quinta-feira, 26 de julho de 2012

Are we there yet?


Faltam dois dias para ir de férias e falta-me preparar TUDO! Ah pois é bebé, é o resultado de decidir as coisas em cima do joelho. Mentalmente já nem me consigo organizar, tenho que escrever tudo e mesmo assim há coisas que ficam esquecidas. Hoje fui ao shopping trocar umas roupas que compramos ontem, cheguei à loja e não tinha o porta-moedas comigo, porque tenho a mania de o levar na mão para tomar café e depois pouso-o em qualquer lado. Sinto-me mesmo uma idiota chapada quando estas coisas acontecem. Não tive outro remédio senão voltar a casa. Passei mais quatro ou cinco peças a ferro e agora tenho depilação. Depois vou ter que voltar às trocas. Já sei que logo vou chegar a casa feita num oito, de tanto correr para aqui e para ali. E ainda queria ir ao ginásio, ainda queria ir trocar o colchão da minha cama, ainda, ainda, ainda, ainda. Get real, S. 
Valha-me a lembrança do destino de férias. O mar calmo e azul do Algarve e eu de braços e pernas estendidos à tona, com o sol a bater-me nos olhos, com as orelhas debaixo de água a ouvir... nada.
Nada de nada.

Descubra as diferenças


Estávamos nós na Zara à procura de calções de banho para o homem, quando ele pega nuns que eram curtinhos e aos quadrados vermelhos e brancos, e diz-me todo lampeiro:
- Eu até experimentava estes, mas não quero ir para a praia a parecer a Nadia Comaneci. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Run for your lives!!!

 

Há dois anos que não me acontecia. Não me apetece sorrir, não me apetece ser compreensiva, nem afável. Estou cansada, tenho uma dor de mona do tamanho da estátua da Liberdade, sinto-me gorda, o meu cabelo parece palha, tudo me irrita, nada acontece como quero (mas sei lá eu o que quero hoje?), no entanto só quero ser invisível, só por hoje. Quero dar pontapés em alguém. Quero dar um murro na mesa. Quero dar um grito. Mesmo muito alto. Quero que o dia de hoje passe depressa. Mas não quero nada disto (sei lá eu o que quero hoje?).
Hoje é um mau dia, depois de uma má noite, depois de um mau ontem. Hoje é dia de sentir tudo à flor da pele, hoje é dia de rosnar, de uivar, de me coçar. Hoje é dia de esquecer a felicidade, o riso e a paz.
Hoje é dia de TPM.

O caderno preto



Este caderno andava perdido num caixote qualquer, das primeiras mudanças que fizemos. Várias vezes me lembrei dele com alguma pena, porque aqui estão escritas algumas das minhas receitas preferidas. Receitas fantásticas que demoram 15 minutos a confeccionar, outras que fizeram sucesso, pequenos truques e descrições de alguns alimentos. No outro dia encontrei-o.

Depois de o folhear pensei que gostava de o oferecer um dia à Bárbara. Imagino-a a abrir o caderno numa página e a dizer, "Adorava este prato que a minha mãe fazia, cheirava tão bem!", ou "Isto comíamos em dias de festa, quando a casa se enchia de amigos". Não sei se algum dia lhe poderei dar um carro, um apartamento, ou até a viagem de finalistas. Mas posso dar-lhe estas pequenas coisas que ajudam a construir as memórias das infâncias felizes, nem que seja pela lembrança de um momento, de um cheiro, ou de um sabor.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sweet monday

Já não consigo dizer mal das segundas-feiras, especialmente se começam em modo férias, mesmo que seja em tempo parcial.
O dia amanheceu com nevoeiro e meio fresco, como eu gosto. Tomar café na esplanada e sentir um pouquinho deste frio matinal, sentir-me ainda meio ensonada e conversar sobre tudo e mais alguma coisa, pegar mil vezes no pacote de açúcar que a B. deixa cair ao chão just for fun, e saber que ainda temos o dia todo pela frente. Foi nesta molenguice gostosa que tentámos dar um passeio, mas fomos sem casaco e o frio apertou. A pequena adormeceu no carro, a caminho de casa, e eu preparei um almoço de Verão, à laia de antídoto para a desgraça alimentar que foi este fim-de-semana. 
Sou grata por estes dias. Têm muita tranquilidade neles, mas muita daquela azáfama que só se tem nesta altura do ano. Daqui a bocado vou tirar o vestido, as sandálias e calçar as botas, pegar no capacete e ir para uma reunião de obra, comer poeira e falar sobre caixilharias e isolamento térmico.
Depois espero vir para casa, tomar um bom banho e ainda ver o pôr-do-sol enquanto jantamos e imaginamos como há-de ser o dia de amanhã.






As férias deste ano

Depois de acharmos que íamos de férias, e depois decidirmos que era melhor ficar por casa, resolvemos, esta semana, aceitar o convite dos meus cunhados para irmos de férias com eles. E por isso, daqui a sensivelmente oito dias rumamos ao Algarve, com a nossa pequena.
Parece fácil fácil, mas a minha lista já está a caminho do estatuto de interminável, só de coisas para ela. Basicamente tenho que levar tudo. Coisas que vão mesmo ser precisas, coisas que podem vir a ser precisas e coisas que parecem insignificantes e desnecessárias, mais vai-se a ver e fazem falta. 
A viagem também é uma coisa que me preocupa. Little B. não é criança que goste muito de ir no ovo. Provavelmente já poderia viajar numa cadeira auto que ficasse virada para a frente, mas gostava que ela tivesse mais peso ou robustez física antes de fazer a troca. Ela ainda não atingiu os 9 Kg,  portanto, prefiro que vá um pouco mais rabujas, mas mais segura. 
Fora isso, estou feliz da vida. Praia e piscina all day long, sestas pelo meio, passeios à noite, é tudo o que eu preciso. E de um bronze, a ver se me sai esta cor de lula. 
Oito ou nove dias de dolce fare niente parecem-me too good to be true, mas vai acontecer. Por isso, que comece a contagem decrescente. Dez, nove, oito, sete...

sábado, 21 de julho de 2012

Conversa de sexta-feira à noite, para ver quem é que ficava a dormir mais umas horas no sábado de manhã

Eu: Quem vai com a bebé à natação, amanhã?
Ele: Vais tu.
Eu: Vou? Então, não queres ir?
Ele: Não, a tua depilação ainda está bem.

(E com esta lá se foi o meu poder de argumentação)