quarta-feira, 21 de maio de 2014

Slumber party sem a party

Acho que em todas as casas, sobretudo aquelas onde há filhos pequenos existem destes dramas, as noites sem dormir. Esta noite foi uma verdadeira slumber party. A Teresa quis mamar de três em três horas, coisa que não acontecia desde que ela tinha um mês. Eu tive a brilhante ideia de ir ao ginásio à noite, muito em cima da hora de deitar e isso costuma afectar o meu descanso. E afectou. A Bárbara acordou com fome, com vontade de conversar e foram duas horas até que voltasse a adormecer, e isto tem-se repetido nas últimas semanas. E é-de-loucos.
Muitas vezes me perguntam como é que ela reage à irmã e eu digo que reage bem. É para mim a resposta mais fácil, a mais sucinta, a mais desejável. Na verdade a Bárbara gosta da irmã, é meiga e cuidadosa. Mas também é sensível e percebe, e muito mais agora que tem ficado em casa, o tempo que dedico a cuidar da irmã, mesmo que a envolva muitas vezes nesses cuidados. Julgo que dentro dela há muitas preocupações, se ainda é pequenina, se é crescida, se mantém o seu lugar, se continua a ser especial. Sinto que estas insónias, que se têm repetido mais do que o desejável, não têm a ver com as maleitas que tem sofrido, mas sim com o medo e a insegurança que sente pelo aumento da família. Dormir é, como diz o Dr. Mário Cordeiro, deixar de estar a par das situações, deixar de ter controlo sobre o que se passa. Ela acorda e quer comer e quer falar e isso para mim diz muito. Ela não quer desligar. 
A par desta análise vem sempre a grande dúvida. Estamos a proceder bem? Penso em mil e uma formas de minimizar o impacto que a irmã mais nova causou, mas não será apenas uma questão de deixar correr naturalmente, deixá-la digerir esta nova situação e sentir com o tempo que é e há-de ser sempre especial?
Mandar a culpa às urtigas, acabar com o sentimento de que se tem de eliminar toda e qualquer angústia que os nossos filhos possam sentir e perceber que todos estes processos são naturais e até desejáveis. Aceitar que os primeiros tempos de alguma coisa são sempre instáveis, mas é a forma como os acolhemos que vai determinar o futuro. Dar tempo ao tempo. E confiar na vida. Isso é o mais difícil, mas tenho a certeza que será de longe, o mais gratificante.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Mãe polvo

Nós mães, queremos dias de 30 horas, mais dois pares de braços, e mesmo assim nunca conseguiríamos sentir-nos totalmente satisfeitas, apesar de irmos pelo centro comercial com a criança numa mão, o carrinho de bebé carregado com o saco das fraldas, o saco das compras, a carteira, o casaco na outra, e sabermos sempre do telemóvel, da chupeta e da chave do carro. Apesar de serem horas de fazer o jantar e fazermos a nossa filha feliz porque estamos no chão do quarto a fazer puzzles, a contar 4 vezes o "Coração de Mãe", e 6 vezes a história da Branca de Neve, enquanto entretemos a mais nova na espreguiçadeira, que palra e ri e palra e ri. Apesar dos malabarismos com horas de deitar, de amamentar, de tentar parar, um minuto que seja, só para ir num instantinho à casa-de-banho. 
Nós mães, queremos dias de 30 horas e mais dois pares de braços e nunca estamos satisfeitas, porque nos esquecemos do coração gigante que nos bate no peito. E é isso que tudo move.           

terça-feira, 6 de maio de 2014

3 meses

Eu queria escrever algo de verdadeiramente iluminado sobre os 3 meses de vida da Teresa. 
Mas a única coisa que me importa, a única coisa em que penso neste momento, é em como estou perdidamente apaixonada por ela. Por elas. Por ser mãe.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Ficar em casa

