Mudou a lua, mas as minhas filhas não querem nada com estas coisas. Eu encantada, desde que estejam bem. Mas nesta que julgo ser a minha última sexta-feira de grávida, tenho que fazer umas pequenas alterações num projecto e enviar ainda hoje, e lidar com uma forte e inconveniente dor de garganta. Tudo o que eu queria, iei.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
♥
Nas últimas semanas a frase que mais tenho ouvido é "que tenhas uma hora pequenina!", expressão que desconhecia totalmente até entrar no mundo da maternidade.
No último fim-de-semana estive numa festa de anos em que a grande maioria das pessoas só voltarei a ver a) nas próximas semanas b) nos próximos meses, e por isso toda a gente me desejou a tal hora pequena, um parto santo, que corra tudo pelo melhor. Apercebi-me então de que tenho medo, estou ansiosa. De tudo, do parto, do pós- parto, do que poderei sentir física e psicologicamente. Lembro-me que senti isto da primeira vez, mas as aulas de preparação para o parto e as conversas com a enfermeira Júlia ajudaram-me a relaxar. Sinto que fui muito bem preparada. E acho que tudo ajudou, acho que correu bem. Continua a correr. Mas eu tenho sempre medo. As pessoas dizem-me muitas vezes que eu sou tão calma, não me esforço por passar essa imagem, mas a verdade é que a passo e não corresponde ao que realmente sinto, nem ao que realmente sou. E eu tenho medo. Tenho dúvidas, medos, muitos deles muito parvos, que guardo só para mim. E tenho a certeza que esta ansiedade que sinto é mais do que legítima, é mais do que normal. As pessoas lidam mal quando lhes dizemos que temos medo, porque acham (e nós também) que vamos ser engolidos por ele, e consequentemente ficar incapacitados, amputados.
Mas também não é mentira que me surpreendo com a forma como acabo por lidar com as coisas, que consigo encontrar muita força nas adversidades, certezas no meio das dúvidas, paz de espírito no meio do caos. Gosto deste meu lado e quero ter mais noção de que o possuo. E cada vez mais sei que ele não existiria se eu não sentisse medo. Quase que não o podemos dizer. Que disparate. Mas eu sinto-me mais forte de cada vez que tenho a coragem de o aceitar. Tenho medo porque daqui a dias vou estar numa sala de partos. Tenho medo do momento em que me aperceber que está na hora, em que terei que agarrar nas malas e ir para a maternidade. Tenho medo pela minha pequena Teresa, quero que nasça bem, mas tenho medo pela Bárbara que fica, do que poderá sentir, de os meus braços lhe falharem.
Depois penso e se correr bem? E depois penso em dias de sol. E em sermos quatro. Em sorrisos. Em primeiras vezes, all over again. E é assim que a calma vem, e a certeza dos dias tramados, e o optimismo dos dias tranquilos, e isto tudo é correr bem. Isto tudo é o normal dos dias, da vida e da realidade que estou prestes a viver.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Girls report
E depois é deitar a cabeça na almofada e a Bárbara acordar com dói-dói na língua e a passar a noite em claro. E queixar-se do ouvido quando lhe roçamos lá com a mão. Desconfiámos e fomos ao médico, em boa hora. Já com uma otite (sem febre...) bastante instalada acaba a semana no recato do lar, a antibiótico.
A Teresa continua muito bem instaladinha, muito encaixadinha e descida. Para a semana mais uma ecografia para avaliar o LA e o crescimento da pequenina. Mas o CTG não podia ser mais flat, e o médico acha que a coisa só se vai dar às 40 semanas, tal como com a irmã. Fine by me, eu espero.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
o melhor do meu dia foi o meu dia
Nestas últimas semanas tenho estado mais por casa, à conta de ultimar preparativos e da mega constipação que se apoderou de mim. E já me custa conduzir. Bem, não tanto conduzir, é mais entrar e sair do carro, que tormento empurrar-me a mim e à barriga.
Mas hoje, motivada pelo sol e pela urgência em resolver algumas coisas tirei o dia para assuntos pendentes. Saí de manhã pela fresca, com a minha lista para começar a tratar. Ele foi segurança social, ele foi lidar com burocracias, ir a uma reunião há muito adiada, compras para a despensa e para a bebé, foi tudo a despachar. No fim do dia ainda nos encontramos os três para espairecer. Cheguei a casa, ignorei o séquito de formigas que se apoderou dos meus kiwis, tratei do jantar no meio de uma cozinha mais ou menos em pantanas, que como diz a minha mãe, "em tempo de guerra não se limpam armas". Fiz bolonhesa (gosto de juntar vinho branco mas esqueci-me de comprar) e crepes com maçã caramelizada (também podia ter comprado um gelado de nata...) e deitámos a pequena no meio de muita resistência, e já tarde. Pus a máquina da louça a lavar, apanhei roupa que secou hoje (obrigada São Pedro), arrumei algumas coisas e já não tive forças para mais nada. Agora... cama que o meu corpinho maçado já merece descanso. E a minha cabeça também agradece. Por isso e sem hesitar, o melhor do meu dia é mesmo deitar-me com esta sensação de cansaço bom, de quem finalmente deixou de correr sempre no mesmo sítio.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Os nossos dias
Cortei o cabelo. Fiz anos. Tenho quase tudo pronto para o grande dia que se aproxima. Há dias em que quase não me consigo mexer. Há dias em que me sinto invencível. E dias em que ando completamente acagaçada de outro parto, outra recuperação, mais noites mal dormidas, horários, privação de sono, cólicas, tudo.
