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sábado, 15 de dezembro de 2012

Pensamentos de uma pobre mãe deslumbrada


Quando olho para estas fotografias e penso há quanto tempo foram tiradas, todo o meu coração transborda, aperta-se, encolhe-se, expande-se, tudo ao mesmo tempo. Esta foto tem pouco mais de dois meses. E desde então tudo está tão diferente. Com tantas conquistas. Andar. Falar, cada dia mais. Dançar! Hoje perguntámos: Babá, dormiste bem? E ela disse que sim com a cabeça. E com isto é ver dois adultos emocionados e em êxtase com as pequenas grandes coisas que a sua filha lhes diz. Aquilo que é tão natural, o desenvolvimento humano, à escala da família é a coisa mais importante do mundo. É tão simples.
E é tão bom.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Survey

Ora bem, eu acho que nunca recorri aqui ao blogue para pedir opiniões. Mas há sempre uma primeira vez para tudo, é ou não é? EEEEÉ!
Então passa-se o seguinte. Ando a pensar inscrever a B. no infantário.

Prós
Ela pode socializar, brincar, aprender. Não que isso não aconteça em casa, mas é diferente. 
Ganho tempo para trabalhar, organizar coisas várias e também cuidar de mim.
Se tiver o trabalho em dia, posso estar mais tempo com ela, sobretudo sem pensar nas 359 coisas que tenho que fazer antes de ir dormir.
O infantário em que estamos a pensar fica a 10 minutos (a pé) de casa. Qualquer das outras hipóteses são um pouco mais longe, mas pacíficas em termos de distância (de carro).

Contras
Paga-se. Mesmo sendo IPSS. Estar em casa é grátis.
As doenças. Há quem chame aos infantários, os "infectários". Não sei se estou preparada para ver a minha filha doente a cada 15 dias.
Apesar de eu própria ter ido para o infantário com 11 meses, não sei que tipo de acompanhamento é feito a cada criança, até que ponto se importam se ela come ou não come, se dorme ou não dorme.

Para já, visitamos hoje o primeiro infantário, o tal que fica perto de casa. É um edifício completamente novo, arejado, claro e colorido, com imensa luz natural, acesso directo das salas ao recreio, espaço verde (embora pudesse ter uma ou duas árvorezitas) e educadoras com ar simpático. Gostei. Não vi lá nenhuma criança a chorar, ranhosa e desesperada (sim, eu já vi isso algures) e penso que a minha pequenina ficaria lá muito bem entregue.
Dito isto, gostava de saber as vossas opiniões. Acrescentem itens à lista de prós e contras, contem-me as vossas experiências, o que vos motivou a manter as crianças em casa ou porem-nas no infantário e se estão contentes com as vossas escolhas. Obrigadaaaaaaaa!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Há dias assim

Eu hoje deitava-me e dormia. Só.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

As mães

Há muito anos atrás, umas amigas convenceram-me a fazer o jogo do copo. Aquele que supostamente envolve espíritos, que podem ser bons ou maus, e a quem podemos fazer perguntas às quais eles respondem movendo o dito copo. Eu era a mais céptica e acho que fui a que saiu dali mais assustada. O raio do copo mexeu mesmo. Ou isso, ou as minhas amigas estavam combinadas para lhe dar uns empurrõezinhos. Anyway, saí de lá cheia de cagufes e não dormi nada de noite com tanto medo, que a certa altura tive que acender a luz. Na altura não teve piada nenhuma, mas agora rio-me da situação, porque para chegar ao interruptor, tinha que contornar a cama da minha irmã. Mas o terror era tanto que saltei mesmo por cima dela às escuras, e espetei-lhe com um pé na cara. Felizmente ela não acordou. E acho que nem sabe desta história.
Passados uns dias, resolvi contar à minha mãe o que tinha acontecido, e de como andava com problemas para dormir ultimamente. Ela, professora de Física-Química, mulher das ciências, tratou logo de me sossegar, dizendo que o poder da mente é muito forte. Não sei se é ou não, a verdade é que nessa noite dormi como um bebé (dos que dormem bem).
Hoje, e como acordei ainda um pouco incomodada com o que aconteceu ontem com a rapariga que vendia anjinhos, resolvi contar-lhe o episódio, e disse-lhe que me sentia ainda um bocado transtornada com isso. Mas a minha mãe disse-me que provavelmente eu tinha sido enganada, e que nos hospitais providenciam todos os tratamentos necessários e muito bem. Lá está. Não sei se é verdade ou se é mentira, mas sinto-me melhor. Até fico contente se realmente me tiverem contado o conto do vigário.
Não acho que tenha tido sempre a relação ideal com a minha mãe. Já tivemos muitos altos e baixos. Neste momento estou numa fase em que a compreendo como nunca. Mas mesmo antes disto, já a vinha olhando com outros olhos. Com os olhos da compreensão, não com os da crítica. Nem sempre é fácil. Mas é a minha mãe, e eu gosto dela para sempre. E gosto de como ela, vinte anos passados da primeira história que vos contei, ainda me tranquiliza e me sossega a alma. Como só uma mãe o sabe fazer.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

...