Neste fim-de-semana prolongado prometi a mim mesma que iremos ficar mais por casa, apesar do sol lá fora, apesar do mar que apetece ver. É mesmo importante este recato, não só por tudo o que tenho que pôr em ordem, mas para a Bárbara descansar e recuperar da pneumonia que ainda não a largou. 
Contudo, depois da sesta das miúdas tivemos que ir dar um passeio rápido. Muitas vezes penso que se vivesse numa casa, e não num apartamento, bastar-nos-ia ir ao jardim e desanuviar. Ou não. Mas assim temos mesmo que pegar em tudo e sair. A mim custa-me sempre voltar e ficar de novo limitada num T2. Mas é a vida, como diz o meu homem "é o que há", e a verdade é que sair hoje fez-nos bem e ainda ganhei uma flor amarela. 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Mente sã em corpo são

Nestas últimas quatro semanas eu e a Teresinha temos ido a sessões de Massagem do Bebé, no nosso centro de saúde. No início ia a medo, não sabia se ela ia gostar, se ia deixar, se ia interferir com o sono dela, com a fome dela. Entrei na sala e tinha mais nove mães com as mesmas dúvidas e receios. Não duraram muito, a enfermeira pôs-nos logo à vontade para embalarmos os bebés, amamentarmos se fosse preciso. Talvez pela serenidade que se sentia ali, os bebés estiveram quase sempre calmos e disponíveis para a massagem. Ou talvez fossem os próprios bebés a levar a boa onda. A Teresinha adorou e criamos uma rotina engraçada nas nossas manhãs de quinta-feira: a massagem, comer, mudar fralda e adormecer no colchão. Depois mudava-a para o ovinho enfileirado com os dos outros bebés, e começava a sessão de recuperação pós-parto desta vez para as mães. 
No início do próximo mês recomeço o ginásio e por causa destas aulas já não vou a zeros na resistência. Estou muito ansiosa por isso. É mais uma actividade para fazer fora de casa, já que não pára de chover e não posso fazer caminhadas diárias. E porque além de poder recuperar a minha forma, vou ganhar a (boa) energia de que preciso. Sinto falta daquela hora que é só minha, em que ponho as ideias em ordem ou simplesmente me concentro no esforço físico ou na respiração. Ou em aguentar as dores nas pernas. Mas depois ir tomar banho e sentir-me revigorada e mais forte. Respirar fundo e agarrar o touro (que são os meus dias) pela frente. 

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Brandon and Leah

Tenho os meus guilty pleasures e um deles é ver o "Keeping Up With The Kardashians". Não tenho nada a dizer em minha defesa, a não ser que vim a conhecer este casal (filho e nora do Bruce, sim porque eu sei que há por aí quem veja também!) que fazem música muito cool e sunny. Ora ouçam.

terça-feira, 15 de abril de 2014

o melhor do meu dia

Foram quatro dias infernais. A Bárbara cheia de febre, daquelas filhas da mãe que não cedem, não baixam nem por nada, que fazem com que não se consiga esperar nem mais um minuto para ir ao médico. Tivemos que ir duas vezes antes de lhe diagnosticarem uma pneumonia ainda muito no início. Ao todo foram oito horas gastas no hospital. Não há sítio mais triste para se estar, nem estou a falar da sala de espera feia e pouco confortável, é mesmo das crianças que lá aguardam nos colos da mães a sofrer, muitas delas não sabem ainda dizer onde lhes dói. 
Ontem quando fomos chamadas para saber do resultado do raio-x, levava a Bárbara ao colo e o meu coração muito apertado. Acho que nunca tinha sentido assim tanto medo por ela. Hoje acordou melhor, cheia de si, cheia de mimo, e já com algum apetite.
A Teresinha aguentou-se muito bem sem tanta atenção minha, continua serena e risonha. Cada vez interage mais connosco, e com a irmã é delicioso de ver. Mal posso esperar para as ver brincar. E brigar, mas mesmo assim serem irmãs cúmplices e unidas. 
Não temos ainda muitas fotos das três, ou dos quatro. Esta foi assim em pura descontracção. Depois da tempestade, não podia haver melhor ilustração do que esta, para a nossa bonança.