Haja saúde. Haja muitaaaaa saudinha.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
quinta-feira, 18 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Noites
No outro dia (noite) foi uma insónia brutal. Quase tremi de nervos com a falta de sono, vi as 3, as 4, as 5 a passar e às 6 voltei a adormecer e quando o despertador tocou fiquei pior que estragada.
Esta noite, depois de uma caminhada nocturna cheguei a casa e tinha a pequena aos soluços de choro no colo do pai. Ele tentou endireitá-la na cama e ela acordou. Nunca mais voltou a dormir direito. De modo que às 3 da manhã comecei a ouvir um "Mamãaaaaa" muito repetido, baixinho e desconsolado. Deitei-me ao pé dela. Quis água, depois quis conversa, depois quis mais água. Eu só queria dormir. E lá voltamos as duas a adormecer já de manhã. De manhã tive mesmo muita pena, mas acordei-a para o infantário. Já sei que logo vem desesperada, mas vai deitar-se cedo que é uma maravilha. Ela e eu.
Entretanto lembrei-me do dilema que era há uns meses atrás adormecê-la e conseguir que dormisse uma noite inteira. Deu muito trabalho fazer aquela educação do sono, foi preciso muito tempo, muita paciência, mas conseguimos. Só me quer a mim para adormecê-la, mas isso é outra história. O que eu já não me lembrava, felizmente, era destas noites assim, interrompidas de forma tão impiedosa. E ainda bem. Porque assim sei, que o que aconteceu esta noite foi mesmo só desta vez.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
A praia
No Domingo acordámos todos relativamente cedo e o meu homem propôs irmos à praia. Olhei pela janela e achei que ele estava era com imensa de vontade de gelar na areia. Não havia ponta de sol, estava um nevoeiro cerrado. Para nossa felicidade, abundam os barezinhos de praia, sempre dá para tomar um café aconchegados. E abalámos. Tomámos um café no 4 Mares, ex Autre Part, ex Tic Tac. 4 Mares parece-me mesmo bem. Música suave e mantinhas para pormos nas pernas. Sofás na esplanada, sofás na areia e uma vista de perder o fôlego. E muita gente na praia, e nos passadiços ou a caminhar, ou a correr ou a andar de bicicleta. Cheirava bem, e apesar da falta do sol fizemos duas horas de praia maravilhosa. Consegui ler 3 páginas da Trilogia de Nova Iorque, livro que ando a tentar ler há uns 3 ou 4 anos, o homem apanhou mexilhões e a Bárbara divertiu-se a brincar com areia, pedras e água. Foi uma manhã muito boa, muito tranquila e que nos deixou a suspirar por mais. Que venham as férias, com muitos muitos dias felizes.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Só eu
A Bárbara é uma menina que tem um lado tímido, um lado maroto, um lado terno, um lado rebelde, um lado espontâneo, um lado criativo. Como qualquer criança, diria eu.
Mas há um lado que só eu lhe conheço, o seu lado livre. Não adianta forçar e querer que ela cante aquilo que só cantou ao meu ouvido, em frente aos avós, aos amigos, e às vezes nem mesmo ao pai. É um segredo só nosso.
Quando ela me pega na cara com as duas mãozinhas e me dá um beijo à esquimó. Quando ela canta na banheira alguma canção de uma ponta à outra, bem à modinha dela, que eu nem imaginava que ela soubesse de cor. Ou quando lhe faço massagem depois do banho e ela canta o "Frère Jacques" de boca fechada. Só eu lhe ouço isso. Só eu. Como se ainda estivesse na minha barriga, a falar só, só para mim.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Verão
Este Verão dá cabo de mim. Eu queria calor, queria. Estava farta de sair do carro e levar com frio na moleira, sempre com aquele vento gelado, sempre sem saber se naquele dia ia ser malha ou manga curta.
E o calor lá veio. Mas com uma força, caramba! Toda eu sou abafo.
As minhas noites têm acabado invariavelmente sozinha no chão da sala com a ventoinha em modo fixo virada para mim. E só assim tenho conseguido dormir alguma coisa de jeito.
A piquena também anda exausta. Nota-se mesmo que está a precisar de férias e o "tempo lectivo" ainda se estende até final de Julho. Mas ela tem 2 anos, for crying out loud, estou a ponderar deixá-la ficar em casa duas semanas mais cedo. Ontem foi a festa de final de ano (orgulho!) e eu até há poucos dias atrás, estava convencida que com isso ficava o ano encerrado. Mas não.
Começo a preparar tudo para a tradicional pausa veraneante. Apesar de não estarmos a fazer planos para sair, precisamos de uns dias de exclusividade familiar, plus, passar o dia a a) besuntar-nos com toda a espécie e variedade de cremes, b) explorar a fundo a nossa praia e c) fazer-nada-que-é-tão-bom.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
A Penélope está viva
Provavelmente já quase ninguém se lembra da Penélope. Há muito tempo que não falo nela aqui.
A Penélope Violeta é a nossa gata, e abandonou-nos. Leram bem. Quando saímos do nosso primeiro apartamento para outra casa, uma casa mesmo, com jardim e muros para saltar, esta felina não se fez de rogada. Pregou-me muitos sustos, porque passava noites fora de casa.
A Penélope nunca se deixou domesticar verdadeiramente. Permitia festas de 5 segundos, nem mais, nem menos. Gostava da nossa cama, mas não do nosso colo. Mas depois tinha coisas fantásticas, como assim do nada vir esfregar-se nas nossas pernas e começar a ronronar.
Nesta altura, a do começo da vadiagem, eu estava grávida da Bárbara e não sabia muito bem como ia ser a convivência entre as duas. Mas depois via a Penélope deitar-se sob o berço, ou dentro da pequena banheira e achei que era um esforço da parte dela, um esforço de aceitação. Mas isso sou eu, que não percebo nada de gatos.
A Bárbara nasceu e a Penélope afastou-se. Começou a desaparecer por um, dois dias e noites, vinha comer e ia embora. A Penélope tinha uma casa amante.
Depois mudámos outra vez de casa, e como foi para um apartamento que era perto, achámos que era cruel estar a privá-la de toda a liberdade que já tinha conquistado, para a fechar num T2 apertadinho sem hipóteses de fuga e deixamo-la ao cuidado dos meus pais, que com ela têm 5 gatos, a Micas, a Estrela, o Dempsey e o Clooney. E o Óscar, que entretanto morreu.
Já mal a vejo e sinto tantas saudades daquela gata traiçoeira e mazona, que espetava a unha a cada oportunidade, mas que tem uma personalidade única e indecifrável. Os outros gatos fazem-lhe guerra e ela aparece mesmo muito pouco. Fico doida de ciúmes a pensar na família com quem ela vai ter e com quem fica dias a fio. Parvalhões. O que é que eles têm, que eu não tenho?´
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Penélope a gata
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