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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Contratempos

Eu e a pequena tínhamos análises para fazer. Ela à urina, para ver se a infecção foi irradicada, e eu ao sangue para check-up. Aproveitei que ela acordou às 7.30 para sairmos de casa bem cedo, que eu sou mulher que acorda esfomeada e tinha que estar em jejum. O pai teve que vir para ficar com a B. enquanto me tiravam sangue. Saímos, cada um em seu carro, rumo ao laboratório de análises mais próximo. A porta estava fechada. Esperámos 5 minutos e nada. Fomos ao segundo mais próximo. Dois carros às voltas e mais voltas à procura de lugar para estacionar. Chegámos ao laboratório, papelada e assinaturas e bla bla bla, tirei sangue e quando chegou a vez da bebé, disseram-me que teria que a lavar muito bem, ser eu a colar o saquinho e esperar que ela fizesse xixi. Acabámos por vir embora com imensos saquinhos para amanhã fazermos tudo isso em casa, com a primeira urina da manhã. Hello? Como é que eu sei qual é a primeira urina dela? Está certinho.
Anyway, segui com ela para tomar o pequeno-almoço e depois compras. Ela entretanto começou a ficar rabujas e cheia de sono. Tinha planeado ir hoje fazer a aula de combat da hora do almoço e fui para casa guardar as coisas que comprei, fazer o saco e depois levar a B. aos avós. Cheguei a casa e não tinha a chave do prédio. Mudaram o canhão da porta e eu ainda não tinha colocado a nova no porta-chaves. O mais certo é estar no bolso de umas calças, ou sabe-se lá onde. A pequena adormeceu e eu sem chave e com cogumelos congelados no carro. Fui a casa dos meus pais, não estavam. Felizmente sei onde guardam a chave sobressalente, deitei a miúda e fiquei "de castigo" à espera deles. A aula de combat já era, fiquei sem bateria no telemóvel e agora estou como que perdida a reformular o resto do dia. 
Portanto, em quatro horas e ao fim de tantas voltas, assim de substancial tirei sangue, e comprei cogumelos, iogurtes e pasta dos dentes. Maravilha, isto vai ter que mudar até ao fim do dia, ai vai vai. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Encontros imediatos

Certa vez, um professor meu de Projecto disse assim: "Sejam cordiais uns com os outros, respeitem os vossos colegas, dêem-se bem. Nunca se sabe quando se hão-de encontrar. É importante ter boas relações, para que no futuro não haja problemas".
Então hoje tive uma reunião na câmara com um antigo colega de faculdade. Quando soube que teria que falar com ele, engoli em seco. Há muitos anos atrás, ele teve uma paixoneta por mim, que eu não correspondi. As coisas não acabaram da melhor maneira, e nunca mais falámos, mas a meu ver não ficámos de mal. De modo que lá fui, apreensiva é certo, mas ia pensando que tantos anos se passaram, somos adultos, e eu nunca lhe fiz mal nenhum, não havia razões para ressentimentos.
Acabou por ser um encontro muito constrangedor. Estávamos ali em trabalho, não estávamos a ter uma conversa de café, mas ele cumprimentou-me de mão e ora me tratava por tu, ora por você, além de que mal olhava para mim. Come on, cut the crap! Fomos colegas, e só por isso, era escusada tanta formalidade.
Valeu-me a minha sanidade mental que aumentou consideravelmente desde aqueles anos em que andava aos encontrões a tirar Arquitectura, de modo que senti as coisas como são, eu já o vi chorar, não deve ser fácil. E ele já me viu a espalhar-me ao comprido na cadeira de Construções. É a vida. Mas lá que foi desconfortável, foi. Assim como assim, prefiro o aquitecto A. que é cheio de complicanços, ou com a arquitecta O. que é a da mania da perseguição. Ao menos não andei a estudar com esses e quando vou reunir com eles, sei exactamente com o que contar.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Run for your lives!!!

 

Há dois anos que não me acontecia. Não me apetece sorrir, não me apetece ser compreensiva, nem afável. Estou cansada, tenho uma dor de mona do tamanho da estátua da Liberdade, sinto-me gorda, o meu cabelo parece palha, tudo me irrita, nada acontece como quero (mas sei lá eu o que quero hoje?), no entanto só quero ser invisível, só por hoje. Quero dar pontapés em alguém. Quero dar um murro na mesa. Quero dar um grito. Mesmo muito alto. Quero que o dia de hoje passe depressa. Mas não quero nada disto (sei lá eu o que quero hoje?).
Hoje é um mau dia, depois de uma má noite, depois de um mau ontem. Hoje é dia de sentir tudo à flor da pele, hoje é dia de rosnar, de uivar, de me coçar. Hoje é dia de esquecer a felicidade, o riso e a paz.
Hoje é dia de TPM.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Magreza a quanto obrigas

