isto: pull yourself together. E é isso que vou fazer a seguir.
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quarta-feira, 24 de abril de 2013
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Parabéns, avô S.
O meu avô faria hoje 85 anos. Penso nele, em como ele seria, se fosse vivo. E ainda não me conformo por ele não ter conhecido a minha Bárbara. E quando imagino um possível encontro entre os dois, só penso no grande sorriso dele. E no grande sorriso dela. As mão dele, a agarrar as dela.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011
Sem título
Pronto, agora que passou a euforia, passo a explicar: está quase. Não vou entrar em pormenores, senão o número de leitores e comentadores cresce e eu gosto de resmungar que não tenho muitos comentários e que ninguém lê isto, e mimimimimi. Se me puser a falar de sangue e dor, as visitas disparam e não queremos isso. Pronto.
Então hoje, na segunda consulta de termo da maternidade, viram-se progressos. Pelos ditos progressos, pode ser uma questão de dias, horas, uma semana. Podemos ir a apostas. Também há quem diga que é a lua que o vai determinar.
Papi ainda tem trabalho para adiantar e gostava que a menina esperasse uns dias, eu estou à espera de ver o que acontece. Mocinha tem tudo pronto, tudo à espera, e muitos bracinhos para a receber. Mami quer muito conhecer a mocinha. Promete que vai tentar que os nervos não se apoderem do momento. Não vai insultar o pai com o: "Tu é que tens a culpa disto!!!", como nos filmes.
Papi ainda tem trabalho para adiantar e gostava que a menina esperasse uns dias, eu estou à espera de ver o que acontece. Mocinha tem tudo pronto, tudo à espera, e muitos bracinhos para a receber. Mami quer muito conhecer a mocinha. Promete que vai tentar que os nervos não se apoderem do momento. Não vai insultar o pai com o: "Tu é que tens a culpa disto!!!", como nos filmes.
Acho é que vou chorar. Quando ouvir o chorinho dela, ou quando a vir. Não sei porquê. Ou chorar, ou rir muito. Imagino que seja um momento avassalador. Espero bem que sim.
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Eu na tua idade já tinha três filhos
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Sou feliz
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
"Tristeza não tem fim, felicidade sim"
Lá dizia o Vinicius de Moraes.
Sempre tive tendência para achar que tudo o que me acontecia de bom ou era por mero acaso, ou porque tinha feito um esforço hercúleo para que o desfecho fosse o melhor. Em ambos os casos achava que não era coisa para durar.
Sempre tive tendência para achar que tudo o que me acontecia de bom ou era por mero acaso, ou porque tinha feito um esforço hercúleo para que o desfecho fosse o melhor. Em ambos os casos achava que não era coisa para durar.
Agora, não sei se por força da maternidade, se pelos anos de terapia, ou por tudo isto e porque vou ficando mais velha, e, espero eu, um bocadinho mais sábia, acho que é altura de me deixar de tretas e aproveitar o que de bom me acontece, sem pensar que, se festejar muito, a minha carruagem se vai transformar numa abóbora.
A verdade, é que ultimamente sinto-me muitas vezes feliz. Não aquela felicidade fantasiosa, em que se acredita que a vida é perfeita e vai ser sempre assim. Os meus dias têm tido momentos complicados, mas também têm tido boas surpresas, horas de tranquilidade, horas em que em vez de zanga sinto paz, em vez de pessimismo sinto confiança no futuro, nos outros, mas sobretudo em mim própria.
É por isso que hoje digo que sou feliz. Mas também faço muito mais por isso. E tenho os meus comigo, tenho saúde, tenho força de viver. Tenho uma vida a crescer em mim. E não trocaria isto por nada.
