quarta-feira, 22 de julho de 2015

[coisas dos dias normais]

Julho tem sido uma loucura de agendas, não só a minha, a do pai também. O normal nesta altura do ano, para poder descansar 3 ou 4 semanas, antecede-se uma maratona de trabalho para fechar alguns projectos e deixar outros num stand-by confortável.

Antes das nossas férias a quatro e daqui a oito dias, vou em peregrinação a Santiago de Compostela com um grupo de amigas. Para algumas delas será a quarta vez, mas para mim será a primeira. De repente apercebo-me que falta apenas uma semana e tudo para preparar. Tenho as botas de caminhada e uma lista de coisas para pôr na mala e na mochila. Não tenho tido muito tempo para preparar convenientemente esta viagem e isso deixa-me ansiosa.




Até ao final da semana é trabalhar, trabalhar, trabalhar, sem grandes pausas e divagações. A lista de to do's vai diminuindo com o número de dias que faltam para as férias, é uma questão de foco. Vai correr bem. E vai compensar. 

27/52

"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

inspirado na jodi.

Teresa, 17 meses - Nas últimas semanas deu um pulo no desenvolvimento. Começou a cantar, repete muitos sons, aventura-se a subir a cadeiras, mesas, móveis em geral.
Bárbara, 4 anos - O medo dela agora é de barulho: tambores, orquestras, bandas, foguetes e fogo-de-artifício. Tal como com todos os outros, há que valorizar na medida certa, desmistificar, e ajudar a ultrapassar, sem dramas.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

[uma espécie de pausa]

Há uns dias fomos ao Gerês, os quatro, inseridos num grupo. Tivemos sorte com o tempo, um dia maravilhoso de sol e um calor bom. Mesmo tendo levado carrinhos para as duas, corri tanto atrás da Teresinha que acordei no dia seguinte como se tivesse feito um treino intenso no ginásio. 















No Santuário de Nossa Senhora da Abadia. Fica na encosta de uma montanha em Santa Maria de Bouro. Há um ribeiro, ouve-se a água e só isso parece que refresca, plátanos enormes, e espaços giros para estar.
Levei algumas mudas de roupa para elas. A Bárbara já queria ter saído de casa assim, de t-shirt e calças de ganga. Mas achei que ia estar demasiado calor e convenci-a a usar um macacão. Quando finalmente lhe fiz a vontade (passou a manhã a pedir para mudar) ficou bem mais relaxada e à vontade para brincar.




A Teresinha esgotou as mudas de roupa, chegou a casa negra. E foi assim que a vi grande parte do dia: à minha frente, com passo ligeiro, a explorar tudo o que via. 

 As miúdas ressentiram-se um bocadinho com o facto de não terem dormido uma boa sesta. No fim da viagem isso foi evidente. Chegámos a casa,  pusemos música calma, preparámos-lhes uma boa papa, um bom banho, muitos mimos e cama. 
Fez-nos bem ir, apesar de praticamente não termos parado um minuto. Nós descontraímos, elas divertiram-se, brincaram, viram coisas novas. Organizamo-nos bem e fomos totalmente disponíveis para ter um dia livre de stress. E foi tão bom. Precisávamos mesmo disto, e elas também.

sábado, 11 de julho de 2015

26/52


"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

inspirado na jodi.

Bárbara, 4 anos - A Minnie mais bonita do mundo.
Teresa, 17 meses - A reguila mais fofa do mundo.

domingo, 28 de junho de 2015

[foodlover]

Para mim, cozinhar é partilhar. Não só à mesa, em conversas, e mesmo aqui no blog. Há algum tempo que me apetece falar aqui sobre pratos que gosto de fazer, e sobretudo do que gosto de comer.
Cada vez me faz mais confusão comida processada. E agora com duas crianças, penso muito na qualidade da alimentação. A Bárbara adora ir comigo para a cozinha, ajuda imenso, já identifica muitos alimentos e noto que depois come com mais gosto, apesar de continuar um pisco.
Usar bons ingredientes, fazer receitas simples, mas cheias de sabor, que não sujem muita louça nem demorem muito tempo, parece impossível, mas não é.

Cá em casa adoramos beringela e ultimamente é raro não ter no frigorífico. Costumava usar para rechear ou cortar fatias grossas para servir como base, como se fosse uma bruschetta. Desta vez, baseando-me numa receita que li por aí, cortei-a em fatias finas e longitudinais para fazer uns rolinhos de pesto e mozarela de búfala. Comecei por salpicar com bastante sal e reservei por 30 minutos. Enquanto isso, preparei o pesto genovês: uma mão cheia de manjericão, azeite, sal, 1 dente de alho, amêndoas em vez dos pinhões e parmesão ralado. Tudo isto eu ponho a olho e conforme o meu gosto. Ainda não encontrei o almofariz perfeito, por isso uso a varinha mágica para triturar. O manjericão deixa o aroma mas incrível na minha cozinha e nas minhas mãos. Já em pesto é do outro mundo. Procuro sempre pretextos para fazer pesto, ou numa pizza caseira a complementar ou a substituir o molho de tomate, ou a envolver uma massa. As miúdas adoram. 
Depois de lavar e secar as fatias de beringela, grelhei-as. Barrei cada fatia com o pesto, distribuí a mozarela cortada ou até rasgada com os dedos, enrolei-as e prendi-as com dois palitos a fazer um x. Pus os rolinhos num tabuleiro e levei ao forno por alguns minutos. 
Para acompanhar, uma salada de rúcula selvagem, tomate cereja bem maduro e um tempero de azeite, sal e vinagre balsâmico. Finalizei com parmesão, lasquei-o com a faca e juntei à salada.