A campainha tocou há pouco, e pelo intercomunicador, uma rapariga falou, directa ao assunto. Vendia anjinhos, para angariar dinheiro para uma menina com leucemia. Dois euros os mais pequenos, dois euros e meio pelos maiores. Pedi-lhe que esperasse e fui à carteira buscar dinheiro. Depois fui à porta. Escolhi o mais pequeno, paguei como se tivesse comprado o grande e a rapariga agradeceu. E disse-me: dá para pintar. E eu agradeci. E não perguntei mais nada, porque pelo receptor do intercomunicador da bebé, ouvi-a chorar. Deve ter acordado com a campainha. Fui a correr para cima, para o pé dela. Estava de olho bem aberto e sorriu-me. Ao sorrir, a chupeta caiu-lhe da boca e ela sorriu ainda mais. E eu, de repente, fui apanhada por um nó na garganta, e uma comoção muito grande. 
É que, sem saber se é verdade ou se é mentira, fiquei em sofrimento. Com um medo tamanho de perder as pessoas mais preciosas da minha vida. 
Fiquei com pena de não ter falado mais com a rapariga. Fui apanhada de surpresa e acho que nem tive muita coragem de lhe perguntar o que quer que fosse. Com medo do que iria ouvir. Lamento não lhe ter dado ao menos uma palavra de alento.
E no fundo, fiquei a desejar que não haja mesmo uma criança a lutar pela vida, que esta história seja mentira. Eu não me importaria pelo dinheiro. Acreditem que não.


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Focus Sara, focus!

Hoje o dia começou bem, mil sorrisos da Babá, deitada entre mim e o pai, aos gritinhos e coceguinhas. Fiquei logo com a sensação de que ia ser um dia porreiro, atarefado, mas ao mesmo tempo descontraído e tal. Mas sinto que já não vai correr bem. Porque ao descer para tomar o pequeno-almoço soube de uma coisa que me deixou com o estômago às voltas. Triste, furiosa e revoltada. Impotente. E a minha vontade é partir a cara a uma pessoa. Má como as cobras. Que ainda por cima é da minha família.
Não estava nada à espera de começar a semana assim com estes sentimentos tão corrosivos.
Vou respirar fundo, organizar a cabeça e continuar a fazer as mil quatrocentas e trinta coisas que tenho para fazer.
Por isso, bom dia a todos, e... focus Sara, focus!

sábado, 6 de agosto de 2011

A minha balança é uma bitch

Então é assim: preciso de emagrecer uns dez quilos. 
As dietas pós-parto estão proibidas enquanto amamentar. O exercício intenso, também. 
Só que não me imagino neste modo de elefantazinha por muito mais tempo. Já perdi metade do peso que ganhei, mas agora a palerma da balança não tem sido nada gentil comigo. Sempre a mostrar-me o mesmo número. Volta e meia lá tento vestir uma blusa do Verão passado, mas nem me passa do peito. As calças ainda são as de grávida. Dos fatos de banho nem falo. 
E eu que detesto dietas, só de pensar fico com fome. E triste. Mas também não gosto de me ver assim. Já sei que tenho que ter paciência, porque a recuperação é demorada e bla bla bla, mas não tenho. Quero o meu corpinho de antes e deixar de me sentir uma pequena lontra. 
Pode ser? Pode, pode?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

La rentrèe

Os planos saíram-me tão furados, tão furados, que nem posso dizer que tenha tido umas verdadeiras férias. Dito isto, acho que a desorganização tomou conta da minha vida. Na medida em que nada posso dar como garantido, não há nada que consiga controlar neste momento, e dias houve em que não via  mais do que um futuro desfocado à minha frente. 
Olho para os meus pais e para os da sua geração e vejo que sim, tiveram inícios complicados,  mas mais cedo ou mais tarde conquistaram a sua segurança, o seu espaço, e assim asseguraram o seu futuro. A minha mãe delineou a sua vida a partir dos 18 anos. Arranjar namorado: check. Acabar o curso: check. Casar: check. Ter um filho: check. Eu não posso fazer isso. E nem poderei dar aos meus filhos, se os tiver, a vida que a minha mãe me deu. 
Eu sempre achei que por muito negro que fosse o panorama, havia sempre algo a fazer, a esperar, a aspirar. Mas cada vez tenho menos esperança. Cada vez sinto menos optimismo. E de repente, já não tenho tanta coragem. Para, pelo menos, ter apenas uma semana de férias e pensar que não faz mal, porque valeu a pena. Porque não valeu.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

...

Estamos a 6 de Agosto. Estou no computador há mais horas do que devia, doem-me as costas, estou ansiosa. Tenho calor e estou cansada. O meu prazo expirou e continuo aqui, de dia para dia a avançar pouco de cada vez. E quanto mais cansaço sinto, menor é a minha capacidade de discernir, de me acalmar, de contar até as horas, chegando ao ponto de achar que ter que parar para comer é um insulto.
Sou assim, dramática e fatal. Só podia ser assim. Infelizmente, funciono bem entre a espada e a parede. Mas a minha ânsia de inverter este processo nunca foi maior e travo uma luta sem igual entre os meus vários "eus". O Eu que quer vencer, mudar, ser feliz e o Eu que é nada menos que um carrasco e se alimenta da tristeza e da solidão.
Por isso, entre momentos de felicidade, em que simplesmente sorrio, me alimento, e me sinto pertença do mundo e de alguém, afasto-me tanta vezes, de mim, das pessoas e da vida. E enquanto assim for, hei-de sempre acordar de noite, insconsciente, petrificada por um único pensamento: vou morrer.
Estou toda fragmentada por dentro e por fora já se nota. Nesta altura quase não me preocupo com isso. Precisava de chegar aqui. É que isto é de facto, uma questão de vida ou morte.
Pois de todas as lutas que travei pela minha vida fora, esta é, de longe, a mais dolorosa, a mais profunda e a mais perigosa.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Ponham o dedo no ar

Quem ainda estiver a trabalhar, mas a desejar sentadinho na areia molhada à beira mar, e tiver que estar muito sentadinho em frente ao computador. Quem tiver sono e já vá no terceiro café do dia, e estiver a derreter com este calor, quem estiver resmungão porque as férias nunca mais chegam.
Acusem-se. Somos muitos?