domingo, 28 de julho de 2013

Na minha cozinha #7

Durante uns 15 anos fui completamente incapaz de comer pizza. Comia, adorava, numa bela noite em que por acaso festejava o meu aniversário, enjoei e pronto. Foi a última garfada. Só voltei a comer há poucos anos, mas sempre com muitas reservas. Até que se fez luz e percebi que podia cozinhar pizza em casa, como a minha mãe fazia quando éramos pequenos. Mesmo assim, não o fazia muito frequentemente e quando o fazia comprava a massa. Ultimamente percebi que fazer a massa em casa não é assim tão demorado nem tão difícil. E adoptei uma receita do Jamie Oliver do programa das refeições em 30 minutos e que reza assim: uma chávena e meia de farinha com fermento, meia chávena de água tépida, um fio de azeite,  e sal q.b.. Eu atrevo-me a acrescentar orégãos logo na massa, gosto e pronto. Tudo para o robot um minuto e meio e já está. Tira-se, amassa-se... the works. Para o molho de tomate, e já que estamos em modo easy, também vou mais ou menos pelo Jamie. Três tomates chucha médios, escaldo, tiro peles, sementes, e vai ao liquidificador com sal, vinagre balsâmico, um fio de azeite, um dente de alho e folhas de manjericão. Fica um molhinho escuro e saboroso para espalhar. Esta é a base, depois é fazer toppings com o que há e o que apetece. Na pizza de hoje pus cogumelos porcini, mozarella de búfala, paio e manjericão. Este último acho que perdeu o sabor no forno e acho que da próxima vez vou colocar só no final, quando tirar do forno. Também tenho apreciado deixar a massa com aquela forma mais tosca, sem me preocupar muito com uma forma redonda e perfeita.
Não acredito que este prato feito em casa, seja assim tão malévolo para a linha ou para a saúde. A Bárbara adora, come muito bem e eu fico tranquila, porque fui eu que controlei a gordura e tudo o que lá está. 
Em termos de tempo é perfeito, demorei meia hora incluindo a cozedura e num instante temos uma refeição, acompanhada com uma salada de pepino da nossa horta, com azeite, sal e óregãos. 
Há lá coisa melhor nesta vida?






sábado, 27 de julho de 2013

Ontem

Não nos temos deixado assustar com o tempo pouco solarengo, e a verdade é que compensa. O café demorado e o cheiro da praia é dez vezes melhor. As rochas têm estado sempre destapadas, e a Bárbara diverte-se tanto a explorar com o pai. 








quinta-feira, 25 de julho de 2013

Eh lá!

A brincar a brincar, o Vestido Preto acabou de fazer 5 anos! Viva! E tanta coisa que mudou entretanto!
Happy Birthday dear blogueeeeeeee!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Suimesutes"


Não vou passar o Verão gravidíssima nem nada que se pareça, por isso parece-me desnecessário investir em fatos de banho de pré mamã. Adoro a simplicidade dos pretos da Oysho e da Women Secret, agora o desafio é encontrar um que me sirva, no meio do caos daquelas lojas em dias de saldos. Vich' Mária.

terça-feira, 23 de julho de 2013

*

Antes de engravidar, e como cheguei a dizer aqui, estava a tratar de me pôr em forma e de acabar de vez com os quilos a mais. E estava motivada, talvez como já há muito tempo não me sentia. 
Por isso, quando descobri que estava grávida, fiquei preocupada. Se engordasse o mesmo que da gravidez da Bárbara, ia chegar ao fim a rebolar. E depois não sei como é que alguma vez conseguiria voltar ao meu peso. Quando fui à consulta disse à médica que queria muito controlar o peso e que queria que ela me ajudasse num plano alimentar. Só que entretanto quando ela viu as análises, reparou no valor da glicémia um bocadinho alto, e que aparentemente já indica diabetes gestacional. Fiquei pior que estragada, mas a verdade é que a idade e o meu peso também não ajudam. Vim embora com indicações alimentares e recomendação de exercício e ter que picar o dedo todos os dias em jejum. 
A verdade é que com a alimentação, caminhadas e aulas de hidroginástrica, a glicémia desceu por ali abaixo, e já nem fui considerada para ser acompanhada como grávida de risco. Tanto melhor, à custa disto, perdi dois quilos e para meu espanto, comprei umas calças de gravidez número 36.
E por isso estou esperançada, que, estando de esperanças (giggles) não venha a transformar-me numa abóbora. Pelo menos não tão brevemente como receava!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

As voltas que a vida dá ou a mim sai-me tudo ao lado

Ando numa fase da minha vida em que tudo me sai ao lado. Praticamente nada me tem corrido como previsto ou como esperado. Talvez a vida me queira ensinar alguma lição, ou talvez eu seja apenas ingénua, mas neste momento sinto que tenho tido muito pouco controlo sobre o que me acontece.
Esta gravidez é prova disso.
Há cerca de um mês queixei-me da minha vesícula, que andava chata e preguiçosa. Eu já andava assim há meses, com intervalos de semanas, pelo menos desde Setembro passado que volta e meia lá andava eu nauseada e tonta. Mas quando uma mulher em idade fértil diz que está enjoada, pára tudo! Está grávida! E eu encolhia os ombros, irritada com a falta de compreensão.
Mas a ecografia abdominal não acusou nada de mais e a dieta não resultou. Continuei enjoada. De repente, todos os cheiros da casa e das pessoas me entravam narinas adentro, agressivos e intensos. Comecei a desconfiar. Logo vieram aqueles pequenos sintomas, tão próprios. O peito doía, o período não aparecia, as calças não apertavam. Fiz um teste de gravidez, e [claro] deu positivo. 
Achava eu que era tão recente tão recente, que numa ecografia não se veria mais do que uma pequena bolinha. Mais uma vez enganei-me. Já estava de 8 semanas, já se via um pequeno ser, pronto a ser medido da cabeça à cauda, com batimento cardíaco, aquele que parece um cavalgar de garanhão. Se eu disser que ficámos felizes estaria a mentir. Ficámos em choque, como que paralisados. E assustados, muito assustados.
Passadas 4 semanas, é bom imaginar a nossa família maior, passar de novo pela expectativa do que aí virá. E não falo só do sexo. Meio mundo torce pelo casal, o nosso lado prático torce pela menina, mas fora essas banalidades, queremos um bebé saudável e feliz. Imagino que tipo de irmã será a Bárbara, como vai ela receber um bebé novo, como vai ser para nós deixar de ser pais de filha única. Por outro lado, não tinha saudades nenhuma das salas de espera do obstetra, ou dos laboratórios de análises.  Fico muito tensa. Dispensava essa parte e passava já à parte gira de ter um bebé nos braços.
Depois isto de gerir uma família de quatro. Quando penso nisso mesmo, entro num pânico calmo. Se já sou desorganizada com uma, o que fará com dois. Mas o que interessa agora, aquilo que me preocupa, é que esteja tudo bem. E que corra tudo bem.

sexta-feira, 19 de julho de 2013