terça-feira, 20 de janeiro de 2015

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"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

Inspirado na jodi.


Bárbara, 3 anos e 7 meses - Super sorriso.
Teresa, 11 meses - Não é uma febrezita que a pára.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

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"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"

Inspirado na jodi.

Teresa, 11 meses - A adorar o passeio.
Bárbara, 3 anos e 7 meses - A detestar o passeio.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

bar dos artistas

Hoje, por uma questão de agenda e porque o meu trabalho mo permite, fui trabalhar para o bar dos artistas, na Casa da Música. A envolvente é linda, a internet bastante decente e o ambiente uma delícia. Num instante temos silêncio e no outro um bando de músicos entra por ali. Alguns vocalizam, outros andam com os instrumentos às costas, juntam-se todos numa mesa e ficam a relaxar entre ensaios. Uns têm mesmo pinta de estrangeiros e é tão bom de repente ouvir falar inglês, francês, alemão, ou mesmo até umas tentativas de português. Gosto que a Casa da Música seja esse espaço onde vou assistir a bons concertos, mas que permite a qualquer pessoa estar mais próximo dos artistas, perceber a dinâmica dos ensaios, perceber a enorme preparação que é feita para uma actuação. Abrir o bar dos artistas ao público foi uma grande ideia. Perceber que o espaço é procurado, é aproveitado e é apreciado também deve ser gratificante para eles. Eu pelo menos, gosto de pensar que sim.




quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

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Quero muito levar este projecto a cabo, comprometer-me com isto. É um exercício interessante, este registo semanal em fotografia. Vou tentar melhorar a qualidade das fotos. Elas merecem.

Bárbara, 3 anos e 7 meses - Finalmente deixa lavar o cabelo com o chuveiro. O banho voltou a ser um momento de brincadeira e descontracção.
Teresa, 11 meses - Aprendeu a apontar.

"A portrait of my children, once a week, every week, in 2015"
Inspirado na jodi.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

[olá] 2015

Mentiria se dissesse que 2014 foi um ano muito bom. Teve muito de [muito] bom, com o nascimento da Teresinha. Mas foi um ano difícil, de ajustes, de tentativas e falhanços. Foi um ano em que fui posta à prova. Às vezes acho que superei, muitas vezes acho que não. Talvez esta sensação agridoce se deva ao facto de ter chegado ao último dia do ano esgotada, física e psicologicamente, no limite. 

Não esperava por dias tão difíceis como os que temos tido, com a Bárbara numa brutal ansiedade de separação e com tudo o que daí vem, despedidas, hora de dormir, alimentação, questões de comportamento. Tem sido muito complicado, e nem sempre estamos na melhor forma para lidar com ela, sobretudo por falta de descanso. Tenho muita dificuldade em verbalizar o que tem sido, de tão avassalador que tem sido. Mas é evidente que a nossa tranquilidade passa para ela, assim como o nosso desassossego. É algo em que temos trabalhado, um dia de cada vez. 

Estou consciente de que tudo leva o seu tempo e que isto há-de passar. E hão-de aparecer outras coisas, mais ou menos complicadas de resolver. Mas eu não quero tornar a educação das minhas filhas, a nossa vida, no fundo, um drama. E sei que isso depende muito de nós, pais, adultos.
Por isso, para 2015 fiz uma única resolução: cuidar de mim. Acho que passa muito por aí. Parece coisa pouca, mas pode ser hercúleo. O desafio é fazer com que não seja. É integrar esse cuidado nos meus dias, é inseri-lo nas minhas acções, nas minhas respostas. Cuidar de mim. E não falo de pele. Apenas. Falo de pele, corpo, olhar, mente e coração. Sobretudo do coração.

Sei que, se for capaz de cuidar de mim, serei capaz de tudo.

Um Bom Ano a todos. 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

[depois do banho]

- Vamos secar-te com esta toalha quentinha.
- Está bem mamã. 
- Que bom, que maravilha!
- Assim é que é vida…
- Ahahaahah!
- Mamã, vamos dizer outra vez para depois nos rirmos?
- Sim, diz lá.
- Isto é que é vida!
- Ahahahahah!
- Diz tu agora mamã.
- Ah, isto é que é vida!
- Ahahahaha! Oh, Sara…!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

[o melhor do meu dia] esta reflexão

Passamos o tempo a mostrar-lhes que há limites. A pôr-lhes um travão. Para que no futuro lidem bem com um não, com a frustração, com as agruras da vida. Para que voltem a erguer-se depois de uma queda. Para que sejam pessoas com valores, com respeito por si próprias e pelos outros. Para que sejam felizes.
De repente há demasiado tempo que não dormimos mais do que quatro horas por noite, que estamos maltratados de tanto trabalho e correrias, de tantas tentativas de resolver birras a bem apesar de demorar mais tempo, de tratar delas quando estão doentes e dormem mal, comem mal, toleram mal, de passar mais tempo a apagar fogos do que realmente a produzir. De repente descontrolamo-nos, porque já não dá mais, já não conseguimos mais, já não há poder de encaixe. Depois, forçosamente vamos dar uma volta e pensar, um time out, como aqueles que lhe damos para ela se organizar e acalmar. Percebemos que fizemos também uma birra. Nós, que passamos o tempo a mostrar-lhes que há limites, também deles precisamos. Se calhar temos que escolher melhor as nossas lutas e não comprar todas as guerras. É que é pena que muitas vezes o limite seja o fundo, o drama, o filme de terror, em vez de sermos capazes de o definirmos para nós de forma sã e nos sabermos proteger a tempo, para nosso bem e para bem de todos.