sábado, 14 de setembro de 2013

Ou talvez ouça mal

Sempre que o Daniel vai à horta, costumo fazer uma lista de aromáticas a usar nos próximos dias. Além de poupar muito dinheiro no supermercado, posso variar os temperos e numas semanas ora vem tomilho e hortelã, ora vem manjericão, malagueta, salvia. Ele chega a casa e põe o lindo ramalhete num copo com água. Porém, tenho reparado que passado um dia ou dois as ervas já não ficam a cheirar muito bem, os troncos começam a apodrecer, enfim. Acho que, à semelhança dos raminhos que se compram, o melhor é guardar no frigorífico, sem água. Então tratei de (com muito muito jeitinho), dizer ao senhor meu marido que não pusesse as aromáticas na água, que coisa e tal, tudo o que já disse acima. 
Ontem pedi hortelã para o meu sumo de tomate e hoje, toda despachada a fazer o mise-en-place fui dar com a ervinha espetada onde? 
...
Já toda mirradinha e pastelenta.
Dai-me paciência, senhora das graças.

Sábado

Não liguei ao sol e ao dia magnífico que está lá fora. Deixamo-nos dormir e tomamos um pequeno-almoço saboroso e demorado. Depois mandei-os sair de casa e fiquei a arrumar a casa a roer-me de inveja. Mas tenho vindo a perceber que é a melhor forma de poder arrumar sem estar a ter que interromper de 5 em 5 minutos (nem isso) para ir pôr episódios da Peppa à pequena, ou a dar indicações ao homem que de vez em quando foge para o iPad e isso drives me crazy! Assim, lá vão eles e eu fico cá a adiantar serviço. Estou muito empenhada em aproveitar estes meses em que ainda tenho muita energia e mobilidade para fazer grandes organizações. Os meus armários agradecem. O meu tempo também. 
Bem diz a minha mãe que as tarefas de casa nunca têm fim. Eu subscrevo e corroboro. Que canseira! 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Poder de argumentação

- Mamã, qué fuado.
- Querida, a mamã não tem gelado.
- A Peppa tem fuado.

Daí a uns minutos...

- Mamã, qué fuado.
- Filha, não temos gelado.
- ... A vó "Uímpia" tem fuado.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Violência doméstica!

Hoje depois do jantar, estava com a minha mais velha a ver "chenhos-nimados", com ela muito sossegadinha já a fazer rolinhos no cabelo. Eis que, fica toda empolgada com um boneco qualquer e vai de me saltar para cima da barriga. Ela adora fazer isto, mas sempre lhe digo que não, que magoa a mãe, o que não adianta nada. Normalmente vou a tempo de evitar e amorteço a queda agarrando-a a meio. Desta vez não consegui. A mocinha aterra-me mesmo do lado direito da pança. Até congelei, a tentar perceber se tinha feito estrago, se me doía alguma coisa, se, se, se. Depois penso que as mães são à prova de tanta coisa, também devem ser resistentes a este tipo de traquinice. Espero eu.

*

Com a nova marina, um parque infantil, uma vista única para o Porto, o Estuário do Douro onde podemos observar as aves e um dos melhores cafés que saboreámos nos últimos tempos, a Afurada está a tornar-se obrigatória no nosso roteiro de turistas na nossa própria cidade.
As fotos são do senhor meu marido.

domingo, 8 de setembro de 2013

Fins-de-semana

Hoje quando chegámos a casa do nosso último evento de fim-de-semana, uma festa de aniversário, estávamos estafadinhos. Os três. Preparámos um jantar rápido, no qual a Bárbara nem tocou. E ao conversar na cozinha demo-nos conta de que há largos meses que não passamos um sábado e domingo sem fazer rigorosamente nada. Isto tem sido por demais! Não que não saiba bem, sabe muitíssimo bem sair, ver, olhar, cheirar. Conhecer, rever. E a verdade é que ter uma criança fechada em casa o dia todo, às vezes é bem complicado. E uma que adora sair, quanto mais não seja para ir fazer bolinhas de sabão para a rua com o pai. Estou tentada a que no próximo fim-de-semana os nossos planos se resumam a uma meia horita na esplanada em frente ao mar. E that's it. E... lembrei-me agora que vai haver a D'Bandada. Raios. Será que vamos conseguir resistir?