Nesta gravidez não andei tão zen como da primera vez, era tudo peace and love, lindo, cor-de-rosa. Esta gravidez foi tão atribulada. O choque da descoberta, o meu trabalho incerto, a certeza do desemprego do meu marido, os esforços dele tão grandes e tão infrutíferos, a Bárbara em plenos terrible two a precisar tanto da nossa máxima paciência, de firmeza, segurança, carinho e atenção. (Maus) Hábitos que tivemos que nos esforçar para erradicar, rotinas que tivemos que criar, mais team work, trabalhar na nossa cumplicidade, dormir muitas vezes zangados, acordar com outra cabeça e conversar e resolver. Tantas vezes me senti sozinha, revoltada, para depois perceber que tinha que acalmar este meu exército interior e cuidar, cuidar, cuidar de todos nós, de mim, dele, da nossa família em crescimento.
Tivemos que deitar muita coisa fora, que não interessava. Quer dos nossos armários, quer das nossas cabeças. Arrumar a nossa "casa". E isto ainda é um work in progress. O meu marido arranjou trabalho e anda feliz. E eu também. Estamos plenamente concentrados nas nossas filhas, na nossa família de quatro. E este equilíbrio ajuda tanto quando o caos se vem instalar, seja sob a forma de desarrumação doméstica, seja por algum drama ou maleita. Passo muito tempo a querer uma vida perfeita, mas a perfeição e a felicidade estão neste equilíbrio que retorna, que é tão necessário e tão vital.
Tivemos que deitar muita coisa fora, que não interessava. Quer dos nossos armários, quer das nossas cabeças. Arrumar a nossa "casa". E isto ainda é um work in progress. O meu marido arranjou trabalho e anda feliz. E eu também. Estamos plenamente concentrados nas nossas filhas, na nossa família de quatro. E este equilíbrio ajuda tanto quando o caos se vem instalar, seja sob a forma de desarrumação doméstica, seja por algum drama ou maleita. Passo muito tempo a querer uma vida perfeita, mas a perfeição e a felicidade estão neste equilíbrio que retorna, que é tão necessário e tão vital.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Diz-me o que comes #14
Ando muito contente com esta onda dos batidos saudáveis, os verdes, os de fruta, com sementes e tuditudo. Nas minhas gravidezes não tive desejos, mas há uma coisa que o meu corpo me pede e eu refreio a compra [estupidamente talvez], por achar muito caro, que são os frutos vermelhos. Eu só penso em morangos e amoras, framboesas, mirtilos. Penso neles em batidos, em iogurtes, em sobremesas, e sempre que vejo uma imagem ou uma receita, eu babo. E rendi-me.
E também adoro sementes. Mas sou uma desorganizada (eu já disse vezes demais que sou uma desorganizada, pois já?) e nunca sei onde estão as sementes no armário, e como vão ficando atrás dos arrozes e massas e dos frascos e como não as vejo nem me lembro de as usar. Também não costumo lembrar-me atempadamente de fazer batidos ou smoothies de manhã e bebo sempre a minha meia de leite, como sempre a minha torrada.
Mesmo assim, nesta gravidez o aumento de peso foi pouco e as tensões estão óptimas porque tenho tido bastante cuidado com a alimentação. Também não páro um minuto, mas isso é outra história.
Tenho reunido um conjunto de receitas que vou encontrando pela blogosfera e pelo facebook, de batidos saudáveis, sumos, iogurtes, misturas com aveia, granola, e muitas outras coisas boas que fazem bem, são frescas e muito importante, são boas. Agora é só incluir esses items nas minhas listas de compras e em vez de planear semanalmente apenas os almoços e jantares, alargar a pequenos-almoços e lanches.
Não quero entrar em dietas mais tarde [embora não exclua a dos 31 dias que tem receitas muito boas, com tudo o que eu gosto muito de comer], mas quero voltar ao meu peso normal. Apesar de ainda estar grávida e de muito provavelmente passar uns bons meses a amamentar, há muita coisa que posso ir fazendo.
Não aspiro a um Verão em bikini, mas se puder ir despindo o fato de lontrinha, já é um bom começo.
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Diz-me o que comes
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
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