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Alegria de viver
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Coisas da minha cabeça
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Keep it simple stupid
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
2010
Foi um ano muito especial, porque me casei. Como sempre sonhei, no Inverno com a pessoa mais especial que podia ter encontrado. Sim, eu sei, sou um mau feitio do caraças, mas não é por isso que o que eu disse é menos verdade. Ao contrário dos pesadelos que tinha, no dia do casamento tinha sapatos, tinha vestido, tinha o cabelo arranjado à hora do casamento. O bouquet é que já foi outra [lamentável] história. A minha mãe quase que tinha um ataque de nervos. O dia foi tão bom e por isso voou, mas foi perfeito. Foi o nosso.
Foi um ano muito difícil, porque finalmente tive coragem de admitir que preciso de mudar de rumo. Profissionalmente. Urgentemente. Mas não podia largar tudo de repente, porque tinha compromissos. E também não sabia o que haveria de fazer, como o fazer. Ao mesmo tempo fui travando as minhas lutas internas para perceber o que me faz feliz. Deixei de ser tão exigente. Desleixei-me, pela primeira vez na vida. Mas diverti-me mais um bocadinho.
Foi o ano em que decidimos aumentar a nossa pequena família, o que muito me fez pensar sobre isto de ser feliz. Ser feliz é um universo de muitas coisas. Pequeninas e grandes. Importantes e triviais. Algumas caem-nos no colo, pelas outras temos que lutar. É a vida. Agora vem aí alguém de quem tenho que cuidar e amar. E aqui está tudo incluído e é tão bom.
Inundada por esta felicidade, desejo a todos um maravilhoso novo Ano. O melhor possível. E um entre muitos.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Pesadelo
Estava eu e mais alguns na beira do rio Douro, ao pé da ponte D. Luís, naquele sítio onde há sempre pescadores, mas nessa noite eles não estavam lá. A rua não era rua, mas sim uma berma estreita onde estendemos os sacos cama para dormir, mesmo mesmo à beira do rio. Estava lua cheia, mas a noite estava ameaçadora e nós vigiávamos. Foi então, que na outra margem, as árvores altas começavam a tombar, uma por uma. E a lua, apagou-se, porque o mundo estava prestes a acabar.
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Keep it simple, stupid
É ofícial. Já só tenho um número de telemóvel. E assim como já só tenho um número, gostava de ter só um endereço de e-mail. Já foi tempo em que tinha uns trezentos e vinte e quatro. Agora tenho dois, mas um deles é quase só para coisas que não interessam para nada... e é o do messenger. Também ando a separar a roupa que já não uso para dar. E a ver-me livre de papelada inútil. Sempre tive a mania de guardar tudo, para o caso de um dia precisar. Tenho coisas guardadas que já nem para recordar servem, porque nem me lembro porque as guardei. Outras, já não fazem sentido. Mas o deitar fora, perder, ver-me livre de, isso é que é um caraças. É irreversível. Se continuar a acumular coisas, um dia quando for velhinha ainda me bate a polícia à porta para me tirar de uma casa com lixo até ao tecto.
Mas começo a perceber que, para termos lugar para novas coisas precisamos de nos livrar das velhas, daquelas que já não nos servem para nada a não ser para nos manter agarrados ao passado e nem sempre às coisas boas.
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quinta-feira, 8 de julho de 2010
4 da manhã
Um
Ainda há uns dias dizia a uma pessoa que se pudesse voltar atrás no tempo, tinha feito algumas coisas de forma diferente. A pessoa com quem falava perguntou-me assim: "Dadas as circunstâncias na altura, foi-te possível fazer de outra maneira"? A resposta foi mesmo óbvia: "Não". Por isso, essa do arrependimento que matava e não sei quê, é uma balela. Ponto final.
Dois
A tecla "Back Space" do meu portátil está calorenta, que é como quem diz: encravada. Não sei porquê, mas esta também me faz lembrar arrependimento.
Três
Não tenho uma noite decente desde a semana passada. É o calor, calor demais, a ansiedade, a ânsia e alguma angústia à mistura nesta pajama party. O arrependimento também cabe aqui. Bummer.
Quatro
Pergunto-me se amanhã vai ser um dia igual aos outros. Desidratado. Até o meu telemóvel está desidratado.
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