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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Keep it simple

De tanto tentar simplificar, complico. De tanto tentar organizar, desarrumo. Mas não desisto, para o bem e para o mal não desisto de encontrar o meu ponto de equilíbrio. 
Livrar-me de uma ideia perfeita de mim, da minha família, da minha casa, da minha vida. Livrar-me do perfeccionismo, livrar-me da culpa, da sensação de incompetência. Fazer o melhor que sei, o melhor que posso. Aceitar. Ouvir-me. Acreditar. Confiar. É o que eu quero, acima de tudo. 

sexta-feira, 29 de março de 2013

organizar

Ao longo dos meses nesta casa [abençoados] tenho verificado que a distribuição que fizemos das coisas pelos vários armários  não foi a melhor. Com a pressa dos dias a tendência é ir mantendo mais ou menos, mas sem grande rigor e já começo a não saber de nada. A cómoda da Bárbara que era a que tinha as gavetas mais impecáveis também já precisa de uma volta, ainda mais porque o guarda roupa dela está em constante renovação. Já tem uma gaveta a abarrotar de roupa que já não serve. Mas para já e porque ainda não decidimos se vai haver ou não mais bebés, vou conservá-la por perto, por isso convém que haja espaço. 
Mas há assim um pequeno problema de nada mas que chateia muito. É que não tenho tempo para me meter nisto de empreitada. Nem me sinto capaz. Mas também me parece que não posso adiar mais. Então ontem, antes de dormir, fiz um esquema dos armários de arrumação que tenho com o que cada um deve conter. Comecei pela cómoda da B. porque tinha imensa roupa dela acabada de engomar e não me apetecia metê-la no meio da desarrumação. Forrei as gavetas com papel novo, distribuí segundo o meu plano, e colei post-its por fora, até para que o Daniel saiba onde estão as coisas e se consiga orientar sozinho.
Estas estratégias vão-me dando alguma tranquilidade e são uma forma de ir resolvendo as coisas. Se calhar não temos mesmo de fazer tudo de uma vez. Devagar se vai ao longe, diz-se isto e talvez não seja mesmo por acaso. 






Facebook do Vestido, aqui.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

To do list da to do list

Agora que estamos instalados, a gestão da casa voltou à estaca zero. Resume-se ao essencial essencialíssimo de ter roupa e fraldas lavadas para a pequena, leite fresco, mochila sempre preparada, produtos de  higiene a postos. Quanto ao resto, ainda tropeçamos em caixotes e sacos, não sei da roupa, nem dos meus óculos, nem de papelada. Se Roma não se fez num dia, muito menos arrumarei a casa nesse espaço de tempo. Mas também estou um bocado farta disto. Cada vez mais preciso de estável, de constante, de rotina. Preciso de ver as coisas a fluir, arrumadas, ter um porto de abrigo. Talvez por isso, este post fez para mim todo o sentido. Há que planear, mesmo que isso implique perder algum tempo. Porque depois acabamos por ganhar. 
Por isso estou bastante empenhada em criar um sistema de funcionamento cá de casa, de acordo com as nossas rotinas diárias. Porque eu trabalho em casa, sou eu que controlo os meus horários, o marido trabalha fora, tem horário, tem outras tarefas e vai começar o mestrado, a pequena tem infantário, natação. E as nossas vidas têm que encaixar, temos que estar juntos, bem dispostos, sem pensar que a casa está caótica, ou que não fizeram as compras, etc., etc. 
Para mim, toda esta questão é uma comidela de cabeça, porque eu na verdade, até há 4 anos nunca tive que mexer uma palha. Por isso, vou-me às listas, aos planeamentos semanais. Entrar a fundo em modo house management (isto existe?). Sem ter a pretensão de que vai ser perfeito, tem que ser possível encaixar trabalho, casa e família, no mesmo dia. E algum tempo para mim.
Tenho a dizer-vos que estou pronta para o desafio, e podem pensar desse lado que "só agora?", mas é assim. Atingi a maturidade, finalmente. Encarnei o papel. Bring it on.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os nómadas

