Fui ver o filme e adorei. Actores, argumento, música, imagem estiveram à altura das minhas expectativas. Há pouco tempo li a biografia de Amália, de Vítor Pavão dos Santos e gostei de como o filme se tornou uma espécie de "ilustração" do livro. Não sou ouvinte de fado, mas Amália tinha um extremo cuidado na escolha das suas letras, e isso faz-me ouvir a sua música e ouvi-la de outra maneira.
Depois de ver uma entrevista da Beatriz Batarda no "Câmara Clara" fiquei com vontade de conhecer o trabalho dela. Normalmente o processo é feito ao contrário, primeiro vemos o actor em acção e depois surge (ou não) a vontade de o conhecer melhor.
Em Outubro comprei os bilhetes para esta peça. Quando entrámos para a sala, já a tinhamos à nossa espera, a ver a sala encher. E quando a sala ficou muda, não houve volta a dar: uma potente e excelente interpretação. Naquele monólogo de hora e meia vi um enorme trabalho físico e emocional, mas também muita espontaneidade, inteligência e sentido de humor. Fiquei rendida pela peça divertida e comovente, sobre uma mulher que durante a Segunda Guerra Mundial assume a identidade do marido morto para poder trabalhar e sobreviver. Trabalho fabuloso desta grande actriz.
... e ouvir as notas deste Hallelujah. Feliz Natal, Jeff Buckley.
Well I heard there was a secret chord That David played, and it pleased the Lord But you don't really care for music, do ya? Well it goes like this The fourth, the fifth The minor fall and the major lift The baffled king composing Hallelujah Hallelujah
Well Your faith was strong but you needed proof You saw her bathing on the roof Her beauty and the moonlight overthrew you she tied you to her kitchen chair And she broke your throne and she cut your hair And from your lips she drew the Hallelujah Hallelujah
Well baby I've been here before I've seen this room and I've walked this floor I used to live alone before I knew ya I've seen your flag on the marble arch Love is not a victory march It's a cold and it's a broken Hallelujah Hallelujah
Well there was a time when you let me know What's really going on below But now you never show that to me do you? And remember when I moved in you? And the holy dove was moving too And every breath we drew was Hallelujah Hallelujah
Well maybe there's a God above But all I've ever learned from love Was how to shoot somebody who'd out drew ya And it's not a cry that you hear at night It's not somebody who's seen the light It's a cold and it's a broken Hallelujah Hallelujah
Finalmente arranjei um algum tempo e inspiração para escrever sobre Barcelona. Passou uma semana desde que voltei e o tempo passou a voar. Agora, sossegada e a ouvir Ella Fitzgerald, penso na beleza de Barcelona, na escala daquela cidade magnífica, cheia de Gaudi, cheia de apontamentos sublimes de arquitectura, cheia de gente, ruas, praças e bairros interessantes. Barcelona, a mil e tal quilómetros daqui, é uma cidade magnífica, orgulhosamente catalã, que me deixou saudades e muita vontade de voltar.
Novembro termina com um frio glaciar, ou isso ou estou [ainda] mais friorenta. Para acabar o mês em alta, vou dar um saltinho a Barcelona ver a minha querida irmã e finalmente visitar a cidade sobre a qual li, reli, vi mil imagens e que sinto que já conheço. Será uma viagem curta, de apenas três dias, mas tenciono aproveitar ao máximo.
Não posso levar muita bagagem, mas levo comigo o próximo livro a ser debatido na Comunidade de Leitores na próxima quarta-feira, "Aonde o vento me levar", de Manuel Jorge Marmelo.
Quando voltar, já será Dezembro e cheirará a Natal.
A minha jarra está assim, cheia de rosas friorentas.
Hoje é a quarta sessão da Comunidade de Leitores da Biblioteca Municipal de Gondomar. O livro de hoje é "Jerusalém" de Gonçalo M. Tavares.