quarta-feira, 16 de abril de 2014

Brandon and Leah

Tenho os meus guilty pleasures e um deles é ver o "Keeping Up With The Kardashians". Não tenho nada a dizer em minha defesa, a não ser que vim a conhecer este casal (filho e nora do Bruce, sim porque eu sei que há por aí quem veja também!) que fazem música muito cool e sunny. Ora ouçam.

terça-feira, 15 de abril de 2014

o melhor do meu dia

Foram quatro dias infernais. A Bárbara cheia de febre, daquelas filhas da mãe que não cedem, não baixam nem por nada, que fazem com que não se consiga esperar nem mais um minuto para ir ao médico. Tivemos que ir duas vezes antes de lhe diagnosticarem uma pneumonia ainda muito no início. Ao todo foram oito horas gastas no hospital. Não há sítio mais triste para se estar, nem estou a falar da sala de espera feia e pouco confortável, é mesmo das crianças que lá aguardam nos colos da mães a sofrer, muitas delas não sabem ainda dizer onde lhes dói. 
Ontem quando fomos chamadas para saber do resultado do raio-x, levava a Bárbara ao colo e o meu coração muito apertado. Acho que nunca tinha sentido assim tanto medo por ela. Hoje acordou melhor, cheia de si, cheia de mimo, e já com algum apetite.
A Teresinha aguentou-se muito bem sem tanta atenção minha, continua serena e risonha. Cada vez interage mais connosco, e com a irmã é delicioso de ver. Mal posso esperar para as ver brincar. E brigar, mas mesmo assim serem irmãs cúmplices e unidas. 
Não temos ainda muitas fotos das três, ou dos quatro. Esta foi assim em pura descontracção. Depois da tempestade, não podia haver melhor ilustração do que esta, para a nossa bonança.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Qualquer semelhança será pura coincidência



Belle and Boo. A minha B. E o tema da festa do seu aniversário está escolhido. Easy breezy.

E o que acontece quando percebemos que não somos perfeitas?

Deixei a Teresinha um par de horas com a minha mãe para poder dar um jeito às coisas. Mal entrei em casa sentei-me aqui. Preguiça? Não. É que precisava mesmo de parar para pensar. Here goes nothing.

Apesar de o caos estar definitivamente instalado na minha casa, felizmente não o posso dizer da nossa vida porque já temos as nossas rotinas de família de quatro instaladas, mesmo que delas façam parte momentos em que duas crianças choram (aos berros) ao mesmo tempo. E nisto já nos vamos sentindo à vontade. Embora às vezes sinta que não controlo rigorosamente nada, nem um único minuto do meu dia, a realidade é outra. A tábua de engomar instalada no meio da sala continua a ser incomodativa, irritante até. Mas se nessa mesma sala conseguir sentar-me por algum tempo a brincar com a Bárbara, a falar com ela, se na parte do sofá que não está ocupada por roupas/fraldas/toalhitas/mantinhas e chupetas, conseguir deter-me com a Teresinha, ou a falar com o meu homem, julgo que o mais importante está feito. Por outro lado, é-me muito difícil engolir este sapo: não ser capaz de tudo. De ir para a cama com a cozinha a brilhar, de nunca ver um grão de pó. Mas há que ver mais além. Há uma vida para viver, uma família para cuidar. E de mim. O mais difícil é sempre o equilíbrio, digo-o sempre, mas não é que o reconheça verdadeiramente. Passar tempo com a minha família, ou a descansar não faz de mim uma preguiçosa, assim como ter a casa impecável não faz de mim uma boa mãe ou mulher. Não se o facto de não o conseguir me deixar de semblante carregado e mal humorada e indiponível. Tenho que dar a mão à palmatória. Se fosse eu (e não o meu marido) a chegar a casa e dar com uma pessoa no auge da impaciência, incapaz de esboçar um sorriso, sempre aflita e amargurada com as lides domésticas, eu só quereria dar meia volta e sair pela mesma porta por onde entrei. 
E depois, tudo isto é de uma pessoa narrow minded. A casa, a casa, a casa, A CASA, pelo amor da santa, que se lixe a casa. É, eu farto-me de mim própria. O meu homem diz-me às vezes "Sai dessa!" e é mesmo isso que eu quero fazer. Pelo meu bem, pelo dele e pelo das minhas ricas filhas. Eu sei que a minha família e os meus amigos, aqueles que o são verdadeiramente, vêm cá a casa jantar na mesma e não se importam com as migalhas no chão, ou com os brinquedos espalhados. Ainda que eu me importe, por vezes (ok, sempre) demais. Talvez esteja na hora de realmente perceber a coisa: tenho duas filhas pequenas, não tenho empregada (nem irei ter tão cedo) e tenho uma vida para viver. Uma que de preferência não seja passada a dramatizar com panos de cozinha.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Eu queria