Ficou.tão.bom.

[Há bem pouco tempo não imaginava ser possível deixar de ingerir hidratos de carbono ao jantar, aliás, a partir do meio da tarde, e não andar sempre cheia de fome. Mas não ando, muito pelo contrário, sinto-me muito melhor, mais alimentada e nutrida. Somos o que comemos, dizem. E eu acredito plenamente, agora mais do que nunca].

A ouvir Luiz Bonfá.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

[estes dias]

Se comparar o meu estado de espírito actual com o de há alguns meses atrás, parece que me saíram duas toneladas de cima dos ombros. Foram-se as febres, as tosses, os narizes entupidos, graças aos céus. Ao arrumar a caixa dos medicamentos pareceu-me incrível e horrível que as pequenas tivessem tomado tudo aquilo este inverno. E nem nós escapámos, o que tornou tudo mais difícil.

Com tudo isso, e ao ter que pôr tanto trabalho e tantas coisas em dia, a energia nem sempre chega para me sentar a escrever e isso faz-me muita falta, mais do que alguma vez poderia imaginar.
A Bárbara fez 4 anos, a Teresa começou a andar e eu andei simultaneamente em êxtase, por elas, e em angústia, por mim. É bom vê-las crescer, é maravilhoso, mas não consigo deixar de me sentir nostálgica sempre que guardo um par de sapatos que deixou de servir, sempre que lhes percebo mais um sinal de independência. A Bárbara lava os dentes sozinha e já quase não precisa de mim para finalizar, vou ver e estão impecáveis. A Teresa também já bebe o leite sozinha, pelo menos de manhã. Recosto-a no sofá, dou-lhe o biberão e ela despacha-o enquanto eu me visto ou trato de outra coisa qualquer.

Estão crescidas, brincam muito pela casa, riem, cantam, dançam, a Teresa fala na sua própria linguagem, a Bárbara faz perguntas giríssimas, é uma casa cheia. E quando elas não estão... que vazia fica.

Os momentos mais duros continuam a ser os finais de dia de semana. Quando me sinto cheia de saudades e tenho que ir para a cozinha preparar o jantar em vez de brincar com elas, e quando finalmente nos sentamos à mesa e elas estão simplesmente exaustas e já só gritam, protestam e fazem asneiras. Depois de as deitarmos, o que pode demorar meia hora ou duas horas, estamos nós agastados e tensos, às vezes ainda sem jantar.
Para piorar, as noites mal dormidas. Se a Teresa acorda, normalmente demora duas ou três horas até que adormeça novamente e isto pode acontecer várias noites seguidas. Não adianta se lhe pegamos ao colo, se a embalamos, se lhe damos biberão, se tentamos adormecê-la na sua cama, se a levamos para a nossa cama, nada resolve se ela não estiver para aí virada.
Outras vezes, nas suas fases mais inseguras é a Bárbara que acorda e vai chamar-me ao quarto, ou porque quer água, ou porque fez um dói-dói e não consegue esquecer, ou porque tem medo dos monstros. Não raramente a Teresa acaba por acordar com o barulho, fico sem saber se dormiria a noite toda, provavelmente não. Às tantas andamos ali às voltas, já muito resmungões, sem conseguir acalmá-las e a tentar lidar com a nossa própria birra de sono. É desesperante.

Apesar disso, e por muito que este sentimento de frustração se instale por vezes com uma força incrível e faz com que tudo pareça pior do que é, observo-as e sei que estamos a sair-nos bem. As miúdas andam felizes e cuidadas. Quando estou mais descansada, sei que não podemos esperar destes tempos muita tranquilidade e calma, não concebo sequer que não damos senão o nosso melhor, e analisando bem as coisas, até temos sorte com os nossos horários, temos algum tempo de qualidade, podemos ser nós a dar-lhes banho, o jantar e a brincar com elas e a deitá-las depois da história.
Por muito que o descanso nos faça falta e nos tolde a visão, há uma coisa que já disse e volto a afirmar com toda a certeza: não trocaria isto por nada. A minha família é a minha vida. E eu sou parte da vida da minha família. Há lá coisa mais maravilhosa?


terça-feira, 23 de junho de 2015

25/52


"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

inspirado na jodi.

Bárbara, 4 anos - Gosto muito de ir buscá-la ao colégio. Vamos ver as tartarugas e neste dia havia uma cascata de S.João e dei-lhe algumas moedas para lançar. Um dos momentos mais calmos antes das birras de sono, da correria dos banhos, jantares e horas de deitar... tem dias. 

Teresa, 16 meses - Como peixe na água. A juntar à sua energia inesgotável, esta minha filha é uma valente. Atira-se a tudo, sem medos.