quinta-feira, 23 de abril de 2015

[o melhor do meu dia]


Eu e a Teresa fomos buscar a Bárbara ao colégio. Pediu chão, e mal viu a irmã sair da sala gatinhou pelo corredor fora a uma velocidade incrível. A Bá incentivava "Teresinha, vem! Teresinha! Teresinha!", até que se abraçaram, a Teresa levantou-se apoiada na irmã e soltou um "Oláaa!" e abraçaram-se. Os outros meninos aproximaram-se e vi o orgulho e sentido de protecção com que a Bárbara mostrava a irmã. Foi dos momentos mais enternecedores que vi entre as duas e foi, de longe, a melhor coisa que me podia ter acontecido hoje. 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

16/52



"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

inspirado na jodi.

Teresa, 14 meses - Quem a vê gatinhar fora de casa, à velocidade com que o faz, lamenta-se pelas meias, pelas calças. Talvez eu seja um pouco negligente com as roupas delas, mas eu quero é que elas  brinquem muito, que sejam felizes, e se for preciso estragar roupa para isso, so be it.
Bárbara, 3 anos e 10 meses - Improvisámos uma pulseira de super-heróis e quis levá-la para o colégio, para a mostrar aos amigos.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

haters gonna hate [mas já chega]

Costumo dizer muitas vezes que se não nascesse nesta era seria muito infeliz. Adoro as novas tecnologias, a internet e o wifi, a possibilidade de estar sempre ligada, de poder fazer tudo sem fios. 
Gosto da forma como a informação flui e se troca, de como se criam movimentos. Das infinitas possibilidades, de conhecer sites e blogs novos quase todos os dias. 
Eu, como muita gente, usufruo da informação a que tenho acesso como acho melhor, filtro o que não me interessa, elimino o que não me traz nada de bom, partilho o que me parece interessante. O que não gosto, o que me choca, oculto. É natural.

Por isso tenho muita dificuldade em entender tanta coisa que leio por aí. Sejam comentários parvos e cruéis em blogues, sejam reacções exacerbadas a assuntos mais polémicos ou sensíveis nas várias redes sociais, o que vejo é que há muito pouco espaço para a diferença e para a individualidade. Custa-me particularmente a condenação de mulheres para com outras mulheres. Caramba. O sucesso de uma mulher deveria ser uma inspiração para todas as outras. Mas não é.
Mães acusam outras mães. Aparece uma Carolina Patrocínio a mostrar o osso do peito e é crucificada no Instagram. Aparece uma Jessica Athayde a desfilar de bikini e mandam-na enterrar-se num buraco para nunca mais sair. Chateia-me isto, em que é ficamos? Beleza natural é que é? Ou afinal temos que nos recauchutar da cabeça aos pés? Ser Charlie é ser hipócrita? Beber sumos detox é estúpido, passar 21 dias sem ingerir açúcar refinado é exagerado, enaltecer os dias do pai, da mãe, dos avós, dos gatos siameses é irritante?  Pelos vistos, porque chovem logo as sentenças. Ora, poupem-me. É proibido discordar? Não, mas com respeito, sem ironiazinhas. E não me venham dizer que quem anda à chuva molha-se. Não. Tem que haver cortesia, boa educação, respeito, civismo.

Pergunto-me se as pessoas são realmente assim. Em casa, nos empregos, entre amigos. Se são assim, intolerantes, fundamentalistas, se não têm filtros, se são assim, mal educadas e convencidas. Se são assim de facto, não me quero cruzar com elas, não as quero por perto. Ide apanhar ar, pessoas raivosas. Ide fazer ginástica, bebei um sumo verde. Ide fazer bebés. Ide ao psicólogo, ide ser felizes.
Deixem de chatear.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

[o melhor do meu dia]

Aconteceu. Consegui deitar a Teresa às 20.30 e a Bárbara às 21. Estavam exaustas. Estão sempre, ao fim do dia. Mas por mais que corra, nunca consigo pô-las na cama antes das 21.30, e nem sempre adormecem facilmente ou ao mesmo tempo. Não raras vezes, por estar tão em oposição, tenho que tirar a Teresa da cama e deixar que a Bárbara adormeça primeiro para voltar a tentar. 

O melhor de tudo foi ter conseguido deitá-las sem andar a despachar e a saltar passos. Parece que estar a organizar-me compensa. É muito por elas que faço este esforço, para que durmam o necessário, para que cresçam saudáveis. Se elas descansarem, eu também descanso, o pai também descansa.  Andamos todos mais felizes.

E ganhamos tempo. O pai foi tratar de umas compras, eu fiquei a terminar um trabalho. Pus Astrud Gilberto a tocar e fiz um chá de cidreira para mimar a minha garganta dorida. Preparei as roupas do dia seguinte, sacos e mochilas, fiz planos. Li algumas páginas do meu livro antes de dormir. E adormeci feliz.

Se há aprendizagem que tenho feito, é esta: cuidar de mim vale muito a pena. Gostar de mim também. Sabem porquê? Porque quanto mais gosto de mim, mais gosto dos outros. Eles merecem e eu também.

terça-feira, 14 de abril de 2015

15/52


"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

inspirado na jodi.

Bárbara, 3 anos e 10 meses - Mesmo de beicinho é uma princesa. De t-shirt, mas uma princesa.
Teresa, 14 meses - Começa a ser repetitiva a foto matinal. Mas é a melhor altura, brinca muito, "fala", rebola e ri.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

14/52



"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

inspirado na jodi.

Teresa, 14 meses - Eu tento, eu esforço-me, mas não consigo uma foto focada dela.
Bárbara, 3 anos e 10 meses - Ultimamente só quer vestir t-shirts. 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

[primavera]

Tudo na minha vida está em revolução. Ou deveria dizer, em resolução. Aproveito os tempos de paragem forçada pelas bichezas que teimam em não nos abandonar, e penso, faço, resolvo e revoluciono. Os armários da minha casa, as pastas do meu computador, o blog, a nossa vida familiar, as nossas rotinas e o nosso tempo, a minha alimentação, a minha cabeça. Nunca esquecer, keep it simple. Tudo o que não serve, tudo o que atrapalha, tudo o que não se usa, vai fora. Para dar lugar ao novo, ao bonito e ao que faz bem. Para haver espaço para preencher. E é engraçado como este princípio se aplica a tudo na vida, ao que nos rodeia, a quem nos rodeia, e sobretudo, dentro de nós. 
E se dentro de nós estiver resolvido, então estará sempre tudo bem.