quarta-feira, 31 de março de 2010

I, Penélope

A Penélope chegou há um ano. Apareceu aqui ao colo da Mónica, que a resgatou do jardim, subnutrida, hipotérmica e com apenas três semanas de vida. Logo na primeira noite levei-a para dormir comigo. Enroscou-se ao pé do meu pescoço, fiquei mesmo apaixonada. E ela ainda nem sequer cheirava muito bem.
Cairam-lhe uns dentes, nasceram outros e Penélope cresceu. Tornou-se uma terrorista de primeira, morde, arranha, destrói os sofás, plantas e rolos de papel higiénico. Tem uma obsessão pelo meu pincel do blush, adora empurrar coisas até que elas caiam no chão e empoleira-se na nossa varanda como se fosse uma trapezista profissional. Duvido que seja amiga de criancinhas.
Nem pensem em entrar cá em casa e não a cumprimentar. Penélope não perdoa.
Está grande a minha menina. Acaba-se hoje a ração júnior e a partir de amanhã já se deliciará com novos sabores.
Que continue por muitos anos a acordar-nos com o seu motorzinho ronron e beijinhos ásperos, a dormir as suas sestas de sete horas e a ser a arisca que é.
Parabéns, minha Penny-Benny.

domingo, 28 de março de 2010

Estes casamentos modernos

Acabei de chegar a casa de um jantar animadíssimo ao pé da praia. Perdi a conta aos copos de sangria mas ainda liguei o computador para marcar uma reunião na agenda.
O marido está num bar de Coimbra com o primo, a perder a conta às caipirinhas.
Como o mundo anda meus senhores, como o mundo anda.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Lookbook #01



Como sempre, fico babada com as colecções fresquinhas. By Mango.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Se há coisa que detesto é triturar as sopas com a varinha mágica. Queimo-me sempre e hoje não foi excepção. Mas desta vez foi mais grave, a varinha descontrolou-se e fiquei coberta de sopa a ferver. Queimei-me no peito, mas como o Daniel me empastou de imediato com Bepanthene, acho que não vai haver grandes estragos dermatológicos.
Com a salada não houve incidentes. Estava uma delícia.
Thank God
.

Love love loooooove! #01

Há uns meses atrás, era assim todos os dias:
(Trrimm, trrrim!)
Mãe: Olá! Vêm jantar?
Eu: Não obrigada, mãe. Jantamos em casa.
Mãe: Porquê?
Eu: Mãe, tenho que aprender a safar-me sozinha...
Mãe: ... E não queres vir cá buscar comida?

Um dos grande desafios que senti quando saí de casa dos meus pais foi ser capaz de me organizar para cozinhar de forma prática, económica, criativa e saudável.
Se por um lado, jantar fora é uma excelente forma de me escapar aos tachos e panelas, por outro tenho chegado à conclusão de que me relaxa bastante cozinhar e enquanto o faço esqueço preocupações e posso sempre organizar outras coisas em casa.
Gosto de fazer disto um ritual. Escolher uma música agradável, organizar os ingredientes e armar-me em Jamie Oliver ou Nigella Lawson.
A internet é das minhas principais aliadas para conseguir receitas rápidas e diferentes. Mas não resisto às minhas revistas Blue Cooking onde me inspiro. Gosto de folhear aquelas páginas branquinhas e escolher o prato do dia. Perfeito para quem é esquisito a comer, como eu. Gosto de nouvelle cuisine, nada de costeletas grelhadas ou entrecosto na brasa. Amo o tomate seco, o manjericão, todos os tipos de azeite, queijos, salmão fumado e tomate cherry. And that's that.
Ah! Hoje para o jantar: sopa de espinafres e courgette e salada de beringelas grelhadas.
Bon appetit!

I want it, I want it so bad! #01


quarta-feira, 24 de março de 2010

Aguenta aí Babalu, que para pensar estou cá eu!

É a terceira vez: chamei o elevador do meu prédio, a porta abriu e apareceu a vizinha do lado.
Olhou para mim toda atarantada, voltou para o elevador e carregou no botão para fechar a porta porque pensava que tinha parado no piso errado.
Mas!, lembrou-se de olhar para o painel e o que viu? Um "5." Piso certo. Saiu atabalhoada, aos tropeções e encontrões, e eu finalmente pude entrar no elevador e descer.
Minha querida vizinha que anda às 7 da manhã a cirandar pela casa de saltos altos, toc toc toc, que mais parece o sino de Notre Dame a badalar ao meu ouvido, eu sou a sua vizinha do lado, ok? E se de uma vez para a outra se esquecer da minha fronha, pense que o seu apartamento não é o único do andar e que mais gente pode "embarcar", antes de andar a fazer figura de barata tonta. Ok???
Não é que não me divirta ver a pobre menina toda baralhada. Mas ainda bem que nunca lhe fui pedir uma chávena de açúcar, ela ainda pensava que, nesse dia, tinha entrado no apartamento errado.
Livra!