quinta-feira, 16 de junho de 2011

Bebé Babá


Estou tão apaixonada.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O dia em que senti a maior felicidade do mundo


Foi há 15 dias que aconteceu. Nasceu a minha criança. 
Se eu for a contar toda essa noite, é mais uma história, mas é especial porque é a minha história. A nossa. 
Achei que a pimpolha não estava com vontade de nascer e então decidimos aproveitar para passar o fim-de-semana fora. Ninguém nos disse, mas todos pensaram o mesmo: What? Vão para fora...? Aposto que a miúda vai nascer. E foi.
E é certo que, antes de me deitar nessa noite, senti-me diferente. Mais inchada, mais dorida, mais pronta.
Eram 2h 20m da manhã quando, a dormir, me virei na cama e senti-me molhada. Lá abalamos nós, noite dentro, estrada fora, tranquilos, até à maternidade. Quando lá chegámos, a prova era irrefutável, a bolsa rebentou de vez, ali mesmo, na recepção. Levaram-nos para cima, e as dores começaram. Fortes, mas curtas e espaçadas, depois fortes, curtas e próximas, e depois fortes, longas e muito próximas, e quando já eram muito tudo, pedi epidural, antes que perdesse a razão e os sentidos. E então veio a paz e veio a enfermeira Sylvie e a restante equipa, para me alegrar a hora. O marido, de pedra e cal, foi uma presença preciosa. Ainda assim, estava preocupada com ele, o que muito divertiu a malta.
Chegou então a hora em que tive que dar tudo. E dei. Tudo o que podia. Todas as minhas forças, todo o meu corpo. Mesmo até o meu riso. Depois, quando a vi, chorei que nem uma desalmada. Foi mesmo incontrolável, porque a emoção era demais. É que nem sei explicar o que senti. Todo o amor do mundo.
E foi assim, numa manhã de Domingo, azulinha e inchada sobre o meu peito, que ela chorou pela primeira vez. A coisa mais linda que eu já tinha visto. E depois? Depois abriu os seus olhinhos rasgados (os do pai), para a vida. Para a vida, e para nós.

domingo, 22 de maio de 2011

1 week to go

Há poucos dias sentia que a hora do parto estava próxima, mas tão próxima que pensei que hoje, já seríamos 3.
Mas, e como de costume, enganei-me. As coisas não são assim tão matemáticas. 
E entre (ainda) o receio inerente ao nascimento da bebé e a vontade de a conhecer, fico-me neste estado de quase rebentamento. Estar grávida foi a coisa mais maravilhosa que já experimentei, desde a emoção da notícia, ouvir o batimento cardíaco, sentir o primeiro pontapé, imaginar nome, rosto, pele e sentir que há vida aqui dentro. E depois pensar naquelas coisas mais ou menos absurdas mas muito engraçadas como: dentro do meu corpo tenho dois corações, dois estômagos, quatro rins, dois fígados, um nariz, vinte dedos, dois joelhos, e uma cabeça. Eu tenho um ser humano aqui dentro, que começou por ser uma célula. Fantástico.
Mas agora, e apesar de ter tanto prazer num pontapé ou movimento mais apertado e por isso, mais doloroso, tenho muitas dores e muita dificuldade em mexer-me sem parecer que estou a ser espetada por quinze mil alfinetes. O meu corpo está em modo mãe, vaquinha leiteira, e reclama pela sua cria. 
Não sei o que a natureza me reserva, porque esta fase parece o pára arranca na VCI a uma sexta-feira. Nem sei que planos ainda posso fazer, a minha vida é um enorme "Se". Mas é bom, porque sinto que, sei que estou pronta.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Penélope ao poder


De vez em quando, a seguir ao jantar, eu e o marido vamos aqui ao lado tomar um descafeinado. A Penélope segue-nos sempre. Ou em zizezague pela rua, ou através dos jardins (haja cães ou não). Entramos, e ela entra também. Cumprimenta toda a gente, que é como quem diz é um roço pegado nas pernas dos frequentadores do clube, homens broncos e rijos, que a adoram, que lhe fazem festas e que acham piada a esta felina destemida. Não contente com isto, frequentemente zarpa até ao salão de bilhar, sobe à mesa e fica a contemplar o pano verde, até alguém a ir buscar. Também não raramente, entra no bar só para ver o que há.
Quando saímos, ela sai também, ou não. 
Mas o que é mesmo catita nesta história toda, é que ficámos a saber que ela faz isto todos os dias, quer lá vamos, quer não. Vai sozinha, pronto. E o ritual, pelos vistos, é o mesmo.
Esta gata tem carisma, pá. Não é que um vizinho a trouxe cá ao colo porque a julgava perdida? 
E hoje atravessou-se à frente de um táxi. Ainda lhe passou por baixo, mas escapou ilesa e o motorista ainda parou e saiu do carro para saber se a tinha ferido. 
Eu fico parva. E contente por ela coleccionar assim tantas amizades. Estou a pensar seriamente em torná-la candidata a Primeiro Ministro. Ao Passos Coelho mete-o num bolso, e ao Sócrates... come-o de cebolada, como se fosse uma lagartixa. Tau!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

FCP


Se não for pedir muito traz a taça embora, sim? Sim?
Combinados, então.

Obrigada!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Também quero


A Penélope e a Micas, felinas cá do burgo, andam sempre à procura de sítios fofinhos e aconchegadores para estar. Coisa de gato. Onde há uma caixa com tampa, há um potencial esconderijo, sobretudo para a pretita. A Micas gosta mais de armários.
Agora é vê-las doidas com as coisas da bebé. Ele é a cama de grades, ele é a alcofa, ele é a banheira. E eu sempre a proteger tudo com plásticos, a afastá-las dos sítios que têm que ser "pêlos-free".
Não sei como é que os gatos se comportam com as crianças, mas espero que recebam bem a pequenina. Gosto de pensar nas gatas como duas guardiãs. Mas às tantas elas querem é alargar os seus território. Ainda me agarram na bebé pelo cachaço e vão deitá-la nas suas caminhas de vime. Não me admirava nada.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sem título

Pronto, agora que passou a euforia, passo a explicar: está quase. Não vou entrar em pormenores, senão o número de leitores e comentadores cresce e eu gosto de resmungar que não tenho muitos comentários e que ninguém lê isto, e mimimimimi. Se me puser a falar de sangue e dor, as visitas disparam e não queremos isso. Pronto.
Então hoje, na segunda consulta de termo da maternidade, viram-se progressos. Pelos ditos progressos, pode ser uma questão de dias, horas, uma semana. Podemos ir a apostas. Também há quem diga que é a lua que o vai determinar.
Papi ainda tem trabalho para adiantar e gostava que a menina esperasse uns dias, eu estou à espera de ver o que acontece. Mocinha tem tudo pronto, tudo à espera, e muitos bracinhos para a receber. Mami quer muito conhecer a mocinha. Promete que vai tentar que os nervos não se apoderem do momento. Não vai insultar o pai com o: "Tu é que tens a culpa disto!!!", como nos filmes.
Acho é que vou chorar. Quando ouvir o chorinho dela, ou quando a vir. Não sei porquê. Ou chorar, ou rir muito. Imagino que seja um momento avassalador. Espero bem que sim.