Hoje, por uma questão de agenda e porque o meu trabalho mo permite, fui trabalhar para o bar dos artistas, na Casa da Música. A envolvente é linda, a internet bastante decente e o ambiente uma delícia. Num instante temos silêncio e no outro um bando de músicos entra por ali. Alguns vocalizam, outros andam com os instrumentos às costas, juntam-se todos numa mesa e ficam a relaxar entre ensaios. Uns têm mesmo pinta de estrangeiros e é tão bom de repente ouvir falar inglês, francês, alemão, ou mesmo até umas tentativas de português. Gosto que a Casa da Música seja esse espaço onde vou assistir a bons concertos, mas que permite a qualquer pessoa estar mais próximo dos artistas, perceber a dinâmica dos ensaios, perceber a enorme preparação que é feita para uma actuação. Abrir o bar dos artistas ao público foi uma grande ideia. Perceber que o espaço é procurado, é aproveitado e é apreciado também deve ser gratificante para eles. Eu pelo menos, gosto de pensar que sim.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
1/52
Quero muito levar este projecto a cabo, comprometer-me com isto. É um exercício interessante, este registo semanal em fotografia. Vou tentar melhorar a qualidade das fotos. Elas merecem.
Bárbara, 3 anos e 7 meses - Finalmente deixa lavar o cabelo com o chuveiro. O banho voltou a ser um momento de brincadeira e descontracção.
Teresa, 11 meses - Aprendeu a apontar.
"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"
Inspirado na jodi.
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The 52 project
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
[olá] 2015
Mentiria se dissesse que 2014 foi um ano muito bom. Teve muito de [muito] bom, com o nascimento da Teresinha. Mas foi um ano difícil, de ajustes, de tentativas e falhanços. Foi um ano em que fui posta à prova. Às vezes acho que superei, muitas vezes acho que não. Talvez esta sensação agridoce se deva ao facto de ter chegado ao último dia do ano esgotada, física e psicologicamente, no limite.
Não esperava por dias tão difíceis como os que temos tido, com a Bárbara numa brutal ansiedade de separação e com tudo o que daí vem, despedidas, hora de dormir, alimentação, questões de comportamento. Tem sido muito complicado, e nem sempre estamos na melhor forma para lidar com ela, sobretudo por falta de descanso. Tenho muita dificuldade em verbalizar o que tem sido, de tão avassalador que tem sido. Mas é evidente que a nossa tranquilidade passa para ela, assim como o nosso desassossego. É algo em que temos trabalhado, um dia de cada vez.
Estou consciente de que tudo leva o seu tempo e que isto há-de passar. E hão-de aparecer outras coisas, mais ou menos complicadas de resolver. Mas eu não quero tornar a educação das minhas filhas, a nossa vida, no fundo, um drama. E sei que isso depende muito de nós, pais, adultos.
Por isso, para 2015 fiz uma única resolução: cuidar de mim. Acho que passa muito por aí. Parece coisa pouca, mas pode ser hercúleo. O desafio é fazer com que não seja. É integrar esse cuidado nos meus dias, é inseri-lo nas minhas acções, nas minhas respostas. Cuidar de mim. E não falo de pele. Apenas. Falo de pele, corpo, olhar, mente e coração. Sobretudo do coração.
Sei que, se for capaz de cuidar de mim, serei capaz de tudo.
Por isso, para 2015 fiz uma única resolução: cuidar de mim. Acho que passa muito por aí. Parece coisa pouca, mas pode ser hercúleo. O desafio é fazer com que não seja. É integrar esse cuidado nos meus dias, é inseri-lo nas minhas acções, nas minhas respostas. Cuidar de mim. E não falo de pele. Apenas. Falo de pele, corpo, olhar, mente e coração. Sobretudo do coração.
Sei que, se for capaz de cuidar de mim, serei capaz de tudo.
Um Bom Ano a todos.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
[depois do banho]
- Vamos secar-te com esta toalha quentinha.
- Está bem mamã.