Esta semana cortei drasticamente a ingestão de hidratos de carbono e dois quilos já foram à vida. Por um lado, ver a balança dar-me boas notícias é muito bom. Mesmo. Mas por outro, fico sempre com um certo desconsolo, embora saiba que ando a comer muito melhor. Neste momento, a imagem de uma pratada de pasta paira sobre a minha cabeça, alternando entre uma carbonara, um esparguete com pesto, ou uns raviolis com espinafres e ricotta envolvidos com molho de noz. Nossa-Senhora-do-Ventre-Liso me livre da tentação. Vou ali abastecer-me de chá de menta, antes que me passe da marmita e comece a alucinar que o meu marido é um prato de fettucine alla boscaiola.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Às vezes é assim que passamos o serão.

Sara Sá: eu
Paulo Melo Lopes: o marido

E rimo-nos que nem uns perdidos.



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Afinal

O dia acabou com más notícias a respeito de um projecto. Amanhã, com a cabeça muito fresca, hei-de ler o ofício da câmara e ver o que se pode fazer. 
Agora que a B. já dorme, só quero acabar de paginar este enorme álbum, beber um leite quente, enroscar-me no sofá a ver o Masterchef e adormecer a meio do segundo episódio, como de costume.

sábado, 26 de novembro de 2011

Bon weekend!


Preparados para um fim-de-semana de sol (ou chuva, vá-se lá saber), de passeios à beira-mar, beira-rio, shopping, cidade, campo, brunch's e bolos fofinhos e mantinhas e filmes no sofá e abracinhos aos mais-que-tudo, e chás a fumegar,  e tudo e tudo?
Então, aproveitem. Que eu vou ficar enfiada em casa (olh'a novidade!), a (ah!, o espanto!) trabalhar. 
Fuck.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Oh vida

Se não fosse o fim-de-semana na aldeia do marido, com uma lareira non-stop, castanhas assadas e sem internet, estaria hoje com um colapso nervoso, de tanta coisa que tenho para fazer.
A semana começou hoje da mesma maneira que terminou a última: frenética. Mais uma capa de livro para fazer, mais álbuns para paginar, o projecto a terminar. Assim, em catadupa. E a minha miúda a dar-me tanto que fazer. Há uma semana que me adormece fora de horas e fora da cama. Tivemos uns jantares na semana passada e não sei se foi isso que nos deu cabo do esquema, ou se ela sente o meu ritmo acelerado, apesar de com ela ter sempre toda a calma. Mas ela tem adormecido cada vez mais tarde e com cada vez mais dificuldade, e logo agora que começava a preparar terreno para a pôr a dormir no quarto dela. E o jeitinho que me davam as três horinhas entre a hora de deitar dela e a minha. Ou descansava, ou trabalhava, ou organizava as coisas. Isso por agora acabou-se. Tenho na manga umas coisas que vou começar a pôr em prática, que se calhar já devia ter feito há muito. Chamam-se rotinas. Que já havia, mas apenas para a hora de dormir. Agora vamos repensar isso para os dias inteiros. Não quero que seja disciplina militar, mas eu e o pai concordámos que é preciso haver horas definidas para as coisas. Vai ser complicado, cansativo, vai exigir de nós muita paciência e disponibilidade, mas também será benéfico para os três, sobretudo para a pequenina.
E eu vou ver se despacho esta avalanche de trabalho. Não sei bem como, recusar propostas está fora de questão. Valha-nos a minha mãe, o meu pai, a D. Teresa.
Sinto, mais uma vez, que não tenho controlo nenhum sobre as coisas, e não há nada que me deixe mais desconfortável. Porque é como ser levada por uma corrente. E preciso de um ramo, um calhau, qualquer coisa, para me segurar. Muy pronto, se faz favor.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

And the winner is...

Resultado do exame 1: "O disco intervertebral L5-S1 faz uma protusão intra-canalar mediana que molda a gordura epidural anterior e a parede anterior do saco dural, mas não compromete as raízes nervosas".

Resultado do exame 2: "Permeabilidade luminal dos eixos venosos profundos e superficiais de ambos os membros inferiores. Disfunção valvular nas varizes clinicamente demonstráveis". (Ahhh...)

Portanto, o primeiro relatório diz-me que não tenho hérnia discal e o segundo... whatever.

P.S. E vou voltar a usar óculos.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Feriado, really?