Há quem nos chame loucos. Há quem nos ache esquisitos. Mas só nós é que sabemos. E vamos voltar a mudar de casa. Isto é um bocado como a história do infantário. Cada um tem a sua opinião, desde "ai que a menina é tão pequenina", "ai que não era preciso", "ai porque tu estás em casa". Com a casa é "porque vocês vão ter sempre vizinhos barulhentos", "porque resolvias isso assim e assim". Pois. Mas não. Estamos cansados de não termos sossego, cansados de pessoas mal-educadas, e sobretudo, como se usa agora muito dizer, cansados de ser bambis. 
E vai daí, num ápice procuramos outro canto, onde esperamos ser mais felizes, pelo menos enquanto não pudermos comprar uma casa beeeem isolada, com varanda e jardim. Este apartamento para onde vamos, nem varanda tem. Mas tem menos vizinhos e o facto de ficar numa rua bastante secundária, que ainda nem sequer aparece no google maps, dá-nos um bocadinho de esperança de ser mais silencioso. E depois, coisa que não acontece nesta casa, será tudo nos conformes. Aqui não há contratos, não há recibos. Senão havia uma renda absolutamente pornográfica, sobretudo para a casa que é. E nós também temos despesas, e impostos. Bambis mesmo. Mas vamos sempre a tempo de aprender, mesmo que às vezes seja preciso bater com a cabeça na parede. E por isso mesmo, mandamos o facto de estarmos aqui há 3 meses às urtigas, e vamos procurar a nossa felicidade noutro lugar, igualmente perto de tudo aquilo a que estamos habituados. Agora, de palhaçadas como a que temos tido nestes últimos meses, de vizinhas a arrastar coisas às 4 da manhã, de um dia avariar o exaustor, noutro dia a caldeira, de pagar condomínio e não ter acesso à piscina, de um monte de coisas que não nos têm agradado, estou eu farta.
E porque a vida é muito curta para perder tempo onde não estamos felizes. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Simples

Perdoem-me. Baixou em mim o desejo de arrumar "a casa". Está tudo aqui, mudou foi de sítio. Agora que experimentei as delícias da tentativa e erro, parece que não quero outra coisa. Mas está tudo quase como quero. Simples. Preciso muito de simples, neste momento. 


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Makeover

Nos seus 4 anos de existência, deve ser a 5908ª vez que mudo a aparência do blogue. 
O header sofreu uma ligeira adaptação ao meu novo estatuto. O verso é de uma das minhas canções preferidas.
Já que a minha vida está tão em trânsito neste momento, fazia sentido alargar as mudanças aqui ao estaminé. Aqui, eu ponho e disponho. Era bom que fosse assim em todo o lado.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

*

Para sentir que o dia foi minimamente produtivo, fui ao Ikea comprar utilidades para a casa. A meu ver, pelo menos. Já sei que me vão perguntar "para que é isto?", mas eu é que sei. Eu é que comando as operações cá em casa. Não, marido, não estamos falidos, que eu sou muito consci-en-ci-osa.
Tal como para as compras nos "superes" e "hiperes", há que ser organizada e previdente, e jamais-em- -tempo-algum pôr lá as patinhas da parte da tarde. E em Agosto. Mas já lá estava... Anyway.
Não vos vou entediar com a lista de compras, mas de facto, para manter uma casa arrumada é precisa muita tralha. E em sistemas de arrumação o Ikea é imbatível. Depois há as coisas fofinhas que gostava de trazer. Molduras, velas, vasos, espelhos, saladeiras, um sem número de itens. Por outro lado, ajuda-me a resistir à tentação, estar em casa, olhar em redor e ver Ikea, Ikea, Ikea, Ikea. O pior é que começo a ser preconceituosa em relação a outras lojas. Excepto a Zara Home e a Área, nestas era capaz de passar lá um dia inteiro.
Mesmo assim, ainda falta muito para a minha casa estar nos trinques. Às vezes parece que falta tudo.
Agora vou só ali pendurar roupas nas minhas cruzetas novas. Com licença, sim?

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Yay!


Independentemente das teorias pró e contra o co-sleeping, cá em casa pratica-se o "nem sempre nem nunca". Nas férias não tivemos outra hipótese. A Bárbara teve que dormir no nosso meio. Não é uma situação que me agrade, não promove a privacidade dos pais, nem a faz sentir que tem um espaço próprio, mas por outro lado, tenho que admitir que sabe muito bem acordar e ter logo aqueles bracinhos à volta do meu pescoço. O problema foi quando chegamos a casa. Com ela doente, foi impossível deitá-la no quarto dela. E à custa disso, estivemos pelo menos 3 noites quase em claro. Depois estes hábitos instalam-se e não é fácil voltar à normalidade. Mas também já me dei conta que fico muito ansiosa em relação ao sono dela. E nisto acredito mesmo, se eu estou ansiosa, ela fica ansiosa. Maleitas à parte, a minha-rica-filha-coisa-mais-boa-da-mãe dorme que nem um anjo na sua cama e dorme tanto como se estivesse a recuperar das noites em que não conseguiu descansar. Ontem à noite deitamo-la às 22h, com ela já a morrer de sono, e dormiu até às 11h da manhã, com intervalo às 7h para o biberão e muda de fralda. E se ela dorme bem, nós dormimos bem e andamos todos bem dispostos, com genica para o que é preciso. E se estou precisada. Por exemplo, de voltar ao ginásio. Tenho saudades. Vontade. E agora que já vejo a balança ceder, o ânimo aumenta. 
Aproveitando que a B. está com os avós, esperam-me para esta tarde umas compras, recados, coisas de trabalho e um workout para rematar em grande este dia, em que me sinto tão renovada.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Are we there yet?