- Que bom, que maravilha!
- Assim é que é vida…
- Ahahaahah!
- Mamã, vamos dizer outra vez para depois nos rirmos?
- Sim, diz lá.
- Isto é que é vida!
- Ahahahahah!
- Diz tu agora mamã.
- Ah, isto é que é vida!
- Ahahahaha! Oh, Sara…!
- Está bem mamã.
- Que bom, que maravilha!
- Assim é que é vida…
- Ahahaahah!
- Mamã, vamos dizer outra vez para depois nos rirmos?
- Sim, diz lá.
- Isto é que é vida!
- Ahahahahah!
- Diz tu agora mamã.
- Ah, isto é que é vida!
- Ahahahaha! Oh, Sara…!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
[o melhor do meu dia] esta reflexão
Passamos o tempo a mostrar-lhes que há limites. A pôr-lhes um travão. Para que no futuro lidem bem com um não, com a frustração, com as agruras da vida. Para que voltem a erguer-se depois de uma queda. Para que sejam pessoas com valores, com respeito por si próprias e pelos outros. Para que sejam felizes.
De repente há demasiado tempo que não dormimos mais do que quatro horas por noite, que estamos maltratados de tanto trabalho e correrias, de tantas tentativas de resolver birras a bem apesar de demorar mais tempo, de tratar delas quando estão doentes e dormem mal, comem mal, toleram mal, de passar mais tempo a apagar fogos do que realmente a produzir. De repente descontrolamo-nos, porque já não dá mais, já não conseguimos mais, já não há poder de encaixe. Depois, forçosamente vamos dar uma volta e pensar, um time out, como aqueles que lhe damos para ela se organizar e acalmar. Percebemos que fizemos também uma birra. Nós, que passamos o tempo a mostrar-lhes que há limites, também deles precisamos. Se calhar temos que escolher melhor as nossas lutas e não comprar todas as guerras. É que é pena que muitas vezes o limite seja o fundo, o drama, o filme de terror, em vez de sermos capazes de o definirmos para nós de forma sã e nos sabermos proteger a tempo, para nosso bem e para bem de todos.
sábado, 6 de dezembro de 2014
[teresa] dez meses
Dez meses, Teresa. Há um ano, estavas na minha barriga e foi só por esta altura que comecei a ter uma gravidez mais tranquila. Uma notícia muito boa deu-nos o feliz Natal que pensávamos que não íamos ter. E assim, com essa notícia, pudemos receber-te melhor, mais disponíveis, mais optimistas e mais descansados.
Pensei tanto como seria ter-te a ti e à tua irmã, tive muito medo de não ser capaz. Mas fui e sou. Os olhares que vocês as duas trocam, a rapidez com que gatinhas até ao pé da Bárbara e ficas ali a procurar a mão dela, a vibrar com ela, é mais que maravilhoso e é a confirmação de que sim, eu consigo.
És uma menina feliz, valente. A tua avó chama-te guerreira, porque tu gostas de explorar e conquistar. Na semana passada conseguiste subir sozinha um degrau, a gatinhar. Depois sentaste-te lá, como que a marcar território.
Ainda não tenho nenhuma fotografia tua numa moldura, e muito poucas tiradas com a máquina. Mas acredita quando te digo, o lugar que ocupas nas nossas vidas é por demais essencial. Fazes esta família muito rica, e esta mãe muito feliz.
Amo-te muito minha Teresa. Amo-te muito para sempre.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Terrible three
Esta minha filha. Se todos os dias nos diz coisas que nos põem em espanto, se todos os dias nos presenteia com sorrisos lindos de morrer, também todos os dias nos põe a pão de pedir. É preciso mesmo muita paciência, muito jogo de cintura para lidar com todos os dramas de uma menina de 3 anos. Muito mais do que eu pensava. Esta minha filha. É brava. Terna, corajosa, meiga, teimosa, sensível. Mas tão brava. Quem inventou os terrible two, despachou as crianças para algum lado antes de chegar aos three. Acreditem.
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