segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Ah!

E entretanto, fica aqui assinalado que hoje a Bárbara já andou quase perfeitamente, segura só por uma mão.
Minha querida filha.

*


O tempo passa demasiado rápido. Tenho saudades de todos os dias até este dia.

A spoon full of sugar, helps the medicine go down. Ou não.

A semana foi dura dura, à conta da virose barra infecção urinária da pequenina. Precisávamos de uns últimos dias de férias relaxados, a desfazer malas, a queimar os últimos cartuchos. Mas não. Andamos exaustos por não dormir de noite, ou então na saga do termómetro, do supositório, do antibiótico, do banho, do soro.
Esta semana começa o trabalho a valer e sinto-me exausta. Preciso de doses e doses de paciência, de energia e de ânimo.
O remédio para isso, sei eu bem qual é. Mais quinze dias de férias. Olé.

sábado, 11 de agosto de 2012

Saldos who?


Também eu não sou capaz de ligar patavina aos saldos, quando se me apresentam as maravilhas frescas e boas da colecção nova da Zara. Tough luck. Estas já cá cantam.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Photo album de férias II

Hesitámos muito, por várias razões, entre ir de férias para o Algarve, ou ficar em casa e ir dando uns passeios aos fins de semana, por exemplo. Talvez aproveitar para ir ver amigos a quem devemos visitas e que já não vemos há muito.
A B. foi a principal razão para irmos. Para poder ter dias de praia fantásticos, andar na piscina, para conhecer os lugares de que tanto gostamos, e para estar com os primos.
Curiosamente, não andei tanto de máquina fotográfica na mão como desejava, ou como esperava. Ou porque estava longe de mim, ou porque só queria simplesmente, estar ali.








quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dramas

Eu não me considero uma daquelas mães chorosas e preocupadíssimas com as suas crias. Sou atenta, sou cuidadosa, há coisas que me fazem espécie, mas há outras com as quais convivo de forma saudável. Já não me assusto com uma febre, consigo gerir bem a coisa com benurons e miminhos. Nem tenho medo de perguntar, seja a amigos, conhecidos, pediatra ou saúde 24.
Também tenho noção de que a Bárbara, tal como as outras crianças, passa e continuará a passar por várias fases. Como disse no outro dia, agora estamos na fase do terror do banho. Se não toma de uma maneira, toma de outra, é pacífico.
O problema é que também andamos na fase do terror de medir a temperatura, seja no rabinho, seja debaixo do braço, no terror de meter um supositório, gotas nos olhos, soro no nariz, and so on, and so on.
Ora, como também já disse, a Bárbara veio doente das férias. Então imaginem a seguinte cena dos infernos, antes de dormir. Dispo-a, risinhos, beijinhos e canções, tiro a fralda, lá se vira toda atrás de um toalhete, pijama, chupeta, tudo o que esteja ao alcance. Mal vê o termómetro, começa a torcer-se toda e se lhe prendo as pernitas é que está o caldo entornado. Ok, pronto, pronto, vamos cá tentar debaixo do braço, la, la, la, vem ao colinho da mamã, la la la, pronto, caldo entornado. É um berreiro, e a porcaria do termómetro que nunca mais apita. Lá se digna, e se houver febre, pronto, está outra vez o caldo entornado. Benuron, la la la, olha que caixinha tão gira, deixa a mamã pôr o benuron, sim, pequenina? Não, ela não deixa. Chora como se não houvesse amanhã. Ponho a fralda, com ela aos prantos, colinho, colinho, beijinho, vês?, já passou. Passamos então à fase ainda mais terrível das terríveis. Soro fisiológico, ela acha um piadão ao frasquinho mas é para o meter na boca, agora nos olhos, vistezio. Mal lhe derramo uma gota, pronto. Caldo entornado. Depois as compressas, com ela já vermelha a sufocar. Pronto, passou passou. Pego nas gotas propriamente ditas, o colírio. Não adivinham? Pois, caldo entornado. Com aquele pranto todo, tenho sérias dúvidas que as gotas consigam entrar nos olhos para tratar a conjuntivite. 
Ora, esta cena passada uma, duas ou três vezes, aguenta-se. Mas já andamos nisto vai para três dias e hoje quem quase chorava era eu. Partiu-se-me o coração vê-la assim, cheia de sono, encolhidinha e quente, com lágrimas gordas a correr naquela cara linda. E é que nem vos conto as coisas terríveis que me passam pela cabeça. Parece que todo o meu sangue frio desaparece e já antecipo cenas catastróficas a meterem internamento. Bolas. Só penso, só peço para que nunca passe disto.
Depois de ter tratado dela, e sentir que a torturei, deitei-a na minha cama. Mal peguei na chupeta, abriu a boca sôfrega de conforto, pôs o braço dela por cima do meu pescoço, encostou a testa dela na minha, deu duas ou três chuchadelas mais fortes e adormeceu. Hoje fica lá, no nosso meio, a dormir protegida, pele com pele. E amanhã, se Deus quiser, há-de acordar melhor, a minha pequenina, meu amor, minha cuquinha.

Photo album de férias I

Estamos em casa. Com um sabor diferente, porque acho que nunca tínhamos ido de férias tão cedo. Normalmente vamos no final de Agosto e quando chegamos já toda a gente anda numa roda viva com o regresso ao trabalho e às aulas. Ter este mês ainda quase todo pela frente, embora a trabalhar, vai ser novo para nós, sobretudo porque muita gente ainda vai de férias e vai ser um bocado pasmaceira.
O dia de hoje está a ser ocupado a desfazer malas, arrumar o que está limpo, lavar o que está sujo. Acabei de encher uma máquina de roupa branca. (Isto faz-me sentir tão grown up!) 
A pequena está em casa dos avós, os três a matar saudades. Vem doentita, nada de especial, mas com alguma febre e uma conjuntivite. Está cada vez menos bebé e cada vez mais menina. Dá-me abraços deliciosos e beijos looooongos a acabar em "mmmmmmmáaaa!" Babo-me com as fotos dela na praia, na piscina, nos abracinhos com o pai.
Foram umas boas férias, longe de ser perfeitas, mas sempre especiais.
Ainda devo publicar aqui algumas fotos para ver se deixo alguém com água na boca, mas por enquanto ficam alguns momentos Instagram, a minha nova e grande paixão.

 Provavelmente, a melhor compra que fiz este Verão.

 A ovelhinha Lella (com dois l's) foi uma óptima companheira de viagem.

 Brincar, brincar, brincar.

 De cada vez que ouvia a buzina da senhora das bolas de berlim, tentava ensurdecer, pensar numa bola de massa, gordura e açúcar, instalada no meu rabo, e convencer-me que um iogurte líquido é o elixir da vida eterna.

 A hora da siesta. Uma por dia, no relvado em frente à casa, com o sol filtrado pelo Grande Pinheiro. 
Im-pa-gá-vel.

 Não fui eu que fiz esta escultura de areia. Mas está supimpa.

 Outra tarde no relvado. Mas desta vez em amena cavaqueira, que também é bom e eu gosto.

 Sétima Onda em Albufeira. Lindo de morrer, come-se bem e quanto à vista... acho que nem preciso de dizer nada.

A minha filha é uma lady a comer. E come SEMPRE de boca fechada.

 "Oh mãe, prova lá este grão de areia. Não sabe a bola de berlim?"

 Na viagem de regresso, de laço novo.

 Vou ter tantas saudades disto. Godddd!!!