Hoje feriado, sublinhe-se, é mais um dia com muita coisa para fazer. Ontem foi dia de vacinas, e portanto, dia de atenções e colinho redobrado. E por isso, hoje é para alapar o rabo na cadeira da secretária, que é como quem diz, a mesa da sala a fazer um "catching up". O dia lá fora está frio, mas daqui vê-se um mar que parece um lago, por isso conto tirar uma hora para dar corda às sapatilhas, à beira mar. A ver vamos. Eu também gostava de arranjar as unhas, as sobrancelhas e o cabelo. Mas acho que isso vai ficar em stand by, tipo "vai sonhando". 
Que neura. Oh vida.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Check!

E lá organizei a caixa do correio. Seleccionei todos os e-mails não lidos, li os que queria, deitei os restantes no lixo virtual. E agora, por ler, tenho... 4. Não os encontro em lado nenhum. Não estão na caixa de entrada, não estão marcados, nada. Não sei deles e continua ali aquele númerozinho irritante. Entretanto descobri que tenho também o Google Docs cheio de docs que não interessam nem ao menino Jesus. 
Mas grão a grão enche a galinha o papo, e eu lá vou levar a água ao meu moinho. Prevejo que daqui a pouco tempo serei a Martha Stewart da organização. Versão sexy, claro.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O seu a seu dono (continuação) - O delírio

E depois entrava lá mesmo no último minuto antes de fechar, suada e vermelha de tanto correr para pagar o precioso cêntimo. Os senhores até me ofereciam um copo de água porque eu quase desmaiava (não tinha dormido de noite, tal era a preocupação).

O seu a seu dono

Recebi hoje a última conta da água da minha ex-casa. 
Tenho a pagar 1 cêntimo.
Os senhores da água gastaram tempo, tinta e papel para enviar uma conta de (xinapá!) 1 cêntimo.
Estou tão tentada a ir lá pagar pessoalmente.

sábado, 11 de setembro de 2010

La rentrèe

Os planos saíram-me tão furados, tão furados, que nem posso dizer que tenha tido umas verdadeiras férias. Dito isto, acho que a desorganização tomou conta da minha vida. Na medida em que nada posso dar como garantido, não há nada que consiga controlar neste momento, e dias houve em que não via  mais do que um futuro desfocado à minha frente. 
Olho para os meus pais e para os da sua geração e vejo que sim, tiveram inícios complicados,  mas mais cedo ou mais tarde conquistaram a sua segurança, o seu espaço, e assim asseguraram o seu futuro. A minha mãe delineou a sua vida a partir dos 18 anos. Arranjar namorado: check. Acabar o curso: check. Casar: check. Ter um filho: check. Eu não posso fazer isso. E nem poderei dar aos meus filhos, se os tiver, a vida que a minha mãe me deu. 
Eu sempre achei que por muito negro que fosse o panorama, havia sempre algo a fazer, a esperar, a aspirar. Mas cada vez tenho menos esperança. Cada vez sinto menos optimismo. E de repente, já não tenho tanta coragem. Para, pelo menos, ter apenas uma semana de férias e pensar que não faz mal, porque valeu a pena. Porque não valeu.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ponham o dedo no ar

Quem ainda estiver a trabalhar, mas a desejar sentadinho na areia molhada à beira mar, e tiver que estar muito sentadinho em frente ao computador. Quem tiver sono e já vá no terceiro café do dia, e estiver a derreter com este calor, quem estiver resmungão porque as férias nunca mais chegam.
Acusem-se. Somos muitos?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Piadinha

Ele: Amanhã vais correr comigo?
Eu: Não!
Ele: Ok, então eu corro contigo.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Le weekend


Passou já, não foi? Pois. Então, no Sábado lá fomos aos tais sítios. Durante os dois dias, que acabaram por não ser de clausura total, aviei uns quantos desenhos. Diz que a praia esteve magnífica. E diz que esta semana será ainda mais fucked up que a última. Mas não posso fazer nada. É aguentar meus amigos, é aguentar.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A sexta-feira quando chega não é para todos

Então é assim.
Amanhã de manhã vamos a uns sítios, mas o resto do meu fim-de-semana será em modo freira-carmelita-on-speed. Passo a explicar. Não conto pôr os pézinhos fora de casa a não ser para o estritamente necessário, a ver se dou um avanço grande aos desenhos. Preparado o stock de gelatina, pudim de pão e iogurtes para não passar fome, água e groselha para não passar sede, vão ser dois dias a partir pedra. Prometo que daqui a uns dias mudo de assunto, sim? Sapatos, canetas, papel de parede, coisas assim.
Posto isto, acho que estamos conversados.