Faltam dois dias para ir de férias e falta-me preparar TUDO! Ah pois é bebé, é o resultado de decidir as coisas em cima do joelho. Mentalmente já nem me consigo organizar, tenho que escrever tudo e mesmo assim há coisas que ficam esquecidas. Hoje fui ao shopping trocar umas roupas que compramos ontem, cheguei à loja e não tinha o porta-moedas comigo, porque tenho a mania de o levar na mão para tomar café e depois pouso-o em qualquer lado. Sinto-me mesmo uma idiota chapada quando estas coisas acontecem. Não tive outro remédio senão voltar a casa. Passei mais quatro ou cinco peças a ferro e agora tenho depilação. Depois vou ter que voltar às trocas. Já sei que logo vou chegar a casa feita num oito, de tanto correr para aqui e para ali. E ainda queria ir ao ginásio, ainda queria ir trocar o colchão da minha cama, ainda, ainda, ainda, ainda. Get real, S. 
Valha-me a lembrança do destino de férias. O mar calmo e azul do Algarve e eu de braços e pernas estendidos à tona, com o sol a bater-me nos olhos, com as orelhas debaixo de água a ouvir... nada.
Nada de nada.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Tudo passa

O dia acabou agora, em exaustão. Parece que nada correu bem, mas agora que fui deitar a pequena na sua cama (adormeceu na minha depois de um pranto inconsolável) e a vi tão serena no respirar, percebo que o vento que nos tem estragado a praia, os quatro dentes a nascerem-lhe em simultâneo, o trabalho em contra-relógio, o jantar que estraguei, tudo isso não importa, não importa nada.
Pronto, pronto, pronto... passou.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Se calhar é da chuva

Ainda aqui estou, dormente. Não sei se é da chuva, não sei se é do frio. Se é do modo férias (férias, right). Não tenho tido mood para escrever. As minhas energias têm sido todas dirigidas para outras coisas.
Começámos com o E.A.S.Y., so far so good, com a constatação de que a mãe da criança (c'est moi) também precisa de uma rotina estruturada. E por isso tenho tratado de coisas importantes para o presente e para o futuro, tenho parado para pensar, para cuidar de mim, para me defender melhor de estragos causados por eventuais picos de trabalho, para organizar a minha tão confusa vida. Às vezes (muitas vezes) sinto-me como se estivesse só a tentar manter-me à tona da água, e que se parar de bater os pés vou afogar-me. Isto é sobreviver. E eu não quero sobreviver à vida. Quero vivê-la.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Agora sim, férias

Bem que me enganei.
Depois do fim-de-semana tramado, em que falava de férias, vieram mais três dias igualmente tramados que só terminaram hoje, passava da meia noite. Tudo bem, às vezes [muitas vezes] é preciso dar o litro, o quilolitro, se for preciso. Há picos de trabalho, eu aceito. Mas até nessas alturas há coisas que não podem ficar para trás que o mundo não acaba, embora às vezes pareça que sim. Há família, há o descanso, há os afectos. Quando adio baixar o estrado da cama da Bárbara para ela não cair, quando adio arrumar as roupas dela na gaveta, quando adio fazer uns ajustes na babycoque para ela ir mais segura de carro, quando a coloco nas mãos do meu marido e da minha mãe o mais que posso para conseguir mais umas horas de trabalho [e morro de saudades dela], quando estou mais de uma semana sem me sentar ao lado do Daniel a descansar, a conversar, quando sinto o meu coração acelerado 24 horas por dia, alguma coisa está muito mal. 

Ontem, a palavra que mais ouvi e li foi "Liberdade". Quando trabalhamos por conta própria, é isso que temos mais. Liberdade para gerir o nosso dia, o nosso espaço de trabalho, os nossos projectos. O problema são os limites e eu sempre tive problemas com limites. Cada vez mais chego à conclusão que são muito importantes. Uma coisa é ter esta noção,  outra coisa é realmente respeitá-los. É que se não os definirmos, ninguém o irá fazer por nós.

É que todos os dias a vida passa e muita coisa fica para trás. E eu não quero que seja o que nela há de mais importante.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Ainda são cinco da tarde, mas

 

Era mesmo isto para o jantar. Salada de camarão com chicória, depois de uma rica sopa.
Mas tenho ali tofu para fazer uma lasanha, o que também é bem apetecível. 
Comer comida saudável não tem que ser uma seca. Digo eu.