Ter mais tempo para escrever aqui e para registar pensamentos curiosos que me vão surgindo (e são tantos, mas depois esqueço-me, duh). 
Ter mais tempo para tirar fotografias às minhas ricas filhas que crescem à velocidade da luz.
Ter mais tempo para brincar com uma, com a outra, com as duas, ultimamente tem sido só cuidar, cuidar, cuidar. E eu sei que não é pouco, mas eu queria sentar-me no chão com elas, ver a Bárbara mimar a Teresinha e dizer "a Teté pequeninaaaaaá!", e brincarmos com legos, lermos histórias e fazer bolas de sabão sem ter o tempo contado para ir fazer o jantar ou para dormir. 
Ter mais tempo para estar só com o meu Lopes, sem estarmos os dois a cabecear de sono, queria que pudéssemos ver um filme até ao fim na televisão.
Ver-me ao espelho e as únicas coisas pretas nos meus olhos seriam um eyeliner, um bom rimmel (eu sei, eu digo rimmel) e não estas olheiras. 
Ver-me ao espelho e sentir-me satisfeita por fazer o melhor que posso e que sei, e não sentir-me frustrada por tudo o que não consegui fazer.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Os meus vizinhos

O meu sogro, que vive na aldeia, pergunta-nos muitas vezes se já conhecemos os nossos vizinhos. A resposta é sempre a mesma, não. Vivemos num prédio e mal nos cruzamos com as outras pessoas. Conhecemos de vista, já sabemos mais ou menos quem vive em que andar, mas não sabemos nomes, idades, nem o que fazem na vida. Estive grávida e em 7 ou 8 meses nunca me cruzei com a vizinha da frente, a não ser na véspera do nascimento da Teresinha. Podem imaginar o choque da senhora. 
Há poucos meses o meu homem bateu com o carro dele no da vizinha do andar de baixo. E ficamos a conhecer o casal do segundo andar. Ontem, ela tocou-me à campainha, vinha aflitíssima, sem conseguir falar, ofegante. Ficou fechada do lado de fora da porta, sem chave, sem telemóvel, e com o filho de 10 meses dentro de casa. A minha mãe estava em casa comigo e com as meninas, por isso pude ajudar logo, dei-lhe o meu telemóvel, fomos à porta tentar acalmar o menino e chamámos os bombeiros. Ela estava nervosíssima, em pânico, e eu sem saber o que fazer para ajudar, sem ser estar ali, fazer chamadas, passar um copo de água. Mas não podia fazer mais nada. Depois chegaram os vizinhos do rés-do-chão, depois o senhor do primeiro andar, que é polícia. E finalmente, os bombeiros. E o INEM. E a polícia! Foi aparatoso, foi assustador. À noite a vizinha, já mais calma, veio agradecer-me e disse-me que estava ali para o que eu precisasse. Apreciei o gesto, mas ainda mais saber que vivem no meu prédio boas pessoas, simpáticas e voluntariosas. Não soube os nomes de todos, mas foi um começo e só foi pena ter sido naquelas circunstâncias. E o meu sogro vai gostar de saber desta história, de como conheci mais de metade dos meus vizinhos, e que estamos bem acompanhados aqui, na tão grande e estranha cidade.  

segunda-feira, 17 de março de 2014

o melhor do meu dia



Estávamos a brincar. A certa altura eu disse à Bárbara, "tu ainda és pequenina", e ela cantou-me assim do nada e com voz doce:

Sou pequenina
Quero crescer
Vou dizer às mãos
Vou dizer aos pés
Para não mexer
Vou dizer às mãos
Vou dizer aos pés
Para não mexer.

[